Estudar na Argentina: bolsas de estudos e custo de vida

Muitos brasileiros estão fazendo as malas e partindo para a Argentina para estudar. O país possui universidades com qualidade reconhecida internacionalmente, cultura atrativa, povo receptivo e preços atrativos para quem quer estudar no exterior. Quer saber mais sobre estudar na Argentina? Acompanhe!

Como estudar na Argentina em 2016

Está pensando em fazer as malas e ainda não sabe o destino? Você pode estudar na Argentina em 2016 e tem bons motivos para isso. Além de a Argentina ser um país próximo ao Brasil, com boa qualidade de vida e ser receptivo ao estudante brasileiro, o custo de estudar na Argentina é um grande atrativo.

O custo ainda é baixo?

A realidade é que esse custo já foi bem mais baixo, já que atualmente a nossa moeda está desvalorizada, mas ainda hoje (com a cotação de dezembro de 2015) 1 peso argentino custa R$0,30, o que torna estudar na Argentina barato principalmente se for comparar com os destinos mais procurados por brasileiros para fazer intercâmbio (Canadá, Estados Unidos e Europa). O custo de vida da capital Argentina é semelhante ao de São Paulo, mas as mensalidades das faculdades particulares ficam significantemente mais baixas do que as brasileiras devido à desvalorização da moeda argentina em relação ao real.

Qualidade de ensino

A Argentina possui Universidades com qualidade reconhecida internacionalmente. No ranking das 50 melhores universidades latino-americanas realizada pela Consultoria Britânica QS University, 8 são argentinas e a mais bem colocada é a Universidade de Buenos Aires (UBA) em 15º lugar.

Não tem vestibular para estudar na Argentina!

É isso mesmo, não tem vestibular. O que as universidades nacionais argentinas têm é o: curso de ingresso. Ao terminar o ensino médio, os alunos argentinos (e também os internacionais) têm de cursar o curso de ingresso (ou curso de nivelação) para entrar na universidade que é conhecido como CBC (Ciclo Básico Comum). O objetivo desse curso é basicamente nivelar o conhecimento dos estudantes que lá ingressam, pois vêm de escolas e lugares diversos. Diferentemente do vestibular, não há concorrência, pois todos que passam nas provas, são considerados aptos a começam o curso. Ou seja, a única concorrência que existe é consigo mesmo. O aluno cursa disciplinas específicas para o curso que quer entrar na Universidade (e não precisa provar conhecimentos específicos de diversas áreas que nada têm a ver com a sua). É preciso passar em todas as disciplinas para ingressar na faculdade, existem duas recuperações, caso não aprove no primeiro ciclo de provas. As próprias universidades oferecem os cursos de ingresso.  Para os alunos estrangeiros, também é preciso provar conhecimentos de espanhol com o certificado DELE. Saiba mais sobre este teste de proficiência em Espanhol aqui.

O semestre letivo favorece

O semestre letivo da Argentina é igual ao do Brasil, ou seja, o primeiro semestre começa em fevereiro e acaba em junho/julho, e o segundo semestre começa em julho/agosto e termina em dezembro. Isso facilita o trânsito entre alunos brasileiros e argentinos, algo que não acontece com quem quer estudar em países da Europa e da América do Norte que têm semestres letivos com início e fim em datas diferentes.

Veja também: Como estudar em Buenos Aires

Estudar de graça na Argentina

Assim como no Brasil, a Argentina possui boas universidades públicas (que são chamadas por lá de universidades nacionais) e 80% dos alunos argentinos estudam de graça nessas universidades. São ao todo 38 universidades nacionais espalhadas pelo país, que não cobram mensalidade nem possui vestibular para entrar. Mas dá para estudar de graça na Argentina? Sim, ou o aluno tenta ingressar nas universidades nacionais argentinas ou correm atrás de  bolsas de estudo. Infelizmente, os programas mais famosos do Brasil de envio de alunos para estudar no exterior não têm convênio com universidades argentinas, como é o caso do Ciências Sem Fronteiras. Mas não desanime porque existem outras possibilidades, como:

Santander Universidades

O Banco Santander oferece, desde 2011, bolsas de estudos a jovens brasileiros que possuem excelência acadêmica e possui parceria com 71 universidades argentinas.  Confira aqui quais são elas.  Para esse ano, as inscrições já estão encerradas, mas elas costumam estar abertas anualmente entre março e junho, por isso fique atento às datas, acesse o site oficial e inscreva-se.

