Mochilão pela América do Sul: roteiros e quanto custa

A América do Sul é onde estamos, nossa área, certamente o continente com o qual mais nos identifiquemos culturalmente, e provavelmente por esse motivo seja na maioria dos casos o primeiro destino internacional dos viajantes brasileiros.

O meu papel nesse post é te ajudar a planejar esse tão sonhado mochilão pela América do Sul. Trata-se de um continente gigantesco, composto por 13 países (maioria de língua espanhola) e em nenhum deles é exigido visto de entrada para brasileiros, inclusive, nos países pertencentes ao Mercosul não é exigida nem apresentação de passaporte brasileiro para entrada; um RG original de 10 anos ou menos é suficiente para o acesso a esses países.

Como definir seu roteiro de Mochilão pela América do Sul

Para definir seu roteiro de Mochilão pela América do Sul três aspectos são primordiais:

  1. Quanto tempo disponível para viagem você tem;
  2. Quanto de dinheiro você dispõe para essa viagem;
  3. Quais devem ser os pontos fortes do roteiro.

O tempo disponível é o principal critério pra definir seu roteiro porque muito embora o desejo seja conhecer a maior quantidade possível de cidades e pontos turísticos temos que analisar o que é viável em relação ao deslocamento e ainda – isso falo por experiência própria – a possibilidade de conhecer melhor e por mais tempo os lugares por onde passa, que é muito melhor do que passar com pressa pelas cidades apenas para fotografar pontos turísticos sem nem bem entendê-los em muitos dos casos.

Em cada um dos países da América do Sul existe uma diferente moeda e diferentes cotações, portanto, saber o quanto de dinheiro tem disponível para viagem ajuda a planejar as economias para o destino escolhido. Esta informação (dinheiro disponível) está ainda diretamente ligada com o tipo de mochilão que deseja fazer, pois certamente serão diferentes os custos de quem viaja acampando e pedindo carona daqueles que viajam se hospedando em hostels e se transportando com ônibus/táxi/avião.

Último critério indispensável, saber os pontos fortes do seu roteiro – muito embora seja certo que muitos lugares o surpreenderão -, ou seja, saber quais cidades e/ou atrações no seu roteiro que mais deseja visitar é importante para manter foco no planejamento (antes e durante a viagem) do tempo e dinheiro disponíveis, bem como priorizar escolhas diante de prováveis imprevistos de viagem. Quando o mochilão é realizado em grupo esse último item se torna ainda mais importante para tomada de decisões coletivas durante a viagem.

3 sugestões de roteiros

Por se tratar de um território tão extenso as possibilidades de rotas são inúmeras, e a não ser que você tenha muitos dias/meses disponíveis para viajar, é necessário escolher por onde começar. Alguns países fazem fronteira com Brasil e, portanto, mais fácil para quem mora na região sul ou sudeste, por exemplo, iniciar sua viagem pela Argentina ou Uruguai muitas vezes estendendo ao Chile antes de retornar; para quem vive na região central do Brasil melhor seria iniciar seu roteiro pelo Paraguai, conhecer Foz do Iguaçu e assim ingressar na Argentina ou até mesmo entrar pela Bolívia com o trem da morte em Corumbá/MT e dai seguir para o Peru; aos que vivem nas regiões do norte e nordeste do país talvez iniciar um tour amazônico e depois ingressar na Venezuela após uma visita ao Monte Roraima seja outra ótima opção, além das Guianas.

A partir dessa ideia de divisão do Brasil em três grandes áreas – sul, centro e norte – irei propor, então, alguns possíveis roteiros de Mochilão pela América do Sul para cerca de 30 dias, e peço que considerem, claro, a possibilidade de cruzar ou somar estes roteiros a partir das cidades próximas de um ou outro. Pegue então seu mapa (mais um item indispensável para começar a se planejar) e vamos lá!

 

– SUL: Argentina/Uruguai/Chile

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Para facilitar esse roteiro melhor iniciar pelo Uruguai, pois por qualquer um dos outros países certamente se perderia tempo em trajetos de ir e vir – a fluidez do roteiro é extremamente importante para otimizar tempo e dinheiro da viagem.

Para ingressar no Uruguai é possível comprar um vôo direto para Montevidéu ou ainda (e essa opção é geralmente mais barata) comprar passagem para Porto Alegre, de lá pegar ônibus para o Chuí e então atravessar a pé a fronteira com o Uruguai onde haverá uma alfândega e ônibus disponíveis para cidades próximas. De lá há possibilidade de conhecer belas cidades litorâneas do Uruguai, em seguida ir a capital Montevidéu onde é possível atravessar para Argentina de barco e, após visitar algumas cidades, conhecer a região central do Chile. Do Chile é possível retornar diretamente de avião ao Brasil ou voltar de ônibus cruzando novamente a Argentina.

Não considerei aqui a bela região norte da Argentina e Chile, bem como a Patagônia argentina e chilena que certamente é um roteiro a se fazer a parte.

