As comidas mais estranhas que você pode comer na Europa

O continente asiático é sempre apontado como extremamente exótico, tanto nos hábitos quanto na culinária, mas a verdade é que o europeu também conta com uma série de esquisitices gastronômicas.

Se você pensa que no continente reinam apenas os bons queijos, vinhos, massas e carnes, está muito enganado. As comidas mais estranhas da Europa incluem ingredientes inimagináveis, mas apreciados tanto por locais como por turistas do mundo todo.

Pratos estranhos para degustar (ou não) na Europa

Prepare o estômago para continuar lendo esse artigo até o fim! O Já Fez As Malas organizou uma lista com algumas das comidas mais estranhas da Europa. Sim, apenas algumas. Afinal, cada país tem as suas particularidades e, pesquisando com afinco, certamente surgiria pelo menos uma centena de pratos bem excêntricos.

Seja pela cultura, condições climáticas e geográficas ou tradições, algumas misturas impensáveis para um povo são a iguaria do outro. Uma das maiores vantagens de viajar é justamente ampliar a visão de mundo e conhecer outros hábitos, inclusive através da gastronomia. Por isso, vale a pena conhecer os quitutes abaixo, seja por mera curiosidade ou para experimentar um dia, quem sabe.

Cristas de galo

Nem tudo são pizzas, pastas e gelattos na Itália! Quando o assunto é gastronomia verdadeiramente tradicional, o país tem lá as suas peculiaridades. Um exemplo disso é o uso da crista do galo em um dos pratos mais típicos da região de Piemonte. la finanziera é uma espécie de cozido que leva, além das cristas, vísceras de vitelo e porco, leguminosas e cogumelo.

Quem tem coragem de provar (ou come sem saber dos ingredientes), garante que a receita é deliciosa, sendo também a principal dos restaurantes mais famosos do local.

Percebes

Praticamente tudo o que vem do mar faz sucesso na Península Ibérica. Em Portugal e na Espanha, uma das iguarias comuns em marisqueiras são as percebes. Os pequenos e esquisitos mariscos vivem presos a rochas no fundo da água salgada e lá permanecerem até serem extraídos pelos percebeiros. Dali, vão parar nas cozinhas e pratos dos apreciadores.

A preparação requer perícia para que se consiga extrair o interior da percebe, a parte verdadeiramente comestível. Dizem que é ali que está o sabor de mar. Se decidir provar, prepare o bolso: o quilo de percebes ronda os 50€.

Peixe podre

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I would lie if I said I'm excited for dinner. #surströmming

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O cheiro do peixe já não é muito convidativo, imagina podre? Na Suécia, o odor não é um impedimento para tornar o Surströmming um prato bastante popular. Esse verdadeiro manjar é, na verdade, composto por um peixe chamado arenque depois de passar pelo processo de fermentação. Ou seja, ele não está de fato estragado, mas fermentado, o que, em termos de “aroma”, acaba por ser quase a mesma coisa.

O perfume nada sutil do arenque fermentado, que é comercializado em latas, é tão desagradável que a recomendação é nunca comer em ambientes fechados. Haja estômago!

Carne de tubarão em decomposição

E já que estamos falando que coisas estragadas, fermentadas, decompostas, vamos a mais uma da lista. Na Islândia, a carne de tubarão mais apreciada é assim, depois de passar bons meses enterrada, fermentando com os seus próprios líquidos. Uma delícia, não? Os islandeses acham que sim.

Mas há uma justificação para esse processo que pode parecer bem asqueroso. O tubarão-da-Groelândia, usado para a produção do Hákarl, é venenoso e não pode ser consumido fresco. Ele precisa passar por todos esses procedimentos antes de ser ingerido.

Caracóis

Sabe aqueles bichinhos que andam pelo jardim, especialmente quando chove? Pois bem, em alguns lugares do mundo, eles acabam no prato das pessoas e são degustados como se fossem petiscos. Obviamente, o tipo destinado ao consumo é criado em ambiente controlado, livre de pragas e doenças.

As porções de caracóis são facilmente encontradas durante o verão em Portugal e na Espanha, tradição importada do Marrocos. Na França, ele é o famoso escargot, só que a espécie é diferente das consumidas nos outros países.

Ouriço-do-mar

O bicho espinhoso, e que pode render muita dor se for pisado, é também uma das comidas mais estranhas da Europa. O crustáceo, muito apreciado na Espanha e em algumas regiões de Portugal, é comido ainda vivo. A parte consumida é a interna, onde estão as gônadas do animal, consideradas de alto valor nutricional e com um sabor suave. O prato também é comum no Japão.

Larvas e insetos

A tendência de comer insetos e larvas parece que deixou de ser uma exclusividade do continente asiático. Na Holanda e na Bélgica, o hábito já está mais do que implementado e é possível, inclusive, encontrar algumas espécies à venda no supermercado, prontas para consumo.

Os insetos são comprovamente ricos em proteínas, minerais e vitaminas e a sua produção é muito mais sustentável que a da carne vermelha, por exemplo. Sabendo disso, você teria coragem de provar ou inserir na sua alimentação habitual.

Queijo-de-cabeça

É sabido que os portugueses adoram carne de porco e aproveitam todas as partes possíveis e imagináveis do animal. E quando fala-se em todas, são mesmo todas, inclusive a cabeça. No Alto Alentejo, faz-se um preparado, tirando apenas o cérebro. A cabeça fica em uma solução salina por aproximadamente dois dias e depois é cozida em água cebola, vinagre e vinho, até que a pele e demais partes moles se soltem dos ossos. A pasta formada é enrolada em um pano para que o líquido escorra e depois está pronta para consumo.

O queijo-de-cabeça é também chamado cabeça de xara. Na Itália, em Marche e Umbria, ele também é consumido com algumas alterações.

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Atenção: Este conteúdo é de exclusividade do Já Fez as Malas? e não pode ser reproduzido parcial ou integralmente sem autorização prévia. Caso queira referenciar o conteúdo abordado neste artigo, pode-se utilizar um link para a matéria.


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