O que fazer em Berlim: sugestão de roteiro de 1 a 4 dias

O que esperar de uma viagem a Berlim, na Alemanha: cidade moderna, arquitetônica e repleta de herança históricas, culturais e políticas. Mas o que fazer em Berlim? A cidade é tão incrível que, mesmo se você for ficar apenas por um dia, ou até mesmo quatro é possível fazer um ótimo passeio. E se for inverno, não se preocupe, também há ótimas opções.

A cidade é hoje conhecida como capital alemã das artes, dos artistas e dos museus, das tendências musicais, dos grandes e verdes parques, bosques e lagos. E se for verão, desfrutar de festivais de filmes ao ar livro (isto mesmo, cinema a céu aberto). Se for inverno, aproveite! A cidade continua ativa e você pode, inclusive, fazer uma sauna – atividade bem típica da cidade – ou andar de trenó, escorregar na neve e fazer uma guerrinha.

O que fazer em Berlim

Por ser uma cidade repleta de atrações, vamos ajudar a planejar um roteiro bem interessante para que você possa aproveitar ao máximo esse experiência. Veja o que é possível conhecer e visitar em um, dois, três e quatro dias em Berlim e até mesmo no inverno.

Vamos sugerir os pontos turísticos e como se locomover entre eles. Mas lembre-se, dependendo de onde estiver hospedado, comece por lá (ou pelo ponto mais próximo) para otimizar o dia. Quando falarmos em zonas/locais, nos referimos também às estações de metrô próximas. Ou seja, além do mapa da cidade, garanta também um mapa do transporte local.

Roteiro de 1 dia em Berlim

O que fazer em Berlim

Não se preocupe, pois tem muito o que fazer em Berlim e dá tempo, sim, de aproveitar a cidade em um dia. É verdade que muitos desses pontos listados abaixo você só terá tempo de dar uma olhadela rápida, o que é melhor do que nada!

  • Alexanderplatz e Fernsehturn
  • Brandenburgo e o seu portão
  • Reichstag e o Memorial do Holocausto
  • Ebertstrasse, Postdammer Platz e Muro de Berlim
  • Topografias do Terror
  • Checkpoint Charlie
  • Unter den Linden e Ilha dos Museus
  • Gedächtniskirche

Vamos começar por Alexanderplatz, uma praça bem grande e movimentada. As opções locais são várias, desde transporte (pois é uma das principais estações com diversas ligações) a opções de compras (se quer um souvenir, aproveite as lojinhas). Nesta mesma praça encontra-se a Torre – Berliner Fernsehturm –, uma das construções mais altas da Europa e que permite uma vista 360º graus da cidade. Se não houver uma fila imensa, vale a pena subir! No mesmo local há o prédio da Prefeitura, Rotes Rathaus.

Já na região de Branderburger, mais especificamente na Pariser Platz, você irá encontrar o icônico Portão de Brandenburgo, símbolo da reunificação alemã. Esse era um dos portões de acesso a Berlim, quando ainda era uma cidade murada. Esta praça também é um ponto de partida interessante para traçar a sua rota, pois está próximo de outras atrações.

Siga em direção ao Memorial do Holocausto e aproveite para conhecer o Reichstag, o prédio que abriga o parlamento alemão. Caso tenha interesse em visitá-lo, lembre-se de fazer o agendamento online para conseguir visitar a cúpula: Bundestag. Nesta mesma direção estã o Memorial do Holocausto que foi inaugurado em 2005. Trata-se de 2.711 blocos de concreto cinza e de alturas variadas, todos enfileirados, representando túmulos dos judeus mortos pelo nazismo. Abaixo do memorial, há um museu subterrâneo chamado Ort der Information, que abriga uma exposição documentada da perseguição e extermínio dos judeus.

Ao sair de lá, siga pela rua Ebertstrasse para encontrar o marco Berliner Mauer 1961-1989, gravado em metal no chão, onde há uma tira em pequenos tijolos, representando o local onde esteve o Muro de Berlim.  É na Postdammer Platz, uma área super moderna da cidade que se encontram fragmentos do muro e uma mistura arquitetónica de épocas distintas. Mais a frente uns 700 metros encontra-se um longo trecho do muro, onde está exposto a Topografia do Terror.

Não colocamos aqui uma das partes mais famosas do muro, que é a East Side Gallery, ao longo do Rio Spree, entre Ostbahnhof e a ponte Oberbaubrücke (muito bonita por sinal). Portanto é uma opção abdicar de parte do roteiro para ver de perto este monumento mundial. Caso queira aprofundar o conhecimento, visite o Memorial do Muro de Berlim, na Bermauer Strasse.

