Como estudar na África do Sul: graduação, pós-graduação, curso de inglês e mais

Muitos talvez não considerem estudar na África do Sul, principalmente por desconhecimento sobre o sistema educacional do país. No entanto, os investimentos do país neste setor são considerados uma prioridade e existem por lá instituições de ensino que são referência mundial.

Já há cada vez mais gente que decide estudar na África do Sul para aprender inglês, mas o país tem muito mais a oferecer além de ser um destino econômico de intercâmbio. No QS World University Rankings de 2019, por exemplo, nove universidades sul-africanas estão listadas pela excelência no ensino.

Cursos de inglês

A África do Sul tem sido constantemente referida com um dos destinos mais baratos para se fazer intercâmbio. Os valores dos cursos são mais baixos que os destinos tradicionais e o custo de vida também não está entre os mais elevados. Além disso, os estudantes encontram um país com uma rica história, uma diversidade contagiante, não à toa é chamado de Nação Arco-Íris, e incontáveis belezas naturais. Além disso, não é o destino mais frequentemente escolhido por brasileiros, o que facilita a aprendizagem do idioma.

Para cursos de até 90 dias, os brasileiros não precisam obter visto de estudante. É possível entrar no país apenas portando o passaporte atualizado e o CIV (Certificado Internacional de Vacinas), com a toma da vacina contra febre amarela em dia. Se o intercâmbio durar mais que três meses, torna-se necessário providenciar o visto de estudante junto à Embaixada ou Consulado da África do Sul.

O estudante pode negociar todo o intercâmbio por conta própria, diretamente com a escola de idiomas escolhida, ou recorrer a uma agência. As empresas que operam no Brasil, em sua maioria, trabalham com as cidades mais populares entre os intercambistas de todo o mundo, Cidade do Cabo e Porto Elizabeth. Uma semana de intercâmbio na Cidade do Cabo através da agência Descubra o Mundo, por exemplo, sai por a partir de R$ 785.

Graduação e cursos técnicos

Com o fim do Apartheid, uma grande preocupação do governo da África do Sul foi formar uma geração mais instruída e consciente. Essa evolução de consciência só foi e continua a ser possível com um investimento massivo em educação para que os erros do passado não se repitam. Afinal, uma sociedade mais democrática e sem segregação racial começam nas salas de aula.

A preocupação mais do que adequada e as consistentes políticas ao longo dos anos têm resultado. O país tem as três melhores universidades do continente: Universidade de Cidade do Cabo, Universidade de Witwatersrand e Universidade de Stellenbosch. Além disso, outras 10 instituições estão entre as mais bem colocadas dos BRICS (Índia, República Popular da China, Brasil, Rússia e África do Sul).

No país, as universidades públicas podem ser tradicionais, universidades de tecnologia e as universidades “compreensivas”, que são um misto entre as duas anteriores. As graduações duram, em média, três anos e os campos com mais destaque nas instituições nacionais são os de Ciências Sociais. Durante o período do curso, muitas instituições oferecem ainda a possibilidade de participar em ações de voluntariado.

Apesar de públicas, as instituições são pagas e os preços variam de acordo com a localização da mesma e com o curso. Na Universidade do Cabo, por exemplo, os valores podem ir de 54 mil a 65 mil randes para um bacharelado.

Fazer pós-graduação, mestrado e MBA na África do Sul

Tal como as graduações, as pós-graduações e mestrados têm o seu destaque no sistema de educação da África do Sul. A maioria das pós-graduações, na verdade, são consideradas uma espécie de ano complementar da graduação. O estudante tem a opção de encerrar o curso com três anos e receber o certificado de bacharelado ou fazer a pós, entregar uma tese e, então, receber um certificado mais qualificado.

Os mestrados, por sua vez, têm uma duração média de dois anos e, para cada ano, o preço pode ir de 25.000 a 70.000 randes, variando conforme o curso e a universidade. É importante lembrar também que os brasileiros pagam mensalidades um pouco mais altas, como os outros estudantes internacionais. No entanto, algumas instituições disponibilizam bolsas de estudo de acordo com a situação financeira e méritos acadêmicos dos candidatos.

Os MBA’s, sendo mais especializados, acabam por ser também mais caros. Um curso de 18 meses, por exemplo, pode chegar aos 400.000 randes. As cidades mais procuradas pelos estudantes para fazer esse tipo de curso são Joanesburgo, Cidade do Cabo, Pretória e Durban.

Para qualquer curso, o processo de admissão depende unicamente da universidade. Cada uma tem o seu próprio método, mas um fator importante é ter fluência comprovada em inglês. Só depois do estudante ter sido aprovado na seleção da universidade é que pode dar entrada no visto de estudante, indispensável nesses casos.

Visto de estudante para a África do Sul

O visto para estudar na África do Sul só será necessário para brasileiros que vão frequentar cursos que durem mais do que três meses. Como já foi mencionado anteriormente, se a estadia for de até 90 dias, o visto é atribuído no momento de entrada no país e fica na categoria de turista.

Já para frequentar um ciclo completo de estudos, como fazer graduação e mestrado, é preciso providenciar a autorização adequada. O processo é feito todo presencialmente na Embaixada da África do Sul em Brasília ou no Consulado Geral do país em São Paulo, demora cerca de oito semanas até ser concluído e custa R$ 188.

Vale ressaltar que o visto de estudante não dá direito a trabalhar na África do Sul. Para exercer uma atividade remunerada, é preciso mesmo solicitar um visto adequado.

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