Entre os maiores questionamentos do processo de imigração, o ensino nos Estados Unidos pesa na decisão dos que possuem filhos em idade escolar ou que pretendem constituir família no exterior. É possível estudar de graça ou é preciso pagar para ter acesso a bons colégios? Descubra quais as diferenças estruturais e custos para estudar do exterior.

Como funciona o ensino nos Estados Unidos

Antes de mais, é fundamental que os pais entendam como funciona a estrutura do ensino nos Estados Unidos, principalmente quando falamos sobre a educação primária e fundamental no país.

Basicamente, em termos de permanência na escola não há muitas diferenças, considerando que uma criança que ingresse na pré-escola aos quatro anos de idade, estará formada no ensino superior aos 25 anos ou até mesmo com títulos de mestrado ou doutorado. Entretanto, quando falamos sobre a estrutura de ensino, muita coisa muda – ao menos até o exato momento.

Elementary School

Totalizando 12 anos de estudo entre o ensino primário e secundário, os cinco ou seis primeiros anos são chamados de Elementary School, onde a criança ingressa aos seis anos de idade e cursa obrigatoriamente todas as disciplinas comuns e eletivas. Durante os últimos anos desse “bloco”, o adolescente passa ao nível de Junior High School – o que compreende aos três últimos anos do Ensino Fundamental brasileiro.

Middle School

Findo esse período, dá-se início ao ensino secundário, segmentado em dois períodos de três anos cada: o Middle School, algo parecido com o nosso Ensino Fundamental II; e o High School, popularmente conhecido no Brasil como Colegial.

High School

No Ensino Médio, uma das diferenças mais gritantes diferenças observadas no ensino nos Estados Unidos é a eletividade das matérias, sendo obrigatórias somente três disciplinas: inglês, matemática e história. Assim como se prevê na reformulação do ensino médio brasileiro, nos EUA matérias como física, química, biologia, artes, música, computação, fotografia, línguas estrangeiras, carreiras técnicas e outras são opcionais. Dessa forma, o estudante é direcionado e escolher as disciplinas pelas quais possui maior afinidade e que deseja seguir para sua vida profissional.

Quais as principais diferenças do ensino brasileiro?

Uma das diferenças entre estudar nos Estados Unidos e no Brasil é que apenas 10,7% dos jovens americanos frequentam em escolas particulares, uma vez que estas costumam ter custos anuais (tuition) quase equivalentes a algumas universidades do país.

Essa pequena porcentagem é abraçada por pais que desejam ter um maior direcionamento e controle sobre o ensino dos pequenos. No caso, pode-se optar entre escolas de categorias específicas, como as religiosas, as internacionais, montessorianas, bilíngues e outras. Em geral, o valor desse ensino fica entre US$ 8 mil e US$ 25 mil, sendo as religiosas as mais baratas e as boarding schools (internatos) as mais caras.

De outro lado, há os que não possuem tal exigência e preferem matricular seus filhos em escolas públicas, vendo nelas a possibilidade de economizar durante todo o período letivo para arcar com uma boa faculdade no futuro.

Preços – Tuition

Nesse caso, toda criança têm direito a estudar no colégio público referente ao seu distrito de morada. Aliás, muitos pais acabam por decidir o local onde irão viver com base nas escolas que cercam tal área – em geral, os bairros com as melhores escolas tendem a encarecer as residências aos arredores. Onde as escolas são consideradas excelentes, pode-se pagar entre US$ 1 mil e US$ 2.800 em taxas anuais para a instituição. Para fazer uma consulta mais detalhada com o ranking de qualidade em cada localidade dos Estados Unidos, acesse o portal Great Schools ou School Digger.

Ao contrário do Brasil, nem mesmo o Ensino Médio possui horário noturno de estudo, mas antes de ingressar na faculdade a criança ou jovem deve cursar um período integral dentro da escola, geralmente das 7h45/8h às 14h4/15h. Para almoçar, pode-se levar um lanche de casa ou comer no refeitório do colégio mediante pagamento de US$ 2 a US$ 5,75/ dia – alunos que comprovem baixa renda são isentos desse custo.

Por fim, enquanto no Brasil as escolas preparam o aluno para prestarem o vestibular, as escolas americanas focam na vivência do ensino, voltada às aptidões e orientada para a vida profissional.

Ensino Superior nos EUA

Quando falamos em Ensino Superior, muita coisa muda, principalmente quando diz respeito à estruturação dos níveis e da metodologia. Afinal, para algumas profissões, até mesmo uma pós-graduação (para um mestrado ou doutorado) pode ser obrigatória.

Recorda-se da eletividade das matérias no Ensino Médio? Pois a mesma se estende ao Ensino Superior. Isso acontece pois nos dois primeiros anos da universidade – em busca de um bacharelado -, o aluno precisa cursar uma série de disciplina gerais, não necessariamente atreladas ao seu interesse, mas que atuam como um conhecimento base para dar continuidade ao curso.

Durante os quatro anos convencionais da Graduação, o aluno tem a flexibilidade de poder migrar entre cursos até encontrar o que acredita ser sua aptidão. Com isso, basta apenas transferir algumas matérias para o novo curso. Entretanto, ao formar-se com um bacharelado, algumas carreiras de alto nível ou com intenções de progressão, pedem o ingresso em uma pós-graduação, obrigatória em profissões como Biblioteconomia, Engenharia, Saúde Comportamental e Pedagogia.

Em geral, para ingressar em uma pós é necessário passar no exame GRE (Graduate Record Examination). Para outros cursos de níveis específicos, será preciso apresentar documentos como o LSAT (para Direito), MCAT (para Medicina) e GRE ou GMAT para Administração de Empresas.

Durante a Graduação (Undergraduate), muitos estudantes costumam optar pelo ensino em Community Colleges – ou seja, instituições gratuitas (paga-se apenas algumas taxas e material didático) que aplicam conteúdo superior e programas de até dois anos de duração. Ao final deste prazo, pode-se transferir seus créditos atuais para uma universidade convencional (particular, estadual ou tecnológica) para dar continuidade nos estudos.

Além dessa metodologia, outros estudantes com níveis acadêmicos de excelência – inclusive candidatos estrangeiros – aplicam a Financial Aids, ou seja, bolsas de estudos. Nesse caso, grandes instituições como Harvard, por exemplo, podem financiar todas as despesas com estudo, material didático, moradia, transporte e alimentação.

Em outros casos, as bolsas também podem ser parciais a estudantes de baixa renda e bons resultados em seu histórico escolar. Mas por regra, as melhores universidades norte-americanas são mantidas por entidades particulares. Instituições estaduais também são pagas, entretanto com anuidade e reconhecimento um pouco inferior às particulares.

Além destes e dos Community Colleges, existem também os institutos de tecnologia (como é o caso da Caltech e do MIT), os quais são pagos e oferecem cursos de graduação e também oportunidades de curta duração nas áreas de ciência e tecnologia.

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Sobre o Autor

Heloisa Von Ah

Apaixonada por cinema, gatos e tecnologia, descobriu que viajar também é indispensável. Percebeu que o mundo é bem maior que uma cidade do interior paulista e após mais de um ano em Portugal, aguarda a próxima aventura.

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