Principais curiosidades sobre o Canadá

Já parou para pensar em todas as curiosidades sobre o Canadá que você não sabe? Tal como todos os outros países, esse também tem os seus segredos e as suas particularidades, que podem parecer bem normais para os locais, mas deixar muito estrangeiro de cabelo em pé.

Um dos melhores destinos do mundo em termos de qualidade de vida e estabilidade econômica, sabia, por exemplo, que o Canadá é também o país inventor do basquete? Além disso, é lá também onde está a maior concentração de lagos do mundo. Não são centenas, são milhares espalhados por todo o território.

Regiões do país

Talvez essa não seja exatamente uma das curiosidades sobre o Canadá, mas sim um importante dado demográfico, mas esse é o segundo país do mundo em termo de extensão territorial. Perde apenas para a gigantesca Rússia e isso dá uma ideia do seu tamanho.

Por questões políticas e de organização, o território foi dividido em regiões. A divisão mais conhecida e difundida é a geográfica, que leva em conta as características climáticas de cada local. Sendo um país com proporções quase continentais, pode-se imaginar que a diversidade de climas e cenários é algo quase previsível.

Posto isto, o Canadá é divido nas seguintes regiões:

  • Atlânticas ou Região do Atlântico: Com um clima mais ameno, sem invernos muito rigorosos, mas muita chuva, é formada pelos distritos de Newfoundland and Labrador, Prince Edward Island, Nova Scotia e New Brunswick.
  • Canadá Central: Aqui estão dois dos maiores e mais conhecidos distritos do país, Québec e Ontário. O invernos são bastante frios, mas o verão compensa e traz calor até de sobra.
  • Pradarias: Manitoba, Saskatchewan e Alberta caracterizam-se também por invernos intensos, longos e rigorosos. A presença do verão é tão rápida quanto um eclipse, mas com temperaturas bastante altas.
  • Costa Oeste: Formada apenas por British Columbia, é considerada por muitos a região com o melhor clima do Canadá, justamente pelas temperaturas amenas durante todo o ano. Tem muitas semelhanças, em termos geográficos, com a Região do Atlântico.
  • Norte: Para muitos estrangeiros, essa é a região mais “evitável” por conta das temperaturas negativas extremas. Lá, ficam as províncias de Nunavut, Northwest Territories e Yukon Territory.

História do país

A história do Canadá, pelos menos a da povoação, começa há milhares de anos, quando surgiram por lá os primeiros registros de presença humana. Quando os primeiros europeus chegaram, o que só aconteceu por volta de 1497, já haviam vários povos aborígenes habitando o território, cada um com o seu sistema próprio de crenças e regras sociais. Acredita-se que esses habitantes vieram majoritariamente do continente asiático.

John Cabot, um navegador italiano a serviço da coroa britânica, é reconhecido como o primeiro europeu a chegar ao Canadá. Diz-se que os contatos iniciais entre britânicos e aborígenes foram pacíficos, ao contrário do que acontecia nos Estados Unidos. Por volta de 1554, os franceses chegaram ao golfo de São Lourenço e iniciou aí mais um processo de colonização.

O século XVIII já não foi tão pacífico, com uma série de conflitos armados entre Inglaterra e França pelo domínio do território e até mesmo uma guerra. Apenas em 1763, com a assinatura do Tratado de Paris, a França cede o que era de seu domínio aos britânicos. Anos mais tarde, foram nomeadas duas das províncias mais conhecidas: Québec e Ontário. Nova Escócia e New Brunswick foram anexadas já no século to XIX, em 1867. O Canadá só obteve a independência completa da Inglaterra em 1982, apesar de já ter autonomia legislativa desde 1931.

Cultura canadense

O Canadá é, sem dúvida, um país multicultural, até pela forma como se deu a sua constituição territorial e colonização. A presença de povos indígenas, colonizadores britânicos e franceses foi a base da formação da sociedade e da cultura que predomina no momento. Um ponto importante é que, desde sempre, houve uma forte presença de imigração e esse é um fator fundamental tanto para perceber a economia como a diversidade canadense tão característica. Os imigrantes são, atualmente, responsáveis por 45% do crescimento populacional do país.

Uma série de acordos ao longo da história do Canadá permitiu que as tradições e as suas manifestações sobrevivessem. O exemplo mais claro disso é a manutenção do francês como uma das línguas oficiais, apesar de uma grande pressão e influência britânicas.

A Carta Canadense dos Direitos e das Liberdades reforçou o respeito às diferenças culturais e condenou ainda mais a intolerância. Um dos lemas do país, inclusive, é “o lugar onde todos pertencem”, um reforço de que o multiculturalismo não só é bem-vindo como respeitado.

Cerca de 1,5% da população é atualmente composta por indígenas e Inuits. Aliás, uma das curiosidades sobre o Canadá é justamente que os Inuits são aqueles que conhecemos por esquimós. No entanto, o uso dessa palavra não é correto e nem bem visto, pois significa “canibal”.

