Quanto custa fazer High School nos Estados Unidos?

Em tempos onde é preciso desembolsar muito dinheiro para ter acesso a um ensino de qualidade, muitas famílias optam por colocar seus filhos com idades entre 14 e 19 anos em programas de High School nos Estados Unidos – o que, dependendo do caso, pode sair até mais barato que continuar os estudos no ensino particular brasileiro.

A modalidade, largamente disponibilizada por agências de todo o país, visa introduzir o jovem que já está ou vai começar o Ensino Médio em breve, a um determinado período cursando o ano equivalente, no exterior. Geralmente, os Estados Unidos costuma ser a primeira opção, tanto pela facilidade em que o processo é estabelecido quanto pelos valores, que tendem a ser inferiores a outros países europeus, por exemplo. Mas afinal, quanto custa?

High School nos Estados Unidos: preços e períodos

Com durações que podem variar de seis meses a um ano, os programas mais comuns para fazer o High School nos Estados Unidos são oferecidos através de agência de intercâmbio convencionais, ONGs, entidades e corporações diversas, seja em forma de pacotes contratados ou bolsas de estudos integrais ou parciais.

De toda forma, a metodologia é praticamente a mesma, onde o aluno será introduzido por completo na cultura e cotidiano norte-americano, vivendo em casas de famílias locais e interagindo 24/7 com cidadãos e costumes. Ao contrário do que costuma acontecer em cursos de idiomas, o High School geralmente coloca o estudante em espaços onde não há contato com outros brasileiros – ou seja, aprender inglês é questão de sobrevivência e bem-estar.

Os custos de um High School nos Estados Unidos costumam variar de acordo com a agência escolhida, programa de intercâmbio contratado ou mesmo bolsa de estudos adquirida. Entretanto, ao contrário das opções voltadas à adultos, estudar no país costuma ser mais barato e menos burocrático para os jovens nessas condições.

Geralmente, a média de valores costuma ficar em torno de US$ 7 mil para um semestre e US$ 10 mil para um ano letivo, o que já inclui eventuais despesas com a escola (que pode ser pública ou particular), hospedagem em casa de família ou residência estudantil, seguro saúde, transfer do aeroporto até a host family, e também eventuais reuniões de orientação e suporte ao estudante dentro do programa de intercâmbio.

Em adição do gasto relativo aos estudos e relacionados, a família brasileira normalmente deve arcar com os custos das passagens aéreas (ida e volta aos EUA), almoços na escola, itens de higiene e vestimenta, bem como material escolar, livros e outros. Geralmente, além destes, recomenda-se um depósito mensal entre US$ 200 e US$ 300 para garantir o conforto do estudante – entretenimento e gastos fora da escola -, mas em alguns casos esse valor mensal pode cair pela metade.

O pagamento pode ser efetuado através de um depósito em cartões do tipo Visa Travel Money, o qual deverá estar em poder do estudante durante todo o período contratado, oferecendo assim maior controle aos pais.

Por onde começar?

Como exemplo de investimentos reais nesse programa, excluindo os depósitos de manutenção mensais, utilizamos uma cotação aproximada fornecida pela CI Intercâmbio para exemplificar um semestre letivo sob custo a partir de US$ 7.500. O valor inclui, além da escola, a hospedagem, refeições e suporte por parte da agência. Não estão inclusas despesas com passagens aéreas; custos com passaporte, taxas e vistos; despesas pessoais; assistência médica internacional; e taxas diversas.

Já na STB Intercâmbio, existem duas opções de ensino público onde o jovem pode cursar o High School de seis a doze meses nos Estados Unidos. O primeiro, J-1, tem o melhor custo-benefício, e custa a partir de US$ 6.943 por semestre. Nele, o estudante não poderá escolher onde irá estudar e a resposta sobre a aprovação de sua estadia pela família hospedeira pode acontecer há apenas alguns dias antes do embarque. É realmente indicado para quem está pronto para topar tudo o que vier.

Na segunda opção, o programa público F-1 já permite que o estudante escolha o distrito em que deseja estudar, bem como configurar sua grade curricular. O custo é elevado, podendo ser contratado a partir de US$ 13.050 por semestre. Além da possibilidade de escolha, o valor cobrado também é direcionado a cobrir o montante que um estudante americano custa aos cofres públicos do país. As famílias que recebem os estudantes também têm uma ajuda de custo para recebe-los.

Diploma de High School

E não pense que fazer o High School nos Estados Unidos está limitado somente ao período máximo de um ano letivo. Afinal, desembolsando alguns bons dólares a mais, o estudante pode ingressar no ensino particular e cursar todo o ensino médio no país – com direito a diploma e toda a creditação necessária.

Para isso, será preciso entrar em contato com agências ou instituições que ofereçam essa possibilidade. O primeiro exemplo já pode ser encontrado através da EF Academy, que possui programa com duração de 2 a 4 anos sediado em Nova York. Apesar de particular, o sistema é bastante rígido para permitir que o estudante “passe de ano”. Para isso, a cada final de ano acadêmico este deverá apresentar todas as matérias com notas de A a C, bem como realizar um teste geral. Neste programa, os custos por termo vão de US$ 13.950 a US$ 15.750 e de US$ 41.850 a US$ 47.250 por ano.

Já na STB Intercâmbio, a oportunidade através das escolas privadas dão liberdade ao aluno cursar quantos anos desejar, bem como obter a certificação de conclusão do ensino médio americano, mediante pagamento semestral a partir de US$ 14.640. Algumas das escolas presentes à escolha no programa ainda são as chamadas Prep Schools, ou seja, preparatórias para guiar o jovem a uma escolha assertiva de universidade nos EUA.

Bolsas de Estudos

No caso da falta de condições financeiras para se inscrever em um programa de High School através de agências, o estudante pode optar por aplicar a um processo de bolsa de estudos. A World Study, por exemplo, oferece anualmente uma espécie de concurso como forma de promover a seleção de determinado número de alunos para uma bolsa.

Também com seleção anual, o Rotary Club promove o Youth Exchanges, que consiste em uma iniciativa cultural onde o jovem entre 15 e 19 anos pode cursar todo o ano letivo nos Estados Unidos ou outro país de sua escolha, mediante aprovação em uma bateria de provas e entrevistas eliminatórias. Uma vez selecionado, o Rotary é responsável por custear todas as despesas com os estudos e a família hospedeira; os pais devem arcar somente com os gastos inerentes à passagens aéreas, seguro-viagem, passaporte, visto e despesas pessoais.

Outra opção está no programa Global Citizens of Tomorrow, uma iniciativa da ONG AFS que oferece bolsas de estudos a jovens da rede pública ou bolsistas integrais em instituição particular com renda familiar de até seis salários mínimos e de excelente desempenho acadêmico (notas acima de 8).

A ANS cobrirá todas as despesas, incluindo passagens aéreas, hospedagem, alimentação, transporte para a escola, materiais didáticos, seguro saúde e ainda fornecerá ajuda de custo mensal de US$ 120 para que o aluno gaste como quiser.

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