Custo de vida na Nova Zelândia em 2019

Saber o custo de vida na Nova Zelândia é uma das principais preocupações de quem cogita mudar para o país. Será que sai caro viver em um dos países com mais qualidade de vida do mundo?

Com um cenário que encanta, inspira e propicia a prática de esportes radicais, a Nova Zelândia é muito mais do que turismo. O país tem se tornado uma referência econômica e política no mundo. Sempre atraiu muitos intercambistas, mas agora tem sido um destino procurado por quem quer ir sem data para voltar.

Custo de vida na Nova Zelândia nas principais cidades

Até há alguns anos, o país era tido como um destino distante e exótico que perdia a atenção quando comparado com outros destinos como Estados Unidos e países da Europa. No entanto, a alta do dólar americano e do euro fez com que entrasse na rota internacional, tanto turística quanto migratória. Atualmente, está na lista dos lugares mais baratos para estudar inglês no exterior.

Se considera continuar a vida por lá, confira abaixo o custo de vida na Nova Zelândia, especificamente nas suas quatro principais cidades. Veja detalhes sobre dados como aluguel, alimentação e transportes.

Auckland

A maior e mais populosa cidade da Nova Zelândia é também a mais cara. De acordo com o Numbeo, no ranking do custo de vida, Auckland ocupa a 40ª posição dentre 452 cidades de todo o mundo. O mesmo site estima que por mês, a média de gastos de uma única pessoa, sem a despesa do aluguel, é de aproximadamente NZD 1.349,82. Os salários, no entanto, parecem suportar bem os elevados valores. Na cidade, a média salarial é de NZD 3.862,02, já com os impostos descontados.

Aluguel: Uma das despesas mais elevadas em Auckland é, sem dúvida, o aluguel. Por esse motivo, não é raro ver estudantes dividindo até o mesmo quarto com o objetivo de pagarem o mínimo possível pela habitação. Morar em um apartamento de 1 quarto custa entre NZD 1.200 e NZD 2.200, dependendo da localização, sendo que os valores mais elevados são para construções no centro da cidade.

Uma família, que naturalmente precisa de mais espaço, vai ter que desembolsar ainda mais. Para apartamentos de 3 quartos, os valores ficam entre os NZD 2.000 e os NZD 4.000, também dependendo de onde estão localizados.

Contas: Com o apartamento garantido, é preciso colocar na ponta do lápis as contas da casa, como eletricidade, fornecimento de água, gás, aquecimento e coleta do lixo. Esse pacote de despesas, para um apartamento de 85 metros quadrados, por exemplo, fica por uma média de NZD 175,44 mensais.

Internet e telefone: Uma casa sem internet, atualmente, é impensável, ainda mais quando se mora fora e o contacto com o país de origem se faz necessário. Em Auckland, os preços dos pacotes de internet com serviço de telefonia incluído ficam entre NZD 70 e NZD 100, sendo que a média de preço é de NZD 85,27.

Transporte: Os gastos com transporte público podem pesar um pouco no bolso. Os bilhetes individuais ficam entre NZD 3,20 e NZD 5. Já quem optar pelo passe mensal, terá que desembolsar uma média de NZD 200. Se a ideia for apostar no carro próprio, vale colocar a gasolina na conta: o preço do litro ronda os NZD 2,27.

Alimentação: Já se sabe que Auckland não é examente aquilo que se pode chamar de uma cidade barata e o preço da comida, de forma geral, contribui para esta “má fama”. Segundo a estimativa feita pelo Numbeo, para uma pessoa manter uma dieta de 2.400 calorias diárias, gastará cerca de NZD 418,31. Lembrando que esse é um valor médio para quem cozinha em casa e faz o menor número possível de refeições fora de casa.

Nos restaurantes, uma refeição econômica fica entre NZD 13 e NZD 25. Já em um local de médio porte, o meu completo para duas pessoas fica por, em média, NZD 90.

Extras: O governo da Nova Zelândia tem uma ferramenta que ajuda a calcular o custo de vida de acordo com a cidade e até o possível rendimento mensal médio, se for o caso. Segundo a calculadora, é recomendado uma reserva mensal de cerca de NZD 243 para despesas extras e alguns imprevistos.

