Os passageiros de voos domésticos e internacionais no Brasil poderão ter que pagar pelas bagagens, que antes eram inclusas no valor da passagem. Isso porque de 14 de março de 2017 em diante não será mais obrigatório que as companhias aéreas ofereçam aos passageiros o despacho de uma mala de 23 Kg para voos nacionais e duas de 32 Kg para voos internacionais.

Rumo ao padrão low cost

Para a ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, a medida trará benefícios aos passageiros, uma vez que desta forma os valores das passagens poderão ser reduzidos. Segunda a agência, 35% dos passageiros que voaram em 2015 não despacharam bagagem. São exatamente este tipo de passageiros que serão beneficiados: os que viajam de forma leve.

É um movimento semelhante ao que já acontece há anos nas companhias aéreas da Europa, América do Norte e Ásia. Paga-se o mínimo pelo voo e os serviços adicionais são cobrados à parte.

Mais mudanças

Apesar das boas expectativas, a ANAC ainda não consegue prever qual seria a economia final para o consumidor. Essa e outras regras serão discutidas hoje (13) pela manhã pela diretoria da agência. Algumas podem ser vistas abaixo:

Voo doméstico e internacional

Hoje em dia o passageiro tem direito a despachar uma bagagem de até 23 Kg em voo doméstico e duas de 32 Kg em voo internacional. Com a mudança as empresas poderão cobrar por qualquer bagagem despachada.

Extravio de bagagem

O prazo atual para a companhia aérea localizar a mala é de 30 dias. Este passará a ser de sete dias nos voos domésticos e 14 dias, nos internacionais.

Remarcação

Hoje, os valores de remarcação chegam até duas ou três vezes o do bilhete. A multa por cancelamento e alteração de voos não poderá superar o valor pago pelo bilhete.

Cancelamento

O passageiro poderá cancelar o bilhete sem custo caso o faça em um prazo de até 24 horas após a compra e com antecedência mínima de sete dias da data do embarque.

 

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