Quanto custa viajar pela Europa Central? Confira um roteiro

Abrigando algumas das maiores potências do bloco, e Europa Central também é um dos destinos prediletos por mochileiros e viajantes em busca de contrastes, história e algumas das mais antigas e conservadas cidades do continente.

São considerados países da Europa Central a Alemanha, Suíça, Liechtenstein, Áustria, República Tcheca, Eslovênia, Hungria, Eslováquia e Polônia – o que também envolvem nações consideradas Leste Europeu.

Roteiro de 25 dias pela Europa Central

De locomoção fluida, esse roteiro pela Europa Central envolve um trajeto quase circular através de países como a Alemanha, Áustria, República Tcheca e Suíça, incluindo sete cidades. Para cumprir esse trajeto sem perder nada, são recomendados entre 25 a 30 dias, levando em consideração ainda que dias de deslocamento entre cidades são “meio perdidos”.

Antes de começar a sugestão de roteiro, é importante lembrar que, independentemente da ordem estabelecida para essa viagem, a dica principal quanto às passagens aéreas é fazer a cotação com base em múltiplos destinos (ferramenta disponível nos sites das companhias e nos de monitoramento de passagens). Assim você pode encontrar tarifas ainda melhores e não ter a obrigatoriedade de retornar à primeira cidade do roteiro para voltar ao Brasil.

Avalie também o clima predominante durante o mês da sua viagem. Se quiser ver praia – o que não é o caso neste roteiro – deixe para viajar entre os meses de junho e setembro (julho e agosto são os meses mais cheios de turistas).

E por fim, não se desespere! Em roteiros que envolvem diversos países é importante saber desapegar. A Europa continua ali, e você pode voltar outras vezes para ver com calma o que não deu tempo na primeira vez. Apenas não faça questão de ver absolutamente tudo, pois o passeio pode se tornar uma correria mal aproveitada – e você não quer isso, quer?

Primeira parte: Berlim e Dresden

Berlim

Considerando nosso roteiro, uma passagem saindo de São Paulo com destino a Berlim, e volta partindo de Zurique podem ser encontradas por valores entre R$ 2.500 e R$ 3.600, dependendo do mês em que a viagem ocorre.

Chegando a Berlim, temos ali um centro cultural internacional em que você pode passar três, quatro ou até cinco dias recheados de coisas para fazer; principalmente se tiver interesse pelo muro e todo o contexto político e histórico que o envolve. Entre memoriais, museus, catedrais, monumentos, manifestos artísticos como na East Side Gallery e uma agitada vida noturna, o tempo será curto para tanta informação.

Findo seus dias em Berlim, pegue um trem para Dresden. O trajeto dura aproximadamente 2 horas e custa cerca de 21€ pela Deutsche Bahn. De ônibus pela RegioJet o bilhete custa 6,90€ e o percurso é de 2h30.

Muitas pessoas fazem de Dresden uma cidade bate-e-volta deste Berlim ou mesmo um pit-stop a Praga – mais ou menos o que vamos fazer aqui. Caso você pretenda fazer uma visita mais extensa a Dresden, durma por lá e siga para Praga somente no dia seguinte. Mas se topar fazer uma parada de umas seis horas antes do próximo país é possível visitar o Palácio Real, a Cúpula Verde (Grünes Gewölbe), o Palácio Zwinger e seu jardim barroco, a Igreja de Nossa Senhora e a Ópera Semper.

No caso do pit-stop, você já pode antecipar sua parada e seu próximo trem no site da Deutsche Bahn. Quando definir o trajeto Berlim-Praga, clique em Further Options antes de efetuar a busca e na próxima tela, em Stopover, clique em Add intermediate stops e ali adicione Dresden + quantas horas deseja ficar ali. Clique em Search e veja os horários que o site lhe retorna.

De toda forma, um ônibus de Dresden a Praga tem custo de 12€ e 2 horas de duração. Os trens da DB cobram 24,90€ pelo trajeto também em 2 horas.

Moeda: Euro (R$ 3,34 = 1€)

Quanto tempo ficar: 3 a 5 dias em Berlim e 1 a 2 dias em Dresden.

Segunda parte: Praga, Viena e Salzburg

Viena

Chegando a Praga, é possível perceber que as zonas mais turísticas da cidade são todas muito próximas e compactas, o que já reduz em ao menos dois dias o seu roteiro no país; com três dias se pode ter uma boa noção do básico.

Comece seu roteiro logo ao ponto principal: a Praça da Cidade Velha (Staroměstské náměstí) onde já estarão concentradas algumas das maiores atrações de Praga. Após passear em todos os pontos turísticos, atravesse a Ponte Carlos para conhecer outros locais como o Museu Kafka, a Catedral de São Vito e uma infinidade de cafés e restaurantes para tomar uma cerveja e apreciar a vista.

