Na busca por um currículo de peso ou melhores oportunidades trabalho fora do país, muitos brasileiros têm colocado como meta direcionar suas economias para estudar na Irlanda. Mas você saberia dizer por que um país tão pequeno? A resposta vem em três pontos principais: custo, receptividade e flexibilidade.

Como estudar na Irlanda

De qualidade de vida inegável, a Ilha Esmeralda é conhecida por seu clima hospitaleiro, vida noturna agitada e uma grande concentração de brasileiros no país. Talvez seja essas e outras características o que torne tão atrativo aos calorosos tupiniquins com intuito de trabalhar e estudar na Irlanda.

Uma vez que a decisão está tomada e este será o seu destino, é hora de começar a reunir opções, oportunidades e burocracias para chegar no país legalizado e aproveitar seus estudos do início ao fim. Antes de mais nada, é importante determinar quanto tempo deseja permanecer estudando – se ingressará em um curso de inglês de curta duração ou aplicará para uma especialização ou formação superior no país.

Em seguida, reúna informações sobre as cidades que possuem o melhor ensino e prepare-se burocraticamente para dar início a contratação de um pacote para aprender inglês, fazer um intercâmbio ou mesmo aplicar para o ensino superior no país.

Visto

Em vias de embarcar, o brasileiro que deseja estudar na Irlanda não precisa se preocupar com visto para entrar no país. Entretanto, ao passar pela imigração, será emitido um visto de permanência consoante a duração do curso contratado.

Para isso, deve-se estar em mãos:

  • a carta da escola comprovando a matrícula e duração;
  • comprovativo de acomodação;
  • montante mínimo para subsistência no país.

Para cursos com duração menor que três meses, bastará o visto C, concedido na imigração, para estudar na Irlanda entre 30 a 90 dias. Já para períodos superiores, são disponibilizados os seguintes vistos que deverão ser solicitados diretamente com o governo irlandês, com agendamento prévio no site, caso permaneça em Dublin:

  • Stamp 2 (estudante): concedido a estudantes com curso de duração mínima de 25 semanas, direcionado a quem pretende ficar no país por mais de seis meses.
  • Stamp 2A (estudante): voltado a quem estará estudando em períodos de 3 a 6 meses na Irlanda. Não dá direito a trabalhar no país.
  • Stamp 4/Work Permit (trabalho): pode ser solicitado dentro do país assim que o estudante receber uma proposta de trabalho de empresa estabelecida na Irlanda.

Intercâmbio na Irlanda

Em geral, aqueles que pretendem fazer intercâmbio na Irlanda optam por cidades como Cork, Dublin, Limerick e Galway, ainda que grandes metrópoles como a capital Dublin não sejam indicadas para quem deseja se tornar fluente em inglês, devido à grande concentração de brasileiros no local.

Entretanto, uma das vantagens que leva uma legião de intercambistas ao país é a facilidade de visto – ausente de visto de entrada – e o baixo custo para contratar pacotes de idiomas ou até mesmo ingressar em um high school no país, frequentando excelentes escolas.

Tipos de curso

Para quem quer aprender inglês estão disponíveis cursos como o General English, onde o aluno aperfeiçoa ou aprende o idioma desde a sua base e conta com duração mínima de duas semanas; o Business English, voltado a quem pretende aprimorar o inglês no ambiente corporativo e tem duração entre 4 e 12 semanas; e os cursos preparatórios para exames de proficiência, como o Cambridge (duração mínima de quatro semanas), IELTS e TOEFL (duração média de dez semanas).

No caso do high school, a idade vigente para o programa é de jovens entre 15 e 18 anos, onde o período mínimo de permanência é de um semestre letivo hospedado em casa de família ou residência estudantil. Em média, agências de intercâmbio oferecem o serviço na Irlanda sob o custo aproximado de R$ 40 mil por semestre, com todas as despesas inclusas.

Fazer faculdade na Irlanda

Aqueles que já possuem fluência no idioma e desejam cursar o ensino superior no exterior, é possível aplicar para instituições que se firmam entre as melhores do mundo. Se esse é o seu objetivo, o processo é bastante semelhante aos demais países do hemisfério norte, onde é imprescindível que o candidato possua fluência em inglês, apresentando pontuação mínima nos testes de proficiência como TOEFL e IELTS e certificar-se de que suas qualificações atendem às exigências da instituição em questão.

Ao ser aceito por uma instituição, o estudante deverá ter uma carta emitida pela mesma, confirmando sua aceitação. Com ela, poderá aplicar a um visto de qualificação nível 7 (bacharelado de três anos de duração) ou superior, o qual dará permissão para que viva no país pelo período máximo de sete anos, podendo renova-lo, caso necessário.

Lembrando que se o estudante entrar na Irlanda para cursar uma pós-graduação (nível 9), ele não poderá “emendar” o visto a uma qualificação de nível inferior, como ao matricular-se em uma nova graduação (nível 7).

A seleção para estudar nas universidades irlandesas é pouco rígida, se comparada aos Estados Unidos, por exemplo. Porém, as instituições são pagas, e com valores consideravelmente elevados a estudantes estrangeiros, o que as torna competitivas perante os processos de bolsa de estudos.

Para começar a pesquisar pela oportunidade de ouro, entre as melhores do país estão a University College Dublin, University College Cork, National University of Ireland (Galway), Dublin City University, Trinity College Dublin e Dublin Institute of Technology, estando as três últimas inclusive entre as mais sustentáveis do mundo.

Pode trabalhar e estudar ao mesmo tempo na Irlanda?

Além da característica intimista e muito parecida com o povo brasileiro, estudar na Irlanda dará também a possibilidade de trabalhar em concomitância com o curso. Novamente exaltando a flexibilidade, o país é um dos pouquíssimos em território europeu que não fechou totalmente o cerco para quem deseja fazer um dinheirinho extra para se sustentar durante os estudos.

Dizemos totalmente porque a partir de 1º de Outubro de 2015, o governo estreitou um pouco essa abertura aos estudantes estrangeiros, onde os estudantes que optam pelo sistema Work & Study (GNIB) passam a receber um visto de 8 meses, ao invés dos 12 anteriormente ofertados.

Esse período compete a 25 semanas de curso mais 8 semanas de férias, válido em qualquer cidade irlandesa. Sobre a jornada de trabalho, fica permitido um total de 20 horas semanais durante a validade total do visto.

Outra vantagem acontece durante o período de alta temporada no país, onde o estudante pode solicitar trabalhar 40 horas semanais entre os meses de Maio e Agosto, e 15 de Dezembro a 15 de Janeiro. Entretanto, não é possível trabalhar em período integral por mais de 8 semanas.

A permissão para trabalhar, conhecido como o GNIB Card é concedido dentro do território irlandês, não havendo necessidade de emissão prévia à viagem. Para isso, o aluno deverá apresentar uma carta de comprovação do curso, seguro saúde obrigatório e garantia de sustento mínima de 3 mil euros no país – reunidos os documentos, paga-se ainda uma taxa da 300 euros pela permissão.

Sobre as oportunidades, mesmo que a Irlanda seja um país com inúmeras multinacionais e nomes de peso, raramente um estudante conseguirá emprego nestes locais. Em geral, aqueles que possuem um GNIB conseguem trabalho em bares, restaurantes, redes de fast-food, hotéis e demais serviços do gênero.

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Sobre o Autor

Apaixonada por cinema, gatos e tecnologia, descobriu que viajar também é indispensável. Percebeu que o mundo é bem maior que uma cidade do interior paulista e após mais de um ano em Portugal, aguarda a próxima aventura.