Capes e CNPq

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) oferece, através de projetos de cooperação, bolsas de pesquisa para estudar na Argentina. É preciso ficar atento ao site oficial da Capes para se inscrever nesses projetos, que são destinados a estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Da mesma forma trabalha o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que oferece todos os anos bolsas de pesquisas em universidades nacionais argentinas. Como não é algo fixo, também é preciso estar atento ao site do CNPq para aproveitar as bolsas, ou trabalhar, junto ao seu professor no Brasil, na aprovação de um projeto de pesquisa com foco na Argentina.

Programa Mutis

O programa Mutis é realizado pela Embaixada Argentina no Brasil e distribui bolsas para mestrado e especialização em universidades argentinas, para áreas diversas áreas.É preciso estar atento ao site da embaixada argentina para saber quando haverá vagas disponíveis para esse programa.

Estudar Medicina na Argentina

Muitos são os estudantes que procuram vagas para estudar na Argentina, nas mais diversas áreas. Mas o curso mais procurado é o de medicina. Isso acontece por diversos motivos:

1- Passar em uma universidade pública de medicina no Brasil é uma tarefa muito difícil. A concorrência é muito alta e muitos alunos passam anos tentando ingressar na universidade sem sucesso.

2- Os cursos de medicina em faculdades particulares brasileiras são caríssimos.

3- Na Argentina, existem várias universidades nacionais (públicas) que não cobram mensalidade nem possuem vestibular, como já foi dito.

4- Existem diversas faculdades particulares conceituadas para o curso de medicina, e o valor da mensalidade é muito mais baixo do que no Brasil (já que a nossa moeda vale 3 vezes mais do que o peso argentino)

A Universidade de Buenos Aires (UBA) é a mais procurada pelos brasileiros para cursar medicina. Pública e gratuita, a Universidade possui prestígio internacional pela qualidade do seu ensino em diversas áreas, incluindo a área médica. Ao longo de seus 194 anos, 5 Prêmios Nobel e 17 Presidentes da República Argentina passaram pelas suas salas de aula, além de uma grande quantidade de personalidades da cultura argentina. Dentre as universidades privadas, as mais procuradas são a Universidade de Salvador e a PUC local.

Além da experiência de cursar medicina, o aluno que decide estudar na Argentina aprende ainda o espanhol e tem uma experiência acadêmica e pessoal engrandecedora ao viver em um país estrangeiro.

Mas é preciso validar o diploma

O diploma de medicina concedido pelas Universidades argentinas não é reconhecido automaticamente no Brasil, é preciso passar pelo REVALIDA – Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos. É um processo para avaliar os médicos formados no exterior (brasileiros ou estrangeiros) para atuar na medicina no Brasil. Esse exame é aplicado por diversas universidades públicas brasileiras que possuem curso de medicina e é pago. A prova é dividida em 2 etapas, uma avaliação escrita e uma avaliação de habilidades clínicas. Os alunos que já fizeram a prova do REVALIDA dizem que o nível de dificuldade é semelhante ao de uma prova de residência médica aplicada no país – ou seja, não é fácil, mas se o aluno for dedicado, pode passar sem maiores problemas.

Existe xenofobia no país?

São raros os países onde a xenofobia não exista, infelizmente. Alguns estudantes brasileiros já relataram casos de preconceito enquanto estudantes em terras argentinas, mas eles não são a maioria. Uma pesquisa realizada em 2010 pelo Instituto de Investigação Gino Germani, da Universidade de Buenos Aires (UBA), mostrou que os estudantes brasileiros são os que têm maior aceitação dos argentinos numa lista de doze diferentes grupos de estrangeiros. O estudo ouviu 5 mil estudantes da UBA que demonstraram, anonimamente, rejeição a ciganos (67%), judeus (55%), chineses e coreanos (52%) e bolivianos (52%). A rejeição aos estudantes brasileiros existe, e foi relatada por 30% dos entrevistados, mas 52% dos entrevistados também avaliaram como positiva a entrada de brasileiros para estudar no país.

Segundo o estudo, os brasileiros não são vistos como uma ameaça no mercado de trabalho local, pois a grande maioria vai para a Argentina estudar com intenção de voltar ao Brasil para trabalhar. Além disso, há a imagem positiva do carnaval, das férias nas praias brasileiras e do bom relacionamento entre as duas nações, como hermanos.

 

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