Como mudar de emprego me fez descobrir a verdadeira Londres

Não há desculpa para ficar entediado e sem ter o que fazer em Londres. As opções são muitas: ir no teatro ou numa galeria, passear no parque, fazer passeios fotográficos, parar num pub para uma cerveja, tomar um café num dos milhões de Starbucks/Costa/Caffe Nero/ Pret-a-manger, assistir ao show da sua banda favorita ou ir naquele restaurante tailandês para comer algo diferente.

Quantas vezes eu me prometi a ir naquele concerto X quando subia a escada rolante no metrô? Para quantas exposições eu não fui porque não podia estar de folga no dia ou porque não tinha companhia? E aquela ida no cinema para ver aquele tão aclamado filme que nunca aconteceu? Ou aquele festival no parque que eu não fui para evitar multidão?

Nesses três anos morando em Londres, eu deixei muita coisa de lado. Prevejo julgamento, mas tive motivos. Uma rotina puxada, com dias de folga espaçados e inconstantes, onde eu lidava com uma média de 100 pessoas desconhecidas por dia, num corre-corre que às vezes começava pela manhã e seguia pela madrugada.

Meus dias de folga eram quase sempre reservados para não ver gente. Para me aquietar, para descansar, para ver o seriado favorito, enquanto a cidade efervescia do outro lado da janela. Sair de casa, fazer alguma coisa realmente interessante, era raro, e os dias se tornavam muitas vezes dias desperdiçados.

Uma das minhas resoluções de ano novo (inclusive, a mesma resolução desde 2015) era justamente mudar isso: estabelecer uma rotina e tirar proveito dela – algo que se tornou mais fácil com um novo emprego, com horários definidos e dias de folga fixos.

Amigos convidando para ir dar uma volta em Southbank Centre e tomar um café? Vamos! Convite para ir numa galeria com exposição fotográfica gratuita sobre o pós-Guerra Fria? Sim, com certeza! Ir num pub em Turnpike Lane jogar conversa fora? Claro! Brunch no domingo para botar o papo em dia? Certamente! Cair na pista numa festa de aniversário no sábado à noite? Absolutely.

Porém, não é sempre que a companhia aparece. Às vezes, a melhor companhia é você. Para ir naquela exposição de arquitetura e design de interiores (um interesse que você não divide com mais ninguém), parar tirar fotos no parque perto de casa, para ler uma revista em Kings Cross com um latte quentinho e aconchegante, para perambular por Covent Garden sem pretensão de comprar coisa alguma.

Não deixará de ir a palestras e feiras de Design por falta de companhia/ Foto: Lívia Moura
Não deixarás de ir a palestras e feiras de Design por falta de companhia/ Foto: Lívia Moura

A cidade está aí, de braços abertos, seja você mais reservado ou um party animal. E que venham os festivais de verão! Os ingressos já estão à venda para quem quiser. Queens of the Stone Age e The Hives num parque do lado de casa? Não tem como perder, amigos!

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Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Lívia Moura.

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