Enquanto só se vive em um lugar é simples entender onde é sua casa. Quando digo isso não me refiro apenas às quatro paredes onde você vive, mas sim daquilo que você chama de lar, onde está seu porto seguro.

É quando se vai para outro lugar e se regressa para o local de origem, mesmo que só de passagem, que se descobre afinal de contas onde você realmente se sente em casa. É um pouco assustador olhar para o quarto onde dormiu por anos, para a mesa onde sentou com a família tantas vezes ou qualquer canto do lugar por onde você costumava circular e ter aquela sensação de passado: é um lugar muito especial, cheio de lembranças e significado, mas não, ali definitivamente não é mais seu espaço.

Procura-se o “lar, doce lar”

Essa sensação pode surgir quando se vai morar sozinho, quando se vai morar acompanhado, após uma viagem muito longa, um intercâmbio. Pra quem emigra e fica fora por muito tempo essa sensação esquisita é ainda maior, pois não se trata apenas da casa que deixou de ser lar, mas muitas vezes, do país que deixou de ser seu país. Pelo menos não é mais o único.

É como saber que você é um só, mas agora com vários pedacinhos espalhados em diversos cantos.

É regressando à antiga casa que você vê o quanto mudou

É aquilo que dizem. Quando você convive diariamente com uma pessoa dificilmente consegue ver as mudanças que ela sofre conforme o tempo passa. Quando se trata daquilo que você chama de lar não é diferente. Quando você sai do que sempre foi sinônimo de conforto pra você, depois de viver muitas coisas novas, de chamar outros lugares de casa, outras camas de “minha”, no retorno, você nota que aquela sensação de “lar, doce lar” já mudou de endereço. E é aí que você percebe.

Seu coração mudou de cep.

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Sobre o Autor

Nataly Lima

Mestre em jornalismo natural de São Paulo, hoje tem a Europa como a sua base. É apaixonada por conhecer novas culturas, comer, viajar e contar histórias sobre esses e outros assuntos.

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