Pernil, peru, chester, farofa. Arroz, salpicão, frango. Tudo com uva passa ou sem, para os que odeiam. Muitas sobremesas. O melhor: a família toda. A causa: é Natal. Meu último em família foi em 2012, quando eu havia voltado há alguns meses do intercâmbio.

Depois voltei a morar fora e você sabe, a coisa fica mais difícil. Primeiro essa tal coisa era dinheiro mesmo. Era muito pouco, não sobrava e não tinha hipótese de gastar cerca de 800€ para ir passar as festas no Brasil. Depois era dinheiro mais tempo. Trabalhando para uma empresa qualquer fica mais complicado viajar, pois qualquer duas semanas no Brasil é muito pouco tempo para qualquer coisa. Para ver as pessoas, para ver os lugares, para matar a saudade de todos os quitutes que só têm lá (ou que lá é simplesmente melhor).

Não há época do ano que goste mais do que o Natal. Talvez o fato de natal ser 83,33% do meu nome (acrescente apenas o Y e sou eu todinha), ou o ambiente que surge nessa época. Passei três Natais fora do Brasil e como é estranho. Todos têm para onde ir e parecia que mesmo que estivesse também com pessoas queridas que conheci, faltava algo. E faltava mesmo.

Mas esse ano eu decidi que vou. Não estou medindo esforços para comprar minha passagem e estar nessa época no Brasil. Eu já pesquisei passagens anos suficientes para saber que julho é um bom mês para comprar com os preços mais baixos para lá. Essencialmente se for para embarcar até o dia 15 de dezembro, pois depois os preços passam a não ser nada festivos.

O problema é que naquele mês não tinha aquela coisa: dinheiro, tutu, money (que é good e nóis não have). Agora, em setembro, chegou a hora do vai ou fica, literalmente. No entanto, os 500€ que teria que gastar antes se tornaram facilmente 1.000€. Isso porque a altura já se aproxima e porque não estou mais no mesmo país inicial.

É muito mais rápido e barato viajar de Portugal / Espanha para São Paulo do que de Zagreb, na Croácia (meu destino atual). Por isso tenho olhado no mapa as cidades com mais conexões desse lado da Europa e vendo o que pode sair mais barato. Para já me deparei com uma conexão em Madrid, como de costume, mas não para ir pela Ibéria ou Air Europa, mas pela Royal Air Marocos.

Os comentários sobre o serviço chegam a ser assustadores quando se trata de perda e extravio de malas e atrasos dos voos. No entanto, ninguém reclamou de conforto, segurança e preço. É por conta deste último motivo que estou dando uma segunda vista de olhos na empresa e nos riscos que posso correr. Também nos meus direitos, uma vez que as escalas no Marrocos serão longas e geram alguns mimos para compensar, como alimentação, transfer e hospedagem em hotel.

O dia de decidir se aproxima, mas também fico mais perto de tudo que disse no primeiro parágrafo. Incluindo as uvas passas todas.

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Sobre o Autor

Nataly Lima

Natural de São Paulo, mas hoje tem a Europa como sua base. É mestre em jornalismo, mas não dá aula em faculdade. No momento só quer compartilhar o que vê pelo mundo.

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