Como trabalhar na Nova Zelândia: salários, vistos, onde encontrar vagas e mais

A boa notícia para quem gostaria de trabalhar na Nova Zelândia é que o país precisa muito de mão de obra atualmente. Apenas a população economicamente ativa não é suficiente para manter o mercado aquecido. Por isso, a contratação de estrangeiros é não apenas necessária como estratégica.

Isso não quer dizer que as portas estejam completamente abertas e qualquer um pode trabalhar na Nova Zelândia. Apesar da necessidade, o país tem critérios claro quanto às permissões para trabalhar por lá. O mais importante é estar sempre dentro da lei para evitar problemas, inclusive uma deportação.

Como trabalhar na Nova Zelândia

Existem diversas formas de trabalhar na Nova Zelândia, inclusive de forma temporária. Desde 2013, até mesmo os estudantes podem exercer uma atividade remunerada no país, desde que em regime de part-time. Quem não se importa de fazer trabalhos mais braçais, encontra muitas oportunidades temporárias no setor da agricultura, colheita e apanha de frutos. O valor pago é bastante razoável e dá para conciliar com outras atividades.

De forma permanente, existem muitas possibilidades, mas as mais comuns são receber o convite de uma empresa ou ter uma carreira que faça parte da lista de profissões altamente qualificadas. Nesse último caso, é preciso cumprir uma série de requisitos, inclusive um histórico consistente de trabalho na área. Todas as experiências e qualificações valem pontos em um quadro de valores definido pelo governo. Caso o candidato obtenha uma boa pontuação, pode obter o visto de trabalho e concorrer a vagas de trabalho quase em pé de igualdade com os neozeolandeses.

Contrato e salários

Na Nova Zelândia, existem formas diferentes de entrar em acordo com a empresa sobre um posto de trabalho. Pode-se fazer uma negociação individual, onde contratante e contratado determinam as condições da função e assinam aquilo que se chama de contrato individual. Isso acontece quando, por exemplo, não há um sindicato que represente oficialmente a profissão ou quando não existe um acordo coletivo em relação ao cargo.

No caso de profissiões sindicalizadas, normalmente já existe um acordo coletivo que orienta os contratos. Ou seja, já existem pré-definições em relação a jornadas de trabalho, salário, férias e afins que valem para todos os outros trabalhadores da mesma área. O acordo coletivo vigora, a menos que o contratado decida abrir mão disso e negociar os termos diretamente com a empresa.

Além dos contratos de trabalho em part-time e full-time, é possível ainda trabalhar em regime casual, o que quer dizer que a empresa chama quando há demanda por aquele serviço específíco. Normalmente, esse é um tipo de emprego que atrai mais estudantes.

O salário mínimo na Noza Zelândia é revisado anualmente e tem três tarifas: adult, starting-out e training. Para adult, o valor mínimo é de AUD 17,70 por hora. No caso dos starting-out e training, esse valor fica a AUD 14,16. Para os trabalhadores jovens de até 16 anos, não há um valor de salário mínimo definido.

O governo da Nova Zelândia tem um site com todas as informações necessárias para quem vai entrar ou já está inserido no mercado de trabalho local. No Employment New Zealand é possível conhecer todos os direitos enquanto trabalhador, incluindo intervalos de descanso e o que fazer em caso de assédio moral.

Onde procurar emprego na Nova Zelândia

O mercado de trabalho na Nova Zelândia é bem competitivo, apesar da demanda em algumas áreas específicas. No caso dos imigrantes, é fundamental ter um bom nível de inglês. Quanto mais especializada for a área, mais a fluência será requisitada. Além disso, vale investir em um currículo bem construído no modelo neozeolandês, mais sucinto, e em uma boa preparação para a entrevista.

Mas, antes de chegar na seleção, é preciso saber onde procurar vagas de emprego. Muitos anúncios são publicados nos jornais locais, mas a maioria esmagadora deles estão mesmo na internet através de sites classificados e agências de recrutamento. Confira abaixo uma lista de sites que podem ajudar na busca por uma vaga para trabalhar na Nova Zelândia.

Estudar e trabalhar na Nova Zelândia

Como já foi dito anteriormente, os estudantes podem trabalhar na Nova Zelândia. Isso só foi possível a partir de 2014, com algumas mudanças feitas pelo governo. Desde então, os detentores de visto de estudo podem exercer uma atividade remunerada de até 20 horas por semana durante o período de aula. Nas férias, essa carga horária pode ser de até 40 horas semanais.

Para os estudantes de mestrado e doutorado, a permissão é um pouco diferente. Nesse caso, pode-se trabalhar em um full time tanto durante o período de aulas como nas férias, desde que os horários sejam conciliáveis.

Muitas vezes, as próprias instituições de ensino contam com vagas de emprego e estágio remunerado, o que é uma mais valia. No entanto, recorrendo ao mercado de trabalho externo com algum preparo é relativamente fácil encontrar uma oportunidade. É fundamental que o candidato fale inglês e tenha um currículo de acordo com as expectativas dos empregadores neozeolandeses. Vale também pedir cartas de recomendação (sempre traduzi-las) aos empregadores que teve no Brasil, se for o caso.

Visto de trabalho para a Nova Zelândia

Existem diversos tipos de visto para trabalhar na Nova Zelândia. Tudo depende da situação e até mesmo da vaga em questão. No entanto, normalmente é preciso já ter sido contratado por uma empresa para só então dar entrada na autorização. O empregador terá de comprovar ao governo que não encontrou outro candidato nacional qualificado para a vaga e, por isso, convocou um estrangeiro.

Alguns documentos solicitados para da entrada no visto de trabalho são:

  • 1 foto 3×4;
  • Passaporte válido e atualizado;
  • Certificado de antecedentes criminais brasileiro e de todos os outros países (traduzidos para o inglês) em que tenha vivido por mais de 5 anos depois de completar 17 anos, se for o caso;
  • Atestado médico que comprove um bom estado geral de saúde;
  • Cópia do contrato de trabalho;
  • Currículo e outros comprovantes de experiência profissional na área em que recebeu a oferta de trabalho.

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