A polêmica com a United Airlines teve algo de positivo (pelo menos aparentemente): muitas companhias aéreas começaram a rever as suas políticas de reserva. Algumas já começam, inclusive, a pensar em formas mais justas de resguardar os direitos dos passageiros. A agressão a um médico que não quis desembarcar de um voo em overbooking viralizou e expôs o tipo de tratamento que muitos viajantes recebem.

A empresa americana Delta Airlines foi uma das que decidiu mudar um pouco a forma de lidar com os voos superlotados. Agora, em caso de overbooking, a companhia poderá oferecer até 9.950 dólares para que um passageiro ceda o seu lugar. Atualmente, o limite da compensação é bem mais baixo: 1.350 dólares, muito parecido com o valor praticado pela United.

Ser pago para não viajar

Essa espécie de indenização oferecida pelas companhias aéreas é uma tentativa de aliciar os passageiros a abrirem vagas no voo para que outras pessoas possam embarcar. A lógica é todos ficarem satisfeitos com o resultado. Entretanto, mesmo com o dinheiro oferecido, nem sempre é fácil arranjar voluntários. Por esse motivo, a Delta decidiu investir alto e oferecer 7 vezes mais do que as outras empresas.

Esse passa a ser o valor máximo da compensação, por isso, é necessária ainda uma longa negociação. E, mesmo assim, apenas um superior está habilitado a oferecer a quantia. Por esse preço pode ser possível, inclusive, conseguir um assento na classe executiva. Parece um excelente negócio, a menos que você realmente não possa adiar o embarque.

A grande verdade é que, mesmo com toda a discussão gerada, nenhuma companhia aérea trabalha para evitar o overbooking. Como o que é mais valioso neste momento são voos cheios, outras estratégias vão entrando em campo para amenizar o problema. Mas a questão é: será que vale a pena?

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