Por que Viena foi eleita a melhor cidade do mundo para se viver

Não há dúvida que a Europa é um continente que costuma ser relacionado com presença qualidade de vida, mas a instabilidade tem sido uma marca dos últimos anos para diversos países e cidades. Na contramão desta tendência está Viena, eleita como a melhor cidade do mundo para se viver em 2018.

A líder do The Global Liveabilility Index deste ano, organizado pela The Economist Intelligence Unit, desbancou Melbourne, campeã do ranking a sete anos consecutivos. De acordo com o relatório final, ambas demonstraram melhorias em diversas categorias nos últimos seis meses e a diferença de pontuação foi de apenas 0,7%. A única outra cidade europeia que aparece no top 10 é Copenhaguen. O terceiro lugar é ocupado por Osaka, no Japão.

Essa não é a única lista que Viena lidera, no entanto. Recentemente, a empresa de consultoria Mercer avaliou a qualidade de vida no continente europeu e também atribuiu a primeira colocação à austríaca.

Mas o que Viena tem que a faz melhor do que as outras 139 cidades analisadas em diferentes quesitos?

A estratégia vienense

Investir em políticas públicas que sejam verdadeiramente favoráveis à população tem sempre resultados positivos e isso não é um segredo. Em Viena, o assunto é levado a sério e reflete-se nos dados majoritariamente favoráreis da cidade. Um exemplo disso é o investimento em moradias subsidiadas, o que reduz, e muito, o preço dos alugueis. Lá, é possível morar melhor pagando menos do que em locais como Londres, por exemplo.

O sistema de transporte público é outro ponto a favor de Viena. Com uma excelente estrutura e cobertura, proporciona deslocamentos rápidos, eficientes e por um preço justo. O passe mensal, que permite a circulação por toda a cidade, sai por 32€, o que, em outras cidades, corresponde a uma semana de viagens dentro de uma zona limitada.

Com índices baixos de criminalidade e ameaça terrorista, conta ainda com um excelente índice de preservação ambiental. A pesquisa levou em consideração ainda acesso à educação, saúde e cultura. O destaque para Viena, em detrimento das outras melhores colocadas, ficou por conta da estabilidade das melhoria, resultantes da continuidade e não apenas de políticas pontuais.

Vale ressaltar, porém, que nem tudo são flores. A Áustria, de forma geral, registra uma ascenção vigorosa da extrema-direita, para a qual os imigrantes são sempre uma ameaça que deve ser combatida. De acordo com o mais recente levantamento do Itamaraty, cerca de 5 mil brasileiros vivem no país.

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