Quanto custa viajar pelo Leste Europeu? Veja roteiro e dicas

Quando a prioridade é economia, viajar pelo Leste Europeu certamente é sua melhor escolha para fugir em partes da zona do euro sem abrir mão de toda a imponência cultural e histórica do continente.

Popularmente conhecidos como países pós-comunistas, ainda existem muitas contradições sobre as nações que de fato fazem parte do Leste Europeu, por vezes incluindo a Alemanha “oriental”, Grécia e Áustria. Entretanto, para este roteiro levaremos em consideração que tal delimitação engloba os seguintes países: Letônia, Estônia, Lituânia, Belarus, Polônia, Ucrânia, República Tcheca, Romênia, Albânia, Bulgária, Moldávia, Hungria, Eslováquia e nações Bálcãs, criadas a partir o desmembramento da Iugoslávia: Bósnia, Croácia, Montenegro, Macedônia, Sérvia e Eslovênia.

A partir dos países já listados, é importante acatar algumas dicas para viajar pelo Leste Europeu a fim de economizar e ter tudo como manda o roteiro – que pode ser personalizado conforme os locais que deseja conhecer. Lembre-se também que nem todos os os países fazem parte do Tratado de Schengen, ou seja, possivelmente exigem visto de brasileiros. Informe-se na Embaixada de cada país de interesse sobre a necessidade ou não dessa permissão.

Dicas e roteiro para o Leste Europeu

Antes de começar seu roteiro de fato, é importante obter algumas informações acerca desta região do globo, como forma de se prevenir contra possíveis falhas e ainda economizar um bom dinheiro. Mesmo estando na Europa, o Leste Europeu ainda possui muitos países em condições precárias, falta de fiscalização e atraso tecnológico; então fique atento a algumas dicas.

A primeira delas começa ainda na hora de comprar o voo. Assim como trajetos para a Ásia, o Leste Europeu se encontra praticamente ao lado oposto do mundo, resultando na escassez de voos e preços elevados das passagens – o que acaba compensando perante moedas geralmente desvalorizadas por ali. Portanto, planeje seu destino de chegada e partida, e compre as passagens em conformidade com eles. A grande maioria dos sites de companhias aéreas permite o cálculo de múltiplos destinos, o que acaba saindo um pouco mais caro, mas oferece mais comodidade.

Já em solo europeu, se você tem costume de alugar um carro para sair atravessando os países, tome cuidado! Quando falamos nos países ao leste nem todas as locadoras permitem que você atravesse a fronteira; portanto pergunte antes de assinar o contrato.

Agora, se é um entusiasta das viagens de trem pela Europa, novamente o Leste Europeu mostra regras um pouco diferentes nesse quesito. Por lá, algumas linhas ferroviárias se encontram em um crítico estado de precariedade, então as rodovias fazem as vezes através do transporte de ônibus. O custo é menor e o tempo de viagem é quase o mesmo que viajar de trem – em condições normais.

Ainda no quesito transporte, são muitos os locais do Leste Europeu onde nos deparamos com uma espécie de “máfia” de taxistas, o que pode te dar prejuízo ao tentar se locomover – novamente, prefira os ônibus ou peça dicas onde estiver hospedado.

Por fim, ledo engano de quem pensa que todo mundo fala inglês por lá. Então procure aprender um pouco da língua para dizer ao menos algumas frases e palavras básicas como “banheiro”, “eu não falo croata”, e outros exemplos. Grandes cidades e capitais geralmente possuem um grande fluxo de turistas, portanto as informações descritas em placas e menus costumam ter suas versões em inglês.

Primeira parte: Polônia

Polônia

Como você já pôde perceber, caso tenha pesquisado por alguns voos para o Leste Europeu, é que não existem trajetos diretos para lá e que a grande maioria dos voos faz escala em Frankfurt. Fica a dica! Antes de comprar as passagens, defina o roteiro e fique de olho nas promoções com destino de ida à cidade alemã.

O valor mediano de ida e volta para Frankfurt costuma ser encontrado por R$ 2.500, mas aguarde para comprar as passagens em múltiplos destinos – compre a ida para a cidade de início do roteiro e a volta desde a última cidade visitada.

Chegando a Frankfurt, você pode pegar um voo, trem ou ônibus direto para Varsóvia, tudo depende do quanto pretende gastar e quanto tempo tem disponível. Aviões e trens têm custo muito semelhante (cerca de 160€), mas o trajeto aéreo pode ser feito a partir de 1h45, enquanto trens levam quase 19 horas. Ônibus custam cerca de 50€, mas também levam 19 horas até o destino.

Em Varsóvia, vale o passeio de um dia inteiro para conhecer um pouco da história da capital polonesa, bem como o charme remanescente após ter sido palco de guerra. Em seguida, você pode pegar um voo rápido (50 minutos, a partir de 170 PLN) ou pagar uma bagatela (5 horas de viagem, a partir de 16 PLN) para que um ônibus te leve até a Cracóvia.

