Morar na Coreia do Sul: como é o custo de vida, trabalhar e estudar

Tecnologia, grandes construções e transporte público eficiente. Essas são algumas características lembradas por estrangeiros quando se fala em morar na Coreia do Sul.

Mas, o país tem ainda mais a oferecer a seus imigrantes. Além de ser uma prova de superação depois de muitos anos de guerra e do crescimento em sua economia, os coreanos prezam pela cultura oriental, educação e segurança. Não é à toa que a nação ocupa o quarto lugar em educação e a sexta posição em segurança pelo Better Life Index, estudo da Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Como morar na Coreia do Sul

Brasileiros são isentos de visto para visitas de até 90 dias na Coreia do Sul. Passado esse período, é preciso solicitar uma permissão específica de estudo, trabalho ou negócios por meio de um visto de residência temporária ou permanente.

Segundo o Consulado Geral da República da Coreia em São Paulo, para permanecer por mais de três meses na Coreia é preciso providenciar os seguintes documentos:

  • Formulário de pedido de visto preenchido
  • Uma foto 3.5 x 4.5 cm, colorida e recente (sem óculos)
  • Passaporte original com validade mínima de 6 meses e cópia simples da página de dados pessoais
  • Carteira de identidade RG ou RNE, original e cópia autenticada
  • Comprovante de residência, original e cópia
  • Documentos adicionais, que variam conforme o motivo da viagem: contrato de trabalho, carta de admissão da universidade, atestado de matrícula, etc.

O preço para emissão da permissão para estadia acima de 90 dias é de R$228. Para múltiplas entradas, esse valor sobe para R$342.

O visto de residência (F-2) é concedido para quem possui algum visto de trabalho ou é investidor, familiar de coreano ou estrangeiro que comprove renda mínima para se manter no país. Após cinco anos morando ali sob essa condição é possível aplicar para o visto de residência permanente (F-5).

Além disso, depois de morar na Coreia do Sul legalmente por cinco anos consecutivos o estrangeiro tem a opção de aplicar para a cidadania coreana. O processo é lento e burocrático e uma das exigências é que o imigrante abra mão de sua antiga nacionalidade e passaporte. Um teste para avaliar os conhecimentos do futuro cidadão coreano sobre o idioma local e os costumes do país também é aplicado.

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Trabalhar na Coreia do Sul

Antes de mais nada, é importante que o candidato a um emprego na Coreia do Sul tenha em mente que as leis trabalhistas no país funcionam de forma diferente que no Brasil.

Para começar, a hierarquia e senioridade são aspectos muito respeitados na companhia: são raros os casos em que o gerente é mais novo que seus subordinados. Os coreanos são conhecidos por trabalhar muito por dia e eles não são pagos pelas horas extras, enfrentando jornadas de 12 a 14 horas. Não é à toa que a expressão mais marcante do país é “pali pali”, que em coreano significa algo como “mais rápido, mais rápido”.

Dito isso, é hora de conseguir a permissão para exercer uma atividade remunerada ali.

Existem diversos tipos de visto que permitem trabalhar e morar na Coreia do Sul. Os principais são: Emprego de Curta Duração (C-4), Professor (E-1), Instrutor de Idiomas Estrangeiros (E-2), Pesquisador (E-3), Instrutor Técnico (E-4), Emprego Profissional (E-5), Artes e Performances (E-6), Ocupações Especiais (E-7), Trainee (E-8), Emprego Não-Profissional (E-9), Equipe de Tripulação (E-10), Residente (F-2), Residente Permanente (F-5), Trabalho de Férias (H-1).