Partimos então para outro símbolo da Guerra Fria, o Checkpoint Charlie, um antigo posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Oriental, ainda na época em que o país era dividido e murado. O local hoje é bastante turístico, pois todos os turistas desejam uma foto ao lado da casinha e da famosa placa: You are leaving the American sector – em tradução livre, Você está deixando o setor americano. Na calçada, em frente ao museu que leva o mesmo nome do posto (ou em alemão Mauermuseum – Museum Haus am Checkpoint Charlie) há outro fragmento do muro. Se você fez uma visita super corrida e acha que ainda tem tempo, visite-o para ver fotos e documentos sobre fugas e tentativas de fuga da Berlim Oriental.

Seguindo para a Unter den Linden, uma das mais famosas e bonitas avenidas da cidade, você topará com diversos pontos turísticos (alguns já citados) como por exemplo o Brandenburger Tor (portão), a Staatsoper Unter den Linden (ópera), o Winnemucca’s Humboldt Museum (museu da universidade de mesmo nome), o Guggenheim Museum, o Palast der Republik (palácio) e o Berliner Dom (catedral), dentre tantos outros. Mas, para além disso, logo após a ponte de Schlossbrücke se encontra a famosa Ilha dos Museus.

É uma pena ter apenas um dia para visitar Berlim, pois logo de cara você topará com a belíssima Catedral de Berlim, que fica em frente a Lustgarten Platz. São 114 metros de comprimento e 116 de altura que deixam qualquer turista impressionado. Localizado também nesta ilha, estão cinco museus: Altes Museum (Museu Antigo); Neues Museum (Museu Novo); Alte Nationalgalerie (Galeria Nacional Antiga); Bode-Museum (Museu Bode) e Pergamonmuseum (Museu Pergamon). Já que o tempo voa, percorra o local para se deslumbrar com a arquitetura.

Para fechar o passeio, vá até a Breitscheidplatz para conhecer a Gedächtniskirche, ou Igreja Quebrada. Ela recebeu este nome por ter sido muito danificada durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar de restar “muito pouco” da edificação, é um monumento super interessante de visitar (e bonito) que faz refletir sobre os horrores da época e suas destruições.

Roteiro de 2 dias em Berlim

O que fazer em Berlim

Com um dia a mais, você já pensou o que fazer em Berlim? A nossa sugestão é que você aproveite o roteiro anterior como base. Neste caso, você terá mais tempo para aproveitar as atrações (inclusive entrar nelas) e, se não for do estilo ligeirinho, pode dividir a lista acima entre esses dois dias. O nosso conselho é que aproveite o tempo para conhecer os outros pontos históricos sobre o Muro de Berlim e visitar alguns dos museus da ilha.

Porém, se você é do estilo ligeirinho, sugerimos que faça o roteiro anterior e, no dia seguinte faça uma viagem até o Campo de Concentração Sachsenhausen. Ele está localizado a 35 quilômetros do centro de Berlim. Você pode optar por ir de trem (da Estação Central de Berlim até Oranienburg) e de lá pegar um ônibus em direção a Malz (linha 804) ou em direção a Tiergarten (linha 821) com destino ao campo. O passeio é gratuito e, caso tenha interesse, há a opção de aluguar o áudio-guia pelo custo aproximado de € 3,00 ou fazer a visita com um guia por € 15,00 (em grupos de 15 pessoas).

Esta é uma visita repleta de emoções, que começa pela Torre A, onde torna-se possível compreender e visualizar o que foi a época nazista de perseguição aos judeus. No portão de ferro na entrada do campo há a inscrição Arbeit Macht Frei, que significa O Trabalho Liberta. No museu é possível conhecer desde o pijama listrado usado pelos prisioneiros, até as instalações em que viviam (alojamento e banheiro, por exemplo). Sem contar com as ruínas da câmara de gás, da sala de fuzilamento e do forno de cremação. A saída fica na Estação Z.

Após esta visita, retorne a cidade e conheça as de Nikolaiviertel e o Quarteirão de São Nicolau, que abriga réplicas de prédios antigos. Se ainda tiver um tempinho, conheça o Judisches Museum ou Museu Judaico de Berlin, que conta a história dos judeus alemães ao longo destes dois milênios de história.

Roteiro de 3 dias em Berlim

O que fazer em Berlim

Agora já está bem mais claro sobre o que fazer em Berlim, não é mesmo? E a decisão mais acertada de todas é conhecer todos esses locais já citados nos roteiros de 1 e 2 dias com calma, tirando o maior proveito de tudo. Mas não pense que as novidades acabaram. Neste roteiro vamos falar um pouco mais sobre a Ilha dos Museus mas, sobre o maior Palácio de Berlim e, para o fim (ou mesmo meio do dia), temos um passeio bem divertido para colocar na lista.

Altes Museum ou Museu Antigo: como o nome já sugere, é o mais antigo de Berlim e expõe uma parte da Coleção de Antiguidades Clássicas (as outras partes estão nos museus de Pergamon, Altes e Neues). A parte que corresponde a este museu é a grega, romana e etrusca, distribuídas em dois andares.