Ali você terá a experiência de estar em uma das cidades mais belas da Europa, resistente mesmo com todas as cicatrizes que a Segunda Guerra proporcionou. De lá ainda é possível visitar Auschwitz, bem como conhecer diversas basílicas, museus e muito da história local.

  • Moeda: Złoty (R$ 1 = 1,27 PLN)
  • Como se locomover: fique de olho nos trajetos e valores das empresas PolskiBus e a LOT Polish Airlines.
  • Quantos dias: 3 a 4 dias

Segunda parte: Hungria e Croácia

Croácia

Foto: Ramón | Flickr

 

Novamente a bordo de um PolskiBus, você poderá chegar até Budapeste gastando cerca de 30 PNL em 7 horas a bordo. Repleta por sinagogas, basílicas, castelos e banhos termais, Budapeste é um destino acolhedor e com muitas atrações culturais e gastronômicas. Se possível, coincida a sua viagem com o Festival de Arte Popular, que ocorre no mês de Agosto. Aproveite a desvalorização da moeda local com relação ao Real.

Se sua intenção é curtir os banhos termais, fique três dias na cidade, senão ao fim do segundo dia já podemos passar para o próximo destino: Zagreb. De trem, cerca de 6 horas de viagem terão custo de 5.890 HUF e voos são praticamente inviáveis devido aos elevados custos para o trajeto.

Basicamente, Zagreb é conhecida somente por ser a capital croata, mas para muitos ela é considerada o patinho feio do país. Claramente, sua imagem transparece que este é um povo em reconstrução, e que ainda mexe aqui e ali para virar Europa. Entretanto, como a maioria de seu povo é católico – diferentemente de seus vizinhos ex-iugoslavos – você pode tirar o dia da chegada para visitar as catedrais e monumentos religiosos. Em Zagreb também tem o Museu dos Relacionamentos Terminados, mas tem que não entre por pensar atrair azar.

Tudo certo? Tirou foto e viu o que tinha que ver? Então se tiver tempo livre no roteiro, vamos para a segunda parte: Split! De ônibus, você paga a partir de 89 HRK até Split e lá poderá conhecer as ruínas romanas do Palácio do Imperador Diocleciano – o que vale as quase três horas de caminhada em seu interior. E se o clima e o tempo disponíveis permitirem, é de Split que saem uma infinidade de embarcações para o restante do continente, bem como centenas de ilhas paradisíacas.

Dica? Tire um dia para conhecer Hvar, uma das mais famosas ilhas do país. Você pode chegar lá de ferrys ou catamarãs (embarcações que não transportam veículos, só pessoas) e todas as informações estão disponíveis no site da ilha.

  • Moeda: Forint Húngaro (R$ 1 = 93,46 HUF) e Kuna Croata (R$ 1 = 2,24 HRK)
  • Como se locomover: confira preços e itinerários na MÁV-START, OrangeWays, BusCroatia e Croatia Airlines.
  • Quantos dias: dois dias na Hungria e de três a quatro na Croácia.

Terceira parte: Eslovênia

Eslovênia

Finalizamos a viagem com destino à exótica Ljubljana, ou Liubliana, o único país desta lista que adotou o Euro como moeda oficial – para o desespero de muitos bolsos. De Split até nosso destino final são apenas 2h30 de ônibus, sob um custo a partir de 7€.

Ela até pode parecer pequena a primeira vista, mas ali existem uma série de monumentos e atrações para ver e pratos para degustar. Passeio de barco, visita ao Mercado Central, ida à Catedral e ao Castelo de Ljubljana são apenas algumas opções de entretenimento. Um dia na cidade é suficiente para dar uma passadinha rápida por tudo, mas se quiser sentar em um restaurante e respirar nesse fim de jornada ou pegar um trem para visitar o exuberante lago Bled, vale uma estadia para ir embora sem pressa.

Se o seu desejo for conhecer o tão famoso lago, os trens da Slovenian Railways passam com certa frequência e o bilhete custa cerca de 6€. Se estiver empolgado, vale até alugar uma barraca em um camping por lá e ter a legítima experiência de acampar a beira do lago.

Os voos de Ljubljana para São Paulo são escassos, mas ainda encontra-se trajetos múltiplos onde a volta pode sair mais em conta. Em média, uma chegada a Frankfurt e volta da capital eslovena pode ser encontrada a R$ 4.600, mas tudo irá depender da data estipulada no roteiro.

  • Moeda: Euro (R$ 3,32 = 1€)
  • Como se locomover: planeje sua viagem interna através das empresas FlixBus e Hellö.
  • Quantos dias: dois dias

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