Com clima agradável, bem parecido com o do Brasil, praias encantadoras e alto nível de qualidade de vida, trabalhar na Austrália é um plano de muitos brasileiros. Passam os anos, mas a “terra do canguru” continua a ser convidativa a todos aqueles que desejam imigrar de formar legal, oferecendo muitas oportunidades.

Trabalhar na Austrália em 2018

Mesmo sendo considerado ainda um país com excelentes condições para os estrangeiros, a tendência é que o processo de solicitação de vistos fique um pouco mais exigente. O Ministério da Imigração australiano anunciou no ano passado que o sistema está prestes a passar por mudanças para que seja mais condizente com a realidade socioeconômica atual. Por isso, se você tem interesse em trabalhar na Austrália, é fundamental acompanhar o site desta instituição para ficar a par das alterações que vêm por aí.

Existem dois tipos principais de contrato de trabalho na Austrália. Em ambas as opções a remuneração é por hora trabalhada, sendo que o salário mínimo na Austrália é de AU$ 18,29 por hora atualmente.

  • Part-time job: É o tipo de vaga onde mais se encontram estudantes, até porque estes só podem trabalhar cerca de 40 horas quinzenais durante o período de aulas. O horário é fixo, não ultrapassando 4 horas de trabalho por dia.
  • Full-time job: Neste caso, é preciso cumprir uma carga horária semanal média de 38 horas. Depois da crise de 2012, o acesso de estrangeiros a esse tipo de trabalho passou a ser de certa forma mais limitado. Antes, mesmo sem sair do Brasil, era possível conseguir uma colocação, com direito a “apenas” uma entrevista via Skype. A empresa interessada em contratar o candidato deve apresentar uma carta de Sponsorship afirmando que não existe mão-de-obra nacional que cumpra os requisitos necessários.

Ainda existe a possibilidade de trabalhar como casualNão é exigido um compromisso diário, tampouco horário fixo. As empresas entram em contato quando precisam do funcionário. São bem comuns esses tipos de serviços em shows, bares, formaturas, jogos em estádio. Para atuar desta forma é necessário se inscrever em uma das agências que operam com este tipo de serviço.

Que tipo de visto solicitar

Antes de se planejar para mudar de país, é importante saber que tipo de visto se adequa ao seu objetivo. Quem quer ir trabalhar na Austrália precisa saber como funciona a autorização que permite o exercício de alguma atividade remunerada.

O visto específico para trabalho ou skilled visa é um dos mais desejados, mas também aquele que tem se tornado mais difícil de conseguir. Neste caso, a concessão do visto está diretamente ligada ao contrato e todo o processo é conduzido pela empresa que tem interesse em contratar o estrangeiro. O cargo precisa constar na lista de profissões em demanda na Austrália e a mesma é constantemente atualizada.

A primeira mudança anunciada pelo governo já entrou em vigor em março e extinguiu o Temporary Work Skilled Visa (subclass 457). A partir de agora, o visto de trabalho temporário é chamado Temporary Skill Shortage Visa (subclass 482) e tem duração de dois a quatro anos. O skilled visa custa a partir de AU$ 1.150, mas geralmente é patrocinado pela empresa contratante.

É importante lembrar que receber um visto para trabalhar na Austrália não significa que a permissão de trabalhar e morar é para sempre. Os vistos de trabalho são concedidos para situações temporárias. Uma pessoa que tenha obtido o visto através de uma proposta de emprego, ao terminar o contrato o visto também irá expirar.

Para quem tem dupla cidadania e entre 18 e 30 anos, existe ainda uma outra possibilidade. O Work and Holiday Visa e o Working Holiday Visa concedem uma estadia de até um ano na Austrália com a permissão de trabalhar nesse período, sendo não mais que seis meses com o mesmo empregador. O candidato também não deve ter nenhuma criança ao seu encargo enquanto estiver fora do Brasil. Passaportes portugueses e italianos são aceitos para o efeito. Os preços para esse tipo de visto partem dos AU$ 440.

Pode estudar e trabalhar na Austrália ao mesmo tempo?

A opção mais escolhida pelos brasileiros que querem trabalhar na Austrália é justamente essa, uma vez que é possível estudar e ter um trabalho, desde que sejam cumpridos alguns requisitos. O visto a ser solicitado é o Student Visa (subclass 500) e ele pode inclusive incluir outros membros da família.

Com o visto de estudante é possível trabalhar desde que:

  • O estrangeiro não exerça atividade laboral antes do curso começar;
  • Não trabalhem mais que 40 horas quinzenais enquanto estiver em período de aulas (durante as férias, o tempo de trabalho é ilimitado).

Vale ressaltar que essa carga horária não inclui trabalhos ligados ao curso frequentado pelo solicitante do visto, trabalho voluntário ou qualquer outro tipo de atividade não remunerada e ligada à comunidade.

Os dependentes daquele que solicitar o visto também podem trabalhar até 40 horas por quinzenais em qualquer época do ano. O limite de horas deixa de existir, no entanto, quando o estudante fizer um mestrado ou doutorado.

Sites para procurar emprego na Austrália

Apesar das coisas estarem mais complicadas para quer encontrar um emprego na Austrália antes mesmo de sair do Brasil, não custa nada tentar. Se nada surgir, você pode, pelo menos, investigar o mercado de trabalho local e entender a lógica.

Um dos primeiros passos é usar o seu LinkedIn para essa tarefa. Se ainda não tiver um perfil, vale a pena criar. Se o mesmo não estiver atualizado, não perca tempo. Especialmente para empresas estrangeiras, essa é uma importante ferramenta na hora do primeiro contato com candidatos. A dica vale tanto para quem quer trabalhar na Austrália como em outros países.

Os sites abaixo são alguns dos mais usados na hora de encontrar emprego em território australiano.

1- Job search
2- Careerone
3- Aistasker
4- SpotJobs
5- Gum Tree
6- JobNet

*Artigo publicado originalmente em novembro de 2016 e atualizado em 26 de março de 2018.

Acompanhe mais dicas também no Facebook e YouTube

Veja também:

Atenção: Este conteúdo é de exclusividade do Já Fez as Malas? e não pode ser reproduzido parcial ou integralmente sem autorização prévia. Caso queira referenciar o conteúdo abordado neste artigo, pode-se utilizar um link para a matéria.

Sobre o Autor

Redação

O Já Fez as Malas? é feito por e para brasileiros apaixonados por conhecer outras culturas, viagem, gastronomia e para quem sonha em morar fora.

Artigos Relacionados