Roteiro de 30 dias: Brasil (Porto Alegre, Chuí) – Uruguai (Punta del Diablo, La Pedrera, La Paloma, Punta del Leste, Montevidéu) – Argentina (Buenos Aires, La Plata, Rosário, Córdoba, Mendoza) – Chile (Santiago – e cidades próximas – Vina del Mar, Valparaíso) – Brasil (Porto Alegre – ou duas cidade)

 

– CENTRO: Bolívia/Chile/Peru

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Aos que estão na região central do país estão disponíveis as rotas mais baratas de Mochilão na América do Sul, tanto para os que iniciam pelo Paraguai (através de Foz do Iguaçu) e norte da Argentina mas principalmente para os que iniciam por Bolívia e Peru (roteiro que irei propor), pois se tratam dos países onde o real é mais valorizado no continente. Somado a isso, esse roteiro oferece paisagens de cair o queixo.

Muitas possibilidades não serão contempladas nesse roteiro, como a capital Lima, Mancorra e Huaraz, lindos destinos no Peru que podem ser visitados em um novo roteiro que contemple também o Equador.

Minha sugestão de roteiro (que eu mesma realizei em 2012) é feita de forma circular para otimizar o tempo e também por conta da altitude de algumas cidades – neste roteiro a altitude das cidades aumenta gradativamente possibilitando melhor adaptação ao ambiente.

Roteiro de 30 dias: Brasil (Campo Grande, Corumbá – trem da morte) – Bolívia (Santa Cruz de la Sierra, Cochabamba, Sucre, Potosi, Uyuni – 3 dias no Salar de Uyuni e deserto boliviano) – Chile (San Pedro de Atacama, Arica ou Iquique) – Peru (Arequipa, Ica, Cusco, Águas Calientes – Machu Picchu – Cusco, Puno) – Bolívia (Copacabana – Isla del Sol – La Paz, Santa Cruz de la Sierra – trem da morte) – Brasil (Corumbá, Campo Grande).

 

– NORTE: Venezuela/Colômbia/Equador

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A região norte é certamente a mais enigmática e desconhecida do país e ainda assim possui diversas possibilidades de roteiros, por conta das várias opções de escolha do início da rota, a fronteira com as pouco turísticas Guianas e a proximidade, ao ingressar a Venezuela, com as regiões caribenhas ao norte.

Poderia aqui me perder em belíssimos roteiros pelos países e ilhas paradisíacas ao norte do continente, ou mesmo por pequenas cidades do interior dos países que revelam ótimas atrações, porém me proponho aqui a sugerir rotas clássicas para mochileiros de primeira viagem internacional. Claro que com seu mapa nas mãos e muita paciência e curiosidade para pesquisar o céu é o limite e seu roteiro pode ir para onde quiser – sempre pensando no percurso de forma a otimizar tempo e dinheiro da viagem (lição que nenhum mochileiro deve esquecer!).

Roteiro de 30 dias: Brasil (Boa Vista) – Venezuela (Santa Elena de Uairén, Canaima, Ciudad Bolívar, Caracas, Los Roques, Valência, Mérida) – Colômbia (Bucaramanga, Cartagena, Medelín, Bogotá, Cali) – Equador (Quito, Banos, Santo Domingo, Quito) – Brasil (cidade de origem).

Quanto custa um mochilão pela América do Sul

Talvez seja a ‘pergunta de um milhão de dólares’ entre viajantes de todo mundo, mesmo porque os custos são muito relativos ao estilo de mochileiro que se é e quais as prioridades da viagem. Comer bem em restaurantes importantes, andar apenas de táxi ou escolher classes superiores em transportes, comprar muitas lembrancinhas, exagerar nas badalações ou até mesmo a falta de pesquisa de hospedagens mais baratas encarecem a viagem.

A variação do dólar está diretamente ligada ao custo de qualquer mochilão assim como o destino escolhido (como eu disse antes, os países da América do Sul possuem diferentes moedas e cotações).

Sem mais delongas, eliminando valor de vôos de ida e volta e estimando apenas custos de hospedagens, passagens de ônibus, alimentação e passeios no período proposto de 30 dias e contando que serão priorizados sempre os menores custos de serviços em geral durante a viagem, creio que os roteiros variem de U$ 1.200 a U$ 2.000 (dólares), sendo o roteiro central o mais barato de todos e o roteiro norte o mais caro.

Dicas e alertas para a viagem

– Verifique sempre quais documentos são exigidos para entrada em cada país (as exigências podem mudar a qualquer momento);

– Verifique com antecedência quais vacinas ou precauções em relação a saúde ou segurança devem ser tomadas nos lugares que visitará;

– Compreenda o clima e altitude dos locais que visitará no período da viagem bem como dos passeios que fará a fim de se programar em relação a compra de roupas adequadas e equipamentos;

– Leia com atenção as instruções (geralmente enviadas por email) das companhias aéreas, a fim de que nenhuma exigência específica da companhia passe desapercebida;

– Acompanhe a cotação do dólar no período próximo a viagem a fim de se programar em relação a imprevistos nos valores das moedas que utilizará;

– Leve sim apenas uma mochila cargueira, qualquer outro tipo de bagagem dificultará sua locomoção. E não exagere no peso da bagagem (de 10 a 15 kg é o ideal), afinal você a carregará o tempo todo;

E boa viagem! Deixe nos comentários o que está planejando conhecer em sue mochilão América do Sul!

 

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