Por que você nunca deve despachar a mala de mão

Escrevo à muitos mil pés de altura, de um avião da Vueling. E é por estar viajando novamente por esta companhia que me lembrei de compartilhar essa (má) experiencia com a empresa, mas que poderia acontecer com qualquer outra.

Eles perderam as minhas malas

Em setembro de 2016 fui para a Croácia passar uma temporada lá. Quem acompanha minhas histórias no canal do Já Fez As Malas? viu.

Exatamente por ter ido de mala e cuia, estava carregada das mais diversas coisas que acumulei ao longo dos últimos anos em Portugal. Havia enviado duas caixas e uma mala pela Eurosender, mas tinha comigo ainda uma mala média de 23 Kg (que fiz questão de usar cada quilograma permitida) e uma mala de mão com minhas câmeras, documentos, remédios e uma muda de roupa para caso eu ficasse sem o restante das malas por alguns dias – parecia que já pressentia.

Não aceite nem se for de graça

Na hora de fazer o check-in, me perguntaram se tinha alguma bagagem, apresentei e a funcionária pediu para pesar também a mala de mão.

Para o meu desespero ela disse que tinha passado um pouco do limite, mas que deixava embarcar mesmo assim. No entanto, havia uma condição: teria que despachar esta também. Como o voo já estava lotado, nem mesmo tirando mais coisas da mala seria garantido que eu poderia levar minha mala de mão comigo, acima do meu assento (o que acontece com frequência). Sendo assim, tirei dali apenas o mais essencial e continue com os trâmites necessários para viajar de avião.

Pelo menos já era mais fácil de andar pelo aeroporto, só com a minha bolsa e notebook para me preocupar.

Em voos com conexão e escalas, a chance de perder as malas é maior

Do Porto era preciso trocar de avião em Barcelona e então seguir para Dubrovnik. O primeiro voo atrasou muito, foi uma maratona para conseguir pegar o outro a tempo, mas estava tranquila. Afinal, a funcionária que estava cuidando do embarque me fez esperar, ligou para não sei quem, e me afirmou que minhas malas haviam sido carregadas.

Fui a última a embarcar, mas feliz. Nem voo e nem mala perdida. Será?

No destino final

Ao chegar no aeroporto, ali perto da esteira onde colocam as malas, já via a expressão de alguns passageiros preocupados. Por fim, o que já sabíamos: todas as malas que vieram do Porto haviam sido deixadas em Barcelona. Incluindo a minha mala despachada e a tal, que era para ter ido comigo na cabine.

O que acontece é que para as companhias aéreas sai mais barato enviar as malas depois do que atrasar voos ou ter que realocar passageiros.

Agindo eles de má fé ou não, vale a prevenção: nunca deixe sua mala de mão para trás. Ali devem estar seus pertences mais importantes (como dinheiro, documentos) e até mesmo alguns itens para que você possa se virar em caso de ficar sem a outra bagagem por um tempo ou tenha o azar de perdê-la permanentemente.

Nesta nova viagem com a companhia também me ofereceram despachar minha mala de mão de graça (a única que carrego comigo nesta viagem). Retribui com um sonoro: obrigada, mas não.

Prevenir é melhor que remediar.

Seus direitos

Obviamente que não pode ser a casa da mãe Joana. As companhias devem respeitar normas de devolução de dinheiro por conta de atrasos, cancelamentos e até mesmo perdas de bagagem.

Normalmente é preciso informar ainda no aeroporto que sua bagagem não chegou, indicar a aparência da mesma e o conteúdo e então deixar o endereço para a entrega de seus pertences de forma gratuita assim que encontrados.

Além disso, há uma forma de compensação por cada dia de atraso, até mesmo pagar cobrir eventuais compras de medicamentos, roupas e outros itens que precise nos dias que ficar sem a bagagem perdida.

De modo geral, é possível receber cerca de 50 dólares por dia de atraso, mas atenção que há um limite para o fazer. Em caso de danos na mala o reembolso pode ser ainda mais alto, muitas vezes cobrindo o valor cheio pago na mala.

Caso tenha um seguro que cubra perdas de babagens, entre em contato para saber de seus direitos.

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