A aproximação com os Estados Unidos também acabou por influenciar na cultural canadense, com algumas festas e datas comemorativas em comum. Uma muito emblemática é o Dia da Marmota, que ficou mundialmente conhecido depois do filme “Feitiço do Tempo”. Anualmente, no dia 2 de fevereiro, estadounidenses e canadenses voltam os olhos para o povoado de Punxsutawney, na Pensilvânia. Lá, a marmota Phil, sai do seu período de hibernação e “prevê o tempo”. Se voltar imediatamente para a toca, é porque o inverno ainda vai longo. Se ficar de fora, é porque o bom tempo logo virá. A previsão vale para os dois países.

Gastronomia canadense

Tal como na cultura e no idioma, a gastronomia canadense tem uma grande influência britânica e francesa. A grande diferença é que foram incluídos ingredientes típicos do país e construídos novos pratos que fazem as delícias de residentes e visitantes.

A batata é a base de muitos pratos, inclusive do prato mais conhecido do país, o poutine. Criado na região de Québec, é feito com batata frita e queijo derretido, geralmente, cheddar. Por cima desta mistura que não tem como dar errado, vai ainda um molhe denso de carne chamado gravy.

E por falar em molho, há o famoso maple syrup, que tem se popularizado em todo mundo como um substituto do açúcar. O xarope, que geralmente se come com panquecas, é feito a partir da seiva da árvore mais popular do país, maple.

Sabe o mac&cheese tão falado nas séries e filmes estadunidenses? Pois é, ele também é bastante típico do Canadá. A mistura de macarrão com um molho de queijo derretido é uma das paixões nacionais dos canadenses.

També há espaço para bebidas típicas e o ice wine é uma delas. O vinho é doce, tem a consistência de um licor e deve ser bebido frio. Produzido a partir das uvas que congelam quando ainda estão na videira, possui um sabor único e é perfeito para a sobremesa, até por ser muito denso e adocicado para acompanhar refeições.

Visitar o país

Para visitar o Canadá, é preciso ter atenção às burocracias. Os brasileiros que tenham visto de turismo válido para os Estados Unidos ou visto canadense emitido nos últimos 10 anos, não precisam solicitar uma nova premissão. A regra é válida para estadias de até seis meses que objetivem turismo ou estudos. Antes do embarque, basta emitir no site do governo canadense a Autorização Eletrônica de Viagem (eTA), que custa 7 CAD.

No caso dos brasileiros sem visto para os Estados Unidos ou visto canadense emitidos nos últimos 10 anos, será preciso solicitar uma autorização de residência temporária. O processo pode ser feito online e tem um custo de 200 CAD.

Com o visto em mãos, é hora de escolher o roteiro e os principais pontos turísticos para conhecer de perto. O mais emblemático é, sem dúvida, Niagara Falls, as famosas cataratas que fazem fronteira com os Estados Unidos. É possível conhecê-las por um percurso a pé ou de barco, especialmente indicado para os mais aventureiros.

E por falar em aventura, que tal voltar à época dos dinossauros? Em Alberta, o visitante pode encontrar o maior Cemitério de Dinossauros do mundo. Atualmente reconhecido pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, era um vale habitado por esses animais e onde muitos morreram depois de uma grande tempestade há milhões de anos atrás. Muitos fósseis de várias espécies foram encontrados ali. Ainda em Alberta, está Saskatchewan, o local perfeito para os caçadores de aurora boreal.

Parece que uma das principais curiosidades sobre o Canadá é que esse é o país perfeito para quem gosta de passeios com adrenalina. Atravessa a maior ponte suspensa do mundo, por exemplo, é algo que só é possível lá. A Capilano Suspension Bridge é um verdadeiro teste cardíaco com seus 137 metros de extensão e 70 metros de altura.

Claro que não poderiam faltar na lista alguns dos milhares de lagos do país e que rendem sempre paisagem impressionantes. Moraine Lake e Lake Louise, localizados no Parque Nacional de Banff, são alguns exemplos disso.

Já para não falar dos cenários mais urbanos e cosmopolitas de cidades como Vancouver, Toronto, onde está a CN Tower, e Monteal, a cidade com mais falantes de francês depois de Paris. Québec City encanta com o seu charme e estilo europeus e não dá para esquecer também de Ottawa, a verdadeira capital do país, apesar da sua cara de cidade pequena.

Morar no país

Com toda a qualidade de vida oferecida, difícil é encotrar alguém que não queira morar no Canadá. Um país com altos índices de segurança, baixíssimas taxas de desemprego e onde, não por acaso, os investimentos em educação são levados a sério. De acordo com dados recentes da OCDE, 91% da população entre os 25 e os 64 anos concluiu, pelo menos, o Ensino Médio. A expectativa de vida média é de incríveis 80 anos.

Além de tudo isso, ainda há o bônus do país ser extremamente receptivo à imigração, até mesmo em termos de políticas governamentais. O que não quer dizer, no entanto, que é possível ir morar lá de qualquer jeito, sem planejamento e sem documentação. O processo exigirá sempre algum investimento de tempo, dinheiro e paciência para as burocracias.

Existem diversas formas de morar no Canadá, incluindo estudo e trabalho. O país, conta, inclusive com uma lista de profissões qualificadas que estão em falta. Se a sua for uma delas, o caminho de entrada para lá pode ser esse. Na maioria dos casos, é necessário, pelo menos, ter fluência comprovada em inglês, uma garantia de que a comunicação não será um impedimento à adaptação.

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