Ao contrário dos demais países, a República Tcheca ainda não parte da Zona do Euro, mesmo tendo ingressado ao bloco da União Europeia ainda em 2004. Portanto, como vai ser difícil você encontrar a moeda local para câmbio, mantenha seus euros (mesmo que você tenha uma certa desvantagem na troca) ou efetue saques com cartão internacional direto nos ATMs.

Quando acabarem seus dias em Praga, Viena será seu próximo destino. Existem várias empresas que fazem o trajeto, sendo alguns exemplos a Infobus (ônibus a partir de 12€, 6 horas de viagem) e a České dráhy (trem a partir de 20€, 4 horas de viagem).

Ao chegar, deixe suas malas no hotel e vá direto ao centro da cidade, o Innere Stadt e de lá distribua suas preferências entre pontos turísticos como a Catedral Santo Estevão, a Biblioteca Nacional da Áustria, o Hotel Sacher, entre muitos outros. Só não deixe de visitar o Prater – maior parque público de Viena – ao final da tarde.

Nos segundo e terceiro dia também há muito o que se ver, principalmente entre visitas imperiais e claro, a Ópera Estatal de Viena. Ao fim dessa jornada, vamos para Salzburgo. A melhor alternativa é pegar um trem operado pela ÖBB (a partir de 29€, 2h20 de viagem) ou pela WestBahn (a partir de 26,50€, 2h20 de viagem).

Na charmosa cidade de Mozart e da Noviça Rebelde, sua pequena extensão não a impede de ser encantadora. Colocando-a em três dias do seu roteiro já será o suficiente para a conhecer bem. E se quiser fazer bom uso desse tempo, vale a pena comprar o Salzburg Card, que lhe dá passe livre de até 72 horas em todas as atrações da cidade e transportes públicos, custando a partir de 24€ (24 horas). Consulte todos os valores clicando aqui.

Basicamente, Salzburg é uma cidade altamente cultural, então fique atento à agenda de shows e eventos que acontecem frequentemente na cidade e marque sua viagem para coincidir com alguns dos mais importantes, como a Mozart Week e outros tantos já listados na agenda oficial da cidade.

Moeda: Coroa Tcheca (R$ 0,12 = 1 CZK) e Euro (R$ 3,34 = 1€)

Quanto tempo ficar: 2 a 3 dias em Praga, de 3 a 4 dias em Viena e de 2 a 3 dias em Dresden.

Terceira parte: Munique e Zurique

Zurique

Estamos chegando a reta final deste roteiro pela Europa Central, e agora será preciso chegar a Munique, partindo de Salzburg. Como opções, você pode pegar um ônibus pela FlixBus (a partir de 11€, 2h15 de viagem) ou um trem pela Deutsche Bahn (a partir de 19€, 1h45 de viagem).

Munique não é cidade só para os apreciadores de uma legítima cerveja alemã, mas para quem chora por centros comerciais absurdos. Lojas de roupas, eletrônicos, joias, calçados e departamentos são apenas alguns dos exemplos que podem ser encontrados já na praça Marienplatz, ou Praça de Maria.

Catedrais, Torres, Parque Olímpico, Museu da BMW e resquícios da Segunda Guerra e do domínio nazista sobre a Alemanha também podem ser conferidos de perto. Só não deixe de visitar locais icônicos como o Hard Rock Café Munique e a Hofbräuhaus, a mais tradicional cervejaria alemã. E se for entre setembro e outubro, já sabe: Oktoberfest.

Após 3 ou 4 dias por ali, já é hora de dizer até breve e embarcar para o próximo país de destino: a Suíça. A bordo de um ônibus, o bilhete pela FlixBus custará aproximados 18€ para 3h45 de viagem, já os trens mais rápidos são pela Deutsche Bahn e custam a partir de 19€ para 4h20 de viagem.

Ainda que Zurique seja uma cidade fascinante, ela é proporcionalmente cara – a mais cara do mundo, por assim dizer -, mas não sejamos injustos: Vale passar ao menos um dia inteiro por lá. E sem sombra de dúvidas, após uma exaustiva viagem, vá direto ao Confiserie Sprüngli para conhecer uma impressionante loja de doces e chocolates, com a mais famosa confeitaria de Zurique desde 1836 no mezanino.

Margeando os canais, você vai se deparar com as muitas igrejas de Zurique. E se quer programas culturais,  o museu Kunsthaus e o centro cultural dadaísta Cabaret Voltaire são programações obrigatórias. No cair da noite, novamente opções não irão faltar, uma vez que baladas e pubs se multiplicam aos montes pelas regiões centrais e de Turbinenplatz.

Ao fim de um ou dois dias é hora de dar adeus a esse roteiro pela Europa Central – e já começar a se planejar para o próximo. Tranquilamente, seu voo partirá de Zurique com destino a São Paulo.

Moeda: Euro (R$ 3,34 = 1€) e Franco Suíço (R$ 3,12 = 1 CHF)

Quanto tempo ficar: 3 a 4 dias em Munique

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