Wellington

Apesar de Auckland ser a grande metrópole neozeolandesa, a capital do país é Wellington. Localizada entre as ilhas Norte e Sul, é a 68ª cidade com o custo de vida mais elevado do mundo, segundo os dados do Numbeo. O custo de vida médio mensal por lá é de, aproximadamente, NZ 1.241,57 por pessoa, sem a despesa de aluguel incluída. Os salários médios, por sua vez, rondam os NZD 4.212,01.

Aluguel: Para conseguir alugar um apartamento de 1 quarto em Wellington, é preciso desembolsar de NZD 1.100 a NZD 2.173,91. Para uma unidade habitacional de 3 quartos, os valores já ficam entre NZD 1.700 e NZD 3.750. Claro que o preço flutua de acordo com região escolhida na cidade, os mais elevados ficam em zonas mais concorridas e centrais.

Contas: Segundo o Numbeo, as despesas médias da casa como eletricidade, aquecimento, gás e água saem por cerca de NZD 178,36. Esse valor tem em conta um apartamento de cerca de 85 metros quadrados.

Internet e telefone: Garantir um plano básico de conexão de internet em casa pode sair de NZD 70 a NZD 94 em Wellington, sendo que a média é de NZD 82,30. Normalmente, esses pacotes incluem também uma linha de telefone. Já para as chamadas feitas por rede móvel, o preço do minuto fica por cerca de NZD 0,47.

Transporte: O preço do bilhete individual na cidade fica entre NZD 2,50 e NZD 5. Já os passes mensais saem por, em média, NZD 150. Quem quiser andar de carro, além do trânsito, vai ter que lidar com despesas como litro de gasolina, que fica entre NZD 2,04 e NZD 2,40. Além disso, há outras taxas, como o registro anual obrigatório do veículo, no valor de NZD 90.

Alimentação: Os preços para alimentação são altos, de uma forma geral, no país quando comparado com outros locais. Para economizar, é sempre preferível fazer comida em casa. Ainda assim, para manter uma dieta diária de cerca de 2.400 calorias, a despesa mensal média é de NZD 404,41. Esses são os dados do Numbeo. Na ferramenta de cálculo do governo da Nova Zelândia, o custo mensal estimado é bem superior: cerca de NZD 591,50.

Extras: E, no orçamento mensal, é sempre preciso ter uma margem para qualquer eventualidade e gastos extra. A calculadora do governo recomenda que se tenha uma reserva mensal de, pelo menos, NZD 243,53, sendo que esse valor não está destinado para nenhuma despesa habitual da casa ou da família.

Christchurch

Christchurch esteve recentemente na boca do mundo por causa do atentado em duas mesquistas que vitimou centenas de pessoas. Apesar do chocante acontecimento e das discussões em torno do surgimento de movimentos anti-migratórios, essa ainda é considerada uma cidade segura e por onde passam milhares de turistas por ano. Quem vai para ficar, garante que é um lugar que vale a pena.

A chamada Cidade Jardim tem um custo de vida um pouco mais amigável que Auckland e Wellington, mas ainda está entre as 100 mais caras do mundo neste quesito. O custo mensal estimado de uma pessoa é de, aproximadamente, NZD 1.214,97. O salário médio na cidade, por sua vez, ronda os NZD 3.699,99.

Aluguel: O valor dos alugueis impacta diretamente no custo de vida e é sempre uma questão importante, especialmente para quem não cogita ou nem pode comprar casa no momento. Alugar um apartamento de 1 quarto, normalmente, não sai por menos de NZD 800 e pode ir até NZD 1.600, mais ou menos.

Se o apartamento for de 3 quartos, os valores podem ir de NZD 1.600 a NZD 3.000.

Contas: De acordo com Numbeo, as despesas mensais de um apartamento de tamanho médio, com cerca de 85 metros quadrados, ficam entre NZD 130,77 e NZD 231,82. Esses valores incluem água, fornecimento de energia, aquecimento, coleta de lixo e gás canalizado, se for o caso.

Internet e telefone: Ficar sem internet em casa é algo completamente impensável hoje em dia, por isso, é uma despesa que deve ser considerada sem qualquer dúvida. Em Christchurch, o preço dos pacotes de internet e telefone para casa vão de NZD 70 a NZD 95, sendo que o valor médio é NZD 84,55.

No caso da telefonia móvel, o preço do minuto sai por, em média, NZD 0,38.

