Mas afinal, por que o Porto é tão maravilhoso?

Já preparou a pipoca? Começa agora a sessão: melhores momentos. A verdade é que, como diria o grande Roberto Carlos, são “tantas emoções”. Hoje vou compartilhar com vocês “só” os três principais motivos que fazem do Porto uma cidade tão mágica.

1- Sensação de segurança

Outro dia meu marido resolveu ir ao cinema quase às dez horas da noite e nós não temos carro aqui. Então, ele olhou o horário que passava o ônibus, digo, autocarro e foi. Voltou depois de meia noite e fez o seguinte comentário ao retornar: “Como é bom poder ir e vir em segurança”. É isso mesmo!

É claro que aqui, como em qualquer lugar, há perigo. Mas o que nós e muitas pessoas também experimentam é essa sensação de segurança. E isso é muito interessante porque ter esse sentimento nos permite ser mais tranquilos e assim aproveitar os pequenos momentos do dia a dia. Por exemplo, fotografar sem medo de ser assaltado, usar o celular dentro do transporte público sem ficar olhando para os lados, tirar dinheiro no caixa rápido no meio da rua sem qualquer proteção especial.

Outro fator importante que nos deixa com essa sensação é não se deparar com notícias sobre casos graves de violência na cidade o tempo todo. Poderia, a princípio, ser algum tipo de estratégia da mídia ou uma forma de omissão. Mas acho que isso é um pensamento de quem vive no Brasil, infelizmente. Porque, de acordo com o Global Peace Index de 2017, Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo.

Aposto que você já está começando a fazer as malas, né? Mas espera que ainda tem mais!

2- Livre da ‘carro-dependência’

Eu adoro dirigir. Sou a pessoa mais perdida da face da Terra, mas isso nunca me impediu de ir e vir. No entanto, apesar de gostar, ter carro é sinônimo de stress, não é?

Quando chegamos aqui alugamos um Fiat Panda que consegue ser menor do que o Uno. Eu me sentia dentro de um carrinho de brinquedo, tipo aqueles da ‘Hot Wheels’, sabe? No início foi muito útil porque tínhamos tantos lugares para ir, tantas providências para tomar que parecia ser a melhor opção. Mas um tempo depois nós entendemos como o sistema de transporte aqui é prático e, acima de tudo, eficiente e o Panda foi mandado embora, quer dizer, devolvido na locadora (Aliás, muito cuidado com as letrinhas miúdas. Sim, elas estão por toda parte e podem dar dor de cabeça).

Aqui tem um cartão chamado Andante. Ele pode ser diário, semanal ou mensal e os valores variam de acordo com a sua idade, se você é estudante ou beneficiário de algum programa social, por exemplo. O cartão pode ser utilizado tanto nos ônibus quanto no metrô. Há outras regras e informações importantes que podem ser encontradas no site do mesmo.

Importante dizer que são muitas linhas e, na grande maioria das vezes, cumprem os horários rigorosamente. As paradas e estações são limpas, muito bem sinalizadas e estão por toda parte. Além disso, em alguns horários você pode ser o único passageiro.

Antes eu achava que ter carro era uma necessidade básica. Sinceramente, aqui não é. Vive-se bem e com agilidade de busão mesmo.

Ei, mas calma aí. Não acabou ainda!

3- Muitos cenários em um só lugar

Antes de vir para cá, a gente morava em Brasília. É uma cidade linda, mas muito “quadradinha”, ou seja, tudo bem planejado e com áreas semelhantes entre si. Nos bairros da Asa Norte e Asa sul, em regra, só tem prédios de 6 andares, no setor hospitalar, como o próprio nome já diz, só tem hospitais, e assim por diante.

Desde cheguei aqui, fico deslumbrada com a quantidade de cenários. Se vamos à Baixa, leia-se, “centrão”, a gente pode ver várias construções antigas, os famosos e lindos azulejos, muitos prédios e casas todas “grudadinhas”. Mas se pegamos o rumo para Matosinhos, por exemplo, que faz parte do “grande Porto”, vamos sair em um local de praia maravilhoso, com apartamentos modernos e bem diferente do centro.

Mesmo no quesito orla, se você sair de Matosinhos e for para a Foz, o visual é bastante diferente também porque no meio do caminho o Rio Douro encontra o mar. Ai, ai, escorreu até uma lágrima aqui…é tudo muito lindo.

E então, quer saber mais motivos ou prefere ler um pouco sobre as dificuldades que tivemos, especialmente para matricular as crianças na escola ou conseguir a inscrição no sistema de saúde?

Este conteúdo é de total responsabilidade da autora da coluna Karina Berardo.

 

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