O destaque vai para a entrada do prédio, junto à escadaria de acesso, com as estátuas da Amazona Lutadora que se defende do ataque de uma pantera com um lança e o Leão Lutador, um cavaleiro que empunha uma lança contra um leão aos pés do cavalo. Confira aqui mais informações sobre horários e preços de visitação.

Neues Museum ou Museu Novo: este foi o segundo museu construído na cidade e teve como objetivo abrigar a Coleção de Antiguidades Clássicas e obras de arte, uma vez que o primeiro já não tinha espaço para tais. Neste museu estão coleções sobre a Pré-História, História Antiga e Egito Antigo (coleção de papiros).

Este museu foi fechado por causa da guerra e durante muitos anos ficou praticamente destruído, incluindo as passagens que o ligava até o Museu Antigo. Apesar de não ter um fachada tão atrativa e as salas não representam uma réplica das originais, as cicatrizes continuam ali e guardam traços dos acontecimentos de guerra nas paredes, colunas e até mesmo no teto.

O destaque aqui vai para o Chapéu de Ouro de Berlim, da Idade do Bronze (entre 800 e 1.000 a.C.) e a escultura/busto da Rainha do Egito, Nefertiti, esposa do rei Akhenaton, conhecida como a mulher mais bonita do mundo e que se encontra no estado original, não tendo passado por restauração. Confira aqui mais informações sobre horários e preços de visitação.

Alte Nationalgalerie ou Galeria Nacional Antiga: este prédio abriga pinturas e esculturas de Claude Monet, Pierre-Auguste Renoir e Auguste Rodin. E logo na fachada é possível previr o que está por vir, que tem características de um templo e suas colunas clássicas, construído em uma base mais elevada (é mais alto que as demais construções ao redor). Apesar de também ter sofrido bombardeios da Guerra, houve a reconstrução do seu interior e fachada.

Os destaques neste museu e seus três andares são as representações de diversas eras: Neoclassicismo, Romantismo, Impressionismo, Simbolismo e início do Modernismo, reunindo as obras de arte “das antigas” Berlin Ocidental e Oriental. Confira aqui mais informações sobre horários e preços de visitação.

Bode-Museum ou Museu Bode: a sua imponente fachada, na pate norte da ilha, junto ao Rio Spree já é impressionante. Sem contar com os pilares em forma de arco na base do edifício e suas janelas decoradas. Uma dica e se distanciar do edifício, em direção a parte norte, para poder observá-lo: há uma espécie de coroa na cúpula/topo do edifício e ele parece sair de dentro das águas do rio.

Sendo o quarto a ser erguido na cidade, diante de um conceito mais “moderno” por assim dizer, as salas do edifício foram projetadas para expor artes por estilo, um conceito do curador Wilhelm von Bode.

Os destaques vão para a Coleção de Esculturas, de Arte Bizantina e Numismática (uma das maiores coleções) que fazem parte de uma transição da Idade Média até o século XVIII. Os objetos que lá se encontra são da Itália, Turquia, Grécia, Países Balcãs, Egito, Norte da África, Oriente Médio e Rússia, regiões estas que pertenciam ao Mediterrâneo Antigo. Confira aqui mais informações sobre horários e preços de visitação.

Pergamonmuseum ou Museu Pergamon: mundialmente famoso, este é o museu mais visitado de Berlim e abriga tesouros da antiguidade que possuem um grande valor cultural e é dividido em três setores: a Coleção de Antiguidades Clássicas, o Museu do Antigo Oriente Médio e o Museu de Arte Islâmica. Recomendamos que você separe cerca de 2 horas para visitá-lo, pois é bem grande!

Vale ressaltar aqui que, uma das principais alas (Antiguidades Clássicas) e o grande destaque do museu, o Altar de Pergamon, uma estrutura construída para Zeus, na antiga cidade de Pérgamo (hoje Bergana na Turquia) em tamanho original está fechado para reforma e tem o prazo de reabertura a partir de 2020. Confira aqui mais informações sobre horários e preços de visitação.

Junto à coleção do Oriente Médio o destaque é a reconstrução da fachada da sala do trono do Rei Nabucodonosor II, a Porta de Ishtar e a Via Processional da Babilônia. E na terceira coleção, a de Arte Islâmica, o destaque é a Fachada de Mshatta do Palácio Qasr Mshatta na Jordânia e a Cúpula de Alhambra, uma peça de arte muito bonita devido aos seus desenhos e cores decorativas.

O roteiro é grande, corrido, mas vale a pena. Porém, fica a sua escolha passar um dia inteiro conhecendo os museus, com calma, escolher aqueles que mais interessa ou passar por todos eles de forma mais rápida. Se a opção for a terceira e última, ainda deve sobrar um tempinho para essas duas outras atrações a seguir.

