Chegou a hora de começar a contar a segunda parte da minha história, então vamos lá… Bom, minhas primeiras duas horas e meia em Israel foram terríveis! E se você já foi barrado na alfândega de algum aeroporto, depois de viajar por horas e horas, então já sabe bem do que eu estou falando.

No momento em que passei pela alfândega e entreguei meu passaporte, eu já senti que lá os israelenses não são muito calorosos como nós, os tupiniquins. O rapaz que me “entrevistou” perguntou o motivo da minha viagem e onde eu me hospedaria, e ao saber que eu ficaria na casa do meu namorado, a história mudou de figura, pois eles viram a possibilidade de eu ficar por lá irregularmente.

“Espere pela sua vez”

Pra quem não sabe, não é necessário tirar visto antes de viajar para Israel, chegando lá, você recebe um visto de turista por três meses.
Mas, o caso é que eu fui levada para uma sala de espera onde fiquei por cerca de 2 horas e meia até ser chamada para uma nova entrevista. Lá eu acabei ficando ainda mais exausta, porque eles passaram muita gente na minha frente pra ser entrevistada, e isso me deixou um tanto quanto inquieta, ou no português correto, p* da vida.

O que me deixou mais nervosa é que lá tinha um monte de russos, filipinos e outras nacionalidades que eu não soube identificar, só que nenhuma alma falava inglês! Consegui conversar um pouco com uma garota russa com a ajuda do Google Tradutor.

A parte “menos ruim” é que o Wi-Fi do aeroporto funciona muito bem e eu tinha bateria, então consegui conversar com o meu namorado e contar o que estava acontecendo.

Depois de perder a paciência após a primeira hora de espera, eu abri a porta da sala em que eles faziam as entrevistas por três vezes para perguntar o que é que estava acontecendo; por que tantas pessoas estavam passando na minha frente; onde estava meu passaporte; e a resposta era sempre a mesma: “sit down and wait for your turn!”.

Depois de comer o pão que o diabo amassou, fiz a entrevista e fui liberada.

Eu estava com o meu mau humor à flor da pele quando estava procurando minha bagagem nas esteiras. Mau humor este que passou no mesmo instante em que vi meu namorado me esperando com um buquê de rosas e o sorriso mais lindo do mundo.

Foi uma mistura do momento mais fofo da vida com muito cansaço, nervosismo e sono.

Meu avião aterrissou em Tel Aviv às 2h da manhã, e quando chegamos a casa dele, já estava amanhecendo, e eu pude ver que a área era tranquila, com várias lojinhas, cafés, pequenos prédios residenciais e carros estacionados em qualquer espaço possível.

Mais tarde nós fomos à praia (Tel Aviv é banhada pelo Mar Mediterrâneo), muito bem agasalhados, já que era inverno e não havia a mínima possibilidade de colocar outra coisa a não ser um casaco quentinho.

Mesmo assim, as pessoas estavam na praia andando de bicicleta, passeando com o cachorro, ou praticando exercícios.

Amor por Tel Aviv

Neste primeiro dia, uma sexta-feira fria e nublada, eu já comecei a sentir um amor inexplicável por Tel Aviv! É uma cidade tranquila e ao mesmo tempo com um ar jovem e agitado. Nada de trânsito muito caótico como vimos por aqui. Lá muita gente anda a pé, de moto, bicicleta, ônibus, van ou táxi. Até porque lugar pra estacionar não é muito fácil de encontrar, mesmo em estacionamentos, e principalmente em horários de pico.

A noite em Tel Aviv é animada, boêmia e jovem. Cafés, bares, restaurantes, baladas: opção é o que não falta, em qualquer dia da semana. Isso sem falar da comida, você nunca comerá tão bem quanto em Israel! Tudo muito bem feito e saboroso. Mas sobre a gastronomia de lá, eu vou deixa para outro artigo…

Ainda tem muita coisa pra contar sobre Tel Aviv e os outros lugares incríveis de Israel, até o próximo capítulo desta história!

Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Maristela Galati.

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Sobre o Autor

Maristela Galati

Maristela Galati, 23 anos, jornalista. Se mudou para Tel Aviv (Israel) para ficar perto de seu amor. Escreve em sua coluna aqui no Já Fez as Malas.

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