Transporte: Christchurch faz parte da seleção de cidades neozelandesas com uma excelente rede de transporte públicos e onde pode compensar mais usá-los do que recorrer a um carro. O preço os bilhetes individuais vai de NZD 2,60 a NZD 4. Enquanto isso, o passe mensal fica entre NZD 75 e NZD 134,78, variando de acordo com as zonas incluídas.

Se a primeira opção for mesmo recorrer a um carro, atenção para o preço da gasolina. Na cidade, o litro fica entre NZD 2,10 e NZD 2,45.

Alimentação: A calculadora oficial do custo de vida na Nova Zelândia, disponível no site do governo do país, dá uma estimativa de NZD 428,57 para a alimentação mensal de uma pessoa em Christchurch. Lembrando que esse é um cálculo feito com base em compras no supermercado e comidas feitas em casa. O Numbeo dá uma média parecida: cerca de NZD 402,54 por mês.

Já para comer fora de casa, é preciso estar preparado para encontrar valores entre NZD 15 e NZD 25, no caso de refeições em restaurantes econômicos.

Extras: O governo da Nova Zelândia recomenda que quem deseja morar em Christchurch tenha uma reserva mensal de, pelo menos, NZD 175 para qualqer eventualidade que já não estivesse presente no orçamento. O valor pode incluir compra de medicamentos ou furo no pneu do carro, por exemplo.

Queenstown

Queenstown é conhecida em todo o mundo como a Cidade dos Esportes Radicais. Anualmente, o local que tem pouco mais de 18 mil habitantes, recebe mais de 1 milhão de turistas, a maioria deles interessados em esquiar, saltar de paraquedas, de bunguee jump e tudo que envolver muita adrenalina. Também é uma das mais escolhidas por aqueles interessados em estudar inglês.

No entanto, essa agitação tem um preço alto. Como qualquer cidade turística, Queenstown não é barata. De acordo com o site Expatistan, a cidade neozeolandesa tem um custo de vida 54% mais elevado que o de São Paulo, sendo que o único item mais barato por lá são cuidados pessoais como produtos de higiene e medicamentos. O salário médio na cidade ronda os NZD 2.533,33.

Aluguel: O aluguel já pesa bastante no orçamento em qualquer lugar, mas em Queenstown esse valor pode ser ainda mais elevado. Para garantir um apartamento de 1 quarto, é preciso ter à disposição de NZD 1.200 a NZD 2.150. Já para um apartamento de 3 quartos, o preço sobe ainda mais: vai de NZD 1.600 a NZD 4.300. Sempre levando em conta o quesito localização como um dos principais fatores de impacto no valor.

Contas: Eletricidade, aquecimento, fornecimento de água e coleta do lixo também são despesas fundamentais que precisam ser previstas. Em Queenstown, o valor é o mais alto da lista. Para um apartamento de cerca de 85 metros quadrados, é preciso reservar uma média de NZD 206 por mês para garantir as necessidades básicas da casa.

Internet e telefone: Os pacotes de internet e telefone para casa ficam entre NZD 55 e NZD 104 por mês, sendo que o valor médio é de NZD 87,75.

Quando o assunto é telefonia móvel, o preço do minuto, sem descontos ou promoções, vai de NZD 0,29 a NZD 1,00, tudo depende da operadora e do plano escolhido.

Transporte: Recorrer aos transportes públicos em Queenstown, além de ser uma verdadeira epopeia, pode impactar no orçamento de uma forma bastante surpreendente. Os bilhetes unitários são vendidos por preços entre NZD 2 e NZD 6. Enquanto isso, o passe mensal pode chegar a custar uma média de NZD 174.

Quem optar por circular de carro próprio, vai encontrar o litro da gasolina por, em média, NZD 2,21. Vale ressaltar ainda que, em todo o país, há o registro anual do veículo e o seguro obrigatório. O melhor e mais econômico meio de transporte pode ser mesmo uma bicicleta.

Alimentação: Comprar mantimentos e cozinhar em casa é sempre a opção mais econômica, e muitas vezes até mais saudável. Para manter esse estilo de vida e uma dieta de aproximadamente 2.400 calorias diárias, o orçamento mensal para uma pessoa adulta deve ser de, em média, NZD 414,20.

Para quem pretende comer fora, o cálculo é outro. Uma refeição com entrada, prato principal e sobremesa para duas pessoas sai por, em média, NZD 100.

Extras: O governo da Nova Zelândia estime e recomenda uma quantia mensal de, pelo menos NZD 210 para administrar despesas eventuais e imprevistas.

 

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