Em geral, os documentos necessários para pedir a permissão de trabalho são os seguintes:

  • Formulário de pedido de visto preenchido
  • Uma foto 3.5 x 4.5 cm, colorida e recente (sem óculos)
  • Passaporte original com validade mínima de 6 meses e cópia simples da página de dados pessoais
  • Carteira de identidade RG ou RNE, original e cópia autenticada
  • Comprovante de residência, original e cópia
  • Carta convite da Coreia, “CNPJ” (Business Registration Number) da empresa da Coreia comprovando o vínculo de trabalho com o imigrante

Estudar na Coreia do Sul

O visto concedido para estudantes internacionais é o D-2, o qual permite morar na Coreia do Sul por até dois anos. Para obter essa permissão é preciso providenciar os seguintes documentos:

  • Formulário de pedido de visto preenchido
  • Cópia do passaporte
  • Uma foto 3×4 no padrão de passaporte
  • Cópia do registro da instituição de ensino
  • Carta de aceitação da instituição de ensino (emitida pelo reitor/ presidente da universidade)

Para os alunos de universidades brasileiras que irão morar na Coreia do Sul pelo Programa Ciência Sem Fronteira os requisitos são os seguintes:

  • Formulário preenchido 
  • Uma foto 3.5 x 4.5 cm, colorida e recente (sem óculos)
  • Passaporte Original (com validade mínima de 6 meses) e cópia simples da página de dados pessoais.
  • Uma cópia de carteira de identidade (RG)
  • Cópia de comprovante de residência (Cópia de conta de luz, gás, telefone… etc)
  • Uma cópia do certificado de registro de empresa, da universidade ou faculdade onde pretende estudar (equivalent ao CNPJ brasileiro)
  • Declaração de aceitação do aluno pela universidade ou faculdade na Coreia / Certificado de Admissão Original
  • Currículo do candidato
  • Certificado original e uma cópia de graduação ou matrícula regular em universidade ou faculdade no Brasil
  • Carta de benefícios oferecidos pelo CNPQ
  • Pagamento da taxa de R$ 228 (única entrada)

Custo de vida

A moeda que circula na Coreia do Sul é o won sul-coreano. De acordo com um levantamento feito pelo site Numbeo, o custo de vida ali é 75,58% mais caro que no Brasil.

O salário mínimo do país é de 6.030 wons por hora. Na média calculada pelo Numbeo, a remuneração média dos coreanos é de ₩2.643.600,57 mensais. O aluguel de um apartamento com um quarto ali pode custar entre ₩450.000 e ₩1,5 milhão ao mês. As despesas domésticas têm preço médio de ₩154.805,15 e o transporte mensal é de ₩50.000.

Vale a pena morar na Coreia do Sul?

Morar na Coreia do Sul a trabalho pode ser um dos maiores desafios de brasileiros expatriados, pois faltará equilíbrio e tempo para desfrutar de uma qualidade de vida. Ali as leis trabalhistas são diferentes e trabalha-se muito além das jornadas diárias. Então, o estresse pode ser grande para quem busca crescer profissionalmente.

Apesar disso, a segurança no país beira a perfeição e a educação pode ser um ponto positivo para quem quer estudar.

Curiosidades

Efetivamente, a Coreia do Sul ainda vive em guerra, pois até hoje não foi assinado um tratado de paz. Entre o país e a Coreia do Norte existe uma extensa faixa de terra chamada Zona Desmilitarizada, cercada por arame farpado e vigiada por soltados com binóculos e câmeras 24 horas por dia.

Mesmo assim, isso não impediu o país de crescer economicamente: a economia sul-coreana é a 4ª maior da Ásia e a 13ª maior do mundo. Grandes marcas como Samsung, LG e Hyundai são coreanas.

A culinária na Coreia do Sul tem pouca variedade e não é saudável, tanto que o país tem altos índices de câncer de estômago. Muitos dos pratos levam pimenta e misturam muitos produtos a fim de “coreanizar” uma receita – como uma pizza com borda de batata doce. Alimentar-se bem ali pode ser um desafio para estrangeiros.

A Coreia do Sul é um dos poucos países com um alto índice de homogeneidade: praticamente toda a população pertence a uma única etnia.

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