A energia de Fátima, o famoso santuário português

Vir a Portugal e não passar em Fátima para conhecer o Santuário é a mesma coisa que ir ao Rio de Janeiro, no Brasil, e não conhecer o Corcovado e o Cristo Redentor. Essa foi apenas uma comparação entre fortes pontos turísticos, pois tanto um país quanto o outro, a religião que mais predomina é a católica.

Fátima atrai por volta de seis milhões de pessoas por ano, seja pela devoção a Nossa Senhora como por curiosidade e/ou turismo sem ligação religiosa. Eu não sou católica e confesso que o local possui uma energia diferente e é extremamente suntuoso, lindo. Falando em proporções, o Santuário é o dobro do tamanho da Praça de São Pedro no Vaticano.

A Capela das Aparições é o local mais visitado, pois foi ali que a Nossa Senhora apareceu aos três pastorinhos – Lucia, Jacinta e Francisco – em 1917, ao lado de uma azinheira (árvore), hoje extinta devido aos peregrinos arrancarem seus galhos. Em seu lugar, foi colocada a imagem da própria Nossa Senhora. Nesta Capela ocorrem missas o dia todo, em vários idiomas. No velário, logo ao lado, é possível acender a própria vela e fazer os pedidos. Velas de vários tamanhos estão à venda a preços acessíveis.

No vídeo abaixo, é possível saber mais sobre a intrigante história das crianças e das aparições que mudaram para sempre a história daquela localidade.

Muitos peregrinos chegam à Capela das Aparições de joelhos, rezando e agradecendo pela graça atendida. No dia que eu fui, chovia torrencialmente, céu nublado e nem mesmo o tempo feio não espantava os fiéis e turistas.

Os três pastorinhos estão sepultados na Basílica de Nossa Senhora de Fátima e seus túmulos estão à exposição. A Basílica da Santíssima Trindade foi inaugurada em 2007 por causa do número elevado de visitantes e está apta a receber oito mil pessoas sentadas.

A 2 km do Santuário está localizada a Casa dos Pastorinhos, na aldeia Aljustrel. Mais de um milhão de pessoas já visitaram o local. Pertencente ao século XIX, a casa é um museu aberto para visitação com diversos objetos tradicionais e pessoais da época, tudo muito bem conservado. Está aberta ao público todos os dias, das 9h às 18h sem interrupções para almoço e com entrada gratuita.

Ficamos hospedados em Fátima, no Hotel Aleluia, de onde dá para ir ao Santuário facilmente caminhando. No dia seguinte almoçamos no Restaurante Tia Alice. Na minha opinião, o melhor bacalhau de Portugal. O melhor foi ter conhecido a própria Tia Alice, uma senhorinha que começou a cozinhar para fora depois dos 50 anos para ajudar no sustento familiar. Ela se tornou referência ao Guia Michelin e nada sai da cozinha sem a sua inspeção.

Um outro fato curioso sobre a simpática senhora é o seu sobrenome Marto, o mesmo dos irmãos Jacinta e Francisco, pois seu bisavô era tio dos pastorinhos. A história comprova que, afinal, cada Marto recebeu um dom e o da Tia Alice foi o de cozinhar maravilhosamente bem.

O próximo post seguirá de Fátima para o magnífico Douro!

Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Roberta OrtolanSiga também blog da Roberta.

 

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