Eu estou tentando escrever esse artigo há dias, mas tenho tanta coisa pra contar, que não sei nem por onde começar…

Eu cheguei em Tel Aviv numa manhã quente (muito quente mesmo) de quinta-feira. E se você acompanha minha coluna, já deve estar ciente que o meu maior medo na minha chegada era ser barrada novamente na alfândega. Pois bem, eis que o meu maior medo se concretizou, mas dessa vez não fiquei esperando duas horas e meia, só fui levada para uma sala de espera e cerca de cinco minutos depois, eles me liberaram, sem precisar fazer uma segunda entrevista.

Os meus primeiros três dias aqui foram ótimos, meu namorado estava em casa o tempo todo, fomos à praia e em todos os lugares que eu queria voltar. No domingo, ele foi trabalhar e eu fiquei o dia todo sozinha em casa, foi aí que os dias ruins começaram.

Viver em um país sem nada te esperando, à não ser o seu namorado, é bem difícil. A minha Ulpan (escola de hebraico) começaria só em duas semanas, e até lá era eu, um apartamento e uma imensa sensação de “o que é que eu estou fazendo aqui?”.

Foi então que meu namorado começou a me encorajar para sair sozinha e explorar a cidade. Pra ser sincera eu fiz isso cerca de duas vezes desde que cheguei, as outras vezes que saí foram com o meu namorado ou com os amigos dele.

Sarona Market Tel Aviv / Arquivo Pessoal

Viver em um país como Israel é maravilhoso, mas assusta no começo: letras totalmente diferentes das que eu estou acostumada e pessoas falando um idioma que não dá pra ter a mínima noção sobre o que é que elas estão conversando (todos falam em inglês aqui, mas o “idioma mãe” é o hebraico, é isso que se escuta nas ruas). Do resto, é tudo o que assusta normalmente em um novo país.

E falando em hebraico…eu comecei a minha Ulpan no último dia dez e o sentimento nas quatro primeiras aulas foi: me tira daqui!
Eu me sinto um bebê aprendendo um novo alfabeto, novos sons, novas palavras (é tipo aprender a falar de novo), e como se não bastasse, hebraico se escreve da direita para a esquerda.

Ok, agora que vocês já estão cansados de me ouvir reclamar, vamos as partes boas: eu moro com uma pessoa maravilhosa, que tem uma paciência imensurável comigo! Sério, meu namorado vai ganhar um Prêmio Nobel por saber lidar comigo tão bem!

A parte boa de mudar de país e não morar com estranhos (casa de família ou estudantes), é que você consegue se sentir em casa, mesmo estando longe de seu país.

Ah, e eu quase ia me esquecendo de contar sobre Eilat! Há duas semanas atrás cruzamos o país e fomos lá no finalzinho de Israel, numa cidade litorânea chamada Eilat. Apesar de Tel Aviv também ter praia, Eliat têm uma paisagem bem diferente daqui, com “montanhas desérticas” ao fundo.

Aliás, morar na praia é uma das coisas que mais me agrada sobre morar em Tel Aviv, principalmente porque agora é verão por aqui e está muito calor.

Enfim, todo dia é uma coisa nova e ao longo do tempo vou ter muita coisa para contar sobre Israel, especialmente Tel Aviv. E se você quiser me acompanhar diariamente, me segue lá no Instagram (@marisgalati)! Todos os dias eu faço pequenos vídeos nas histórias contando sobre as diferenças, dificuldades e coisas bacanas que encontro por aqui.

נתראה בקרוב!

Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Maristela Galati. Siga também o Instagram da Maristela.

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Sobre o Autor

Maristela Galati

Maristela Galati, 23 anos, jornalista. Se mudou para Tel Aviv (Israel) para ficar perto de seu amor. Escreve em sua coluna aqui no Já Fez as Malas.

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