Para aliviar a mente dessa riqueza cultura, recomendamos um passeio no maior palácio de Berlim, o Schloss Charlottenburg e seus belíssimos jardins. A construção nada mais era do que uma casa de veraneio de Sophie-Charlotte, esposa do príncipe da Prússia, Friedrich III. Ele não era tão grandioso como hoje em dia, mas foi ampliado na época em que o casal foi nomeado rei e rainha. A inspiração veio do Palácio de Versailles, na França. Hoje o palácio funciona como museu e a parte do Palácio Antigo e Ala Norte estão abertas para visitação. Para informações de horários de visitação e preços acesse o link aqui.

E para fechar a viagem e relaxar um pouco, que tal um passeio de BierBike? Um desafio e tanto para experimentar uma cerveja alemã, de forma mais aventureira. Se ainda não entendeu, a BierBike é um bar sob quatro rodas em que as pessoas podem se sentar ao redor e, enquanto circula nas ruas, serve-se a bebida.

Roteiro de 4 dias em Berlim

Vamos continuar na mesma métrica, pois você já sabe o que fazer em três dias e fica a seu critério, ter mais tempo para visitar tudo com calma ou acrescentar mais alguns itens a sua lista do que fazer em Berlim. Se a partir desses roteiros você fizer um bom plano de viagem, otimizando o tempo através de rotas estratégicas (circulares, por exemplo) você não perderá tempo, estará bem informado e não correrá o risco de se perder na cidade e terá conhecido a cidade.

Aqui vamos sugerir uma sequência de tours e você poderá optar por qual deles quer seguir. Infelizmente acreditamos não ser possível todos esses. Mas, dependendo da forma como você organiza o seu dia de passeio, o número de museus que visita e a velocidade com que passa em cada local, ou a forma como intercala os passeios, poderá ser que você consiga realizar os dois, no prazo de quatro dias

Trata-se de vários tours subterrâneos do Berliner Unterwelten. Antes de mais nada vale ressaltar que os ingressos para os passeios só estão disponíveis apenas no próprio dia e podem se esgotar dependendo do horário. Portanto, programe-se para ir cedo. E, infelizmente, devido as estruturas originais dos bunkers e algumas instalações, não há acesso para cadeirantes.

Tour 1 – Dark Wolrds: 160 anos de histórias dentro de um Bunker e seus inúmeros artefatos da guerra. Neste tour também é possível ver como se deu o desenvolvimento dos sistemas de metrô e esgoto da cidade.

Tour 2 – From Flak Towers to Mountains of Debris: neste tour você poderá conhecer as seis torrers que Hittler mandou construir para servirem como anti-aviões. No local é possível conhecer três dos sete andares de um dos maiores bunkers da cidade.

Tour 3 – Subways and Bunkers in the Cold War: este foi um bunker construído no cenário da Guerra Fria, em preparação para uma possível Guerra Nuclear e há também uma vista em U-Bahn, para uma ideia do que seria um bunker moderno.

Tour F – The Fichtebunker time capsule: este é também é um dos maiores e mais modernos, considerado como um bunker para mãe e filho (mother and child bunker). Construído sob uma estação de gás, este já serviu no pós-guerra como centro de refugiados, prisão, abrigo e, até mesmo, como cenário de peças teatrais.

Tour M – Under the Berlin Wall: logo após a construção do Muro de Berlim houve várias tentativas de escavação de túneis para conseguir transpor as fronteiras, que eram fortemente vigiadas. O primeiro deles data de 1961 e o último, de 1984. São mais de 70 túneis de fuga e relata-se que mais de 300 cidadãos conseguiram atravessá-los. Neste tour é possível ouvir a história de dois dos mais famosos.

O que fazer em Berlim no inverno

Está preocupado com o clima alemão e tem medo que a neve possa estragar o seu passeio? Esqueça, Berlim é ainda mais bonita no inverno e ganha um charme especial e contrastante com o branco. Por lá estão todos acostumados e cidade não para, continua bem ativa. Recomendamos apenas que você esteja preparado para o frio, com roupas e calçado adequados e acessórios como luvas, gorro e cachecol. Fora isso, aproveite os roteiros acima e você já saberá o que fazer em Berlim.

Talvez alguns passeios como por exemplo aos jardins do Palácio de Charlottenburg e até mesmo a voltinha de BierBike não sejam os mais recomendados. Porém, você pode acrescentar na sua lista passear de trenó nos parques da cidade (Volkspark Friedrichshain e Görlizer Park, por exemplo); poderá fazer o famoso anjo na neve (schnee engel), bonecos e guerrinhas de neve (parece infantil, mas você verá muitos adultos pelos parques se divertindo assim).


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