Quando alguém diz que quer morar nos EUA, nós imediatamente associamos a alguém que quer trabalhar para ganhar um bom dinheiro. Conhecida como a terra da oportunidade, durante muito tempo as pessoas se mudavam para a América com ideia de ‘fazer um pé de meia’ e voltar para o seu país de origem. Mas isso mudou, e muitas pessoas que se mudam para os Estados Unidos atualmente vão em busca de qualidade de vida.

Como morar nos EUA para trabalhar

Se você deseja morar nos Estados Unidos, deve estar pretendendo arranjar um trabalho por lá. Por mais que a empregabilidade do país seja alta, é preciso ter consciência que não é fácil ser colocado no mercado de trabalho americano com rendimentos anuais altos. Somente pessoas com alta qualificação e que se candidatam a vagas com escassez de mão de obra na América encontram maior facilidade para conseguir um bom emprego no país. Para saber o que é preciso para trabalhar legalmente de forma temporária ou definitiva nos Estados Unidos e algumas oportunidades de trabalho por lá, confira o nosso artigo especial sobre trabalhar nos Estados Unidos.

Como estudar nos Estados Unidos

Esse é outro motivo que leva muitos brasileiros e pessoas do mundo todo a querer morar nos Estados Unidos. Motivos para isso não faltam: os Estados Unidos possuem as melhores universidades do mundo, oferecem oportunidades de trabalho e estágio remunerado durante os estudos e ainda, morando no país desenvolve-se a fluência em inglês, o que é pré-requisito para as melhores vagas de emprego em todo o mundo. Para saber quais as vantagens e desvantagens de estudar nos EUA e quais são as regras, vistos e dificuldades que os estudantes encontram para ir para o país, veja nosso post sobre estudar nos Estados Unidos.

Custo de vida para morar nos Estados Unidos

“O custo de vida nos Estados Unidos é alto” é quase uma máxima que ouvimos para todo lado. Não deixa de ser verdade, mas é relativo. Primeiro, precisamos considerar que é um país com proporções continentais (maior do que o Brasil), que tem cidades muito mais caras do que outras. As cidades onde o custo de vida é mais alto, é onde os salários também são mais altos. Exatamente como acontece aqui no Brasil: em São Paulo, os salários são mais altos do que a média do país, no entanto, o custo de vida da cidade também é elevado.

Lembrando do índice da OECD, a renda do país é a mais alta entre os países analisados, certo? No entanto, de acordo com um estudo realizado pelo site Numbeo em 2015 que apurou os países com maior custo de vida do mundo, os Estados Unidos estão apenas em 25º lugar.  E ele só não está mais abaixo nesse índice devido ao valor dos aluguéis serem muito altos por lá.  Para se ter uma ideia, o salário médio mensal de um americano é de US$2,728.16, com impostos já deduzidos. O aluguel por mês de um apartamento de 1 quarto no centro das cidades varia de US$700 a US$1.800, uma fatia de cerca de 32,1% do salário gasto em moradia.

Confira aqui quais são os maiores gastos dos americanos quando o assunto é custo de vida. Veja quanto por cento da renda mensal recebida é gasta com cada quesito, segundo o site Numbeo:

  • Alimentação consome 32,9% da renda dos americanos.
  • Aluguel/moradia: 32.1%
  • Restaurantes: 12,8%
  • Transportes: 9.5%
  • Utilidades do mês:5.7%
  • Esporte e Lazer: 4.9%
  • Vestuário e calçado:2.1%

Assim fica fácil visualizar o que é caro e o que é barato no custo de vida dos Estados Unidos. Veja aqui o postcompelto sobre custo de vida nos Estados Unidos nas cidades mais populosas.

Qualidade de vida

Um dos primeiros motivos que se pode pensar que faz as pessoas quererem morar nos Estados Unidos é a qualidade de vida. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) divulgou recentemente um relatório anual com a lista de países com a melhor qualidade de vida em 2015, e os Estados Unidos apareceram em 6º lugar dessa lista. A OCDE considerou, para construir esse ranking, dados estatísticos de felicidade da população, salários, moradia, índice de empregabilidade, senso de comunidade, educação, meio ambiente, participação cidadã, bem estar, saúde, satisfação com a vida, segurança e bom equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

O país se destacou em quase todos os quesitos analisados, em especial na renda, onde obteve nota 10 (a nota máxima) observada a relação entre a renda anual obtida pelo cidadão x custos de gastos com primeiras necessidades.  Para se ter ideia do quanto esse valor é significativo, o segundo país com a maior nota do ranking em relação à renda foi a Suíça com 7.4, seguido por Luxemburgo com 6.6.  A maior riqueza econômica dos americanos impulsionou o país para o topo das estatísticas também em outros quesitos como o acesso à moradia, saúde e educação de qualidade.

Mas no quesito equilíbrio vida-trabalho, o país é o 8º mais desequilibrado entre os países analisados, com nota baixa: 5.4. Os americanos passam horas demais no trabalho, fazem muita hora extra, o que compromete a saúde e a qualidade de vida. O baixo engajamento cívico de sua população também derrubou o país no ranking. Mas, ser o 6º país com a melhor qualidade de vida do mundo é algo notável e é por isso que muita gente quer morar nos Estados Unidos.  Veja os principais resultados apontados pelo OECD Better life Index para o país:

Renda – a renda média doméstica dos Estados Unidos é significativamente maior do a média dos demais países analisados na pesquisa. Enquanto os americanos têm renda média anual líquida per capita de US$ 41.355, a média dos demais países é de US$ 25.908. Nota atribuída pela OECD para renda:10

Emprego – a empregabilidade nos Estados Unidos continua alta, embora já tenha atingido patamares mais elevados anteriormente. Hoje em dia, 67% das pessoas com idades entre 15 a 64  anos do país têm emprego remunerado, um pouco acima da média dos demais países da OCDE, de 65%. Aproximadamente 73% dos homens têm um emprego remunerado, comparado a 62% das mulheres. Nota: 8.1

Escolaridade – a escolaridade da população americana também é alta, 89% dos adultos com idades entre 25 e 64 anos concluíram o ensino médio, acima da média da OCDE, de 75%. Ao contrário do que acontece com a empregabilidade, nesse quesito as mulheres se destacam pois 90% das americanas concluíram o ensino médio contra 88% dos americanos. Nota: 7.0

Saúde – a renda alta também impulsiona a qualidade da saúde dos americanos. A expectativa de vida da população é de quase 79 anos, um ano a menos do que a média da OCDE, de 80 anos. A  expectativa de vida das mulheres é de 81 anos, comparada a 76 anos para os homens. O nível de poluição do ar no país é mais baixo do que a média dos demais países analisados e a qualidade da água é aprovada por 85% da população americana, um pouco acima da média da OCDE, de 81%. Nota: 8.1

Segurança – o povo americano sente-se seguro. Apesar das conflituosas relações com ataques terroristas ou crimes com arma de fogo, os americanos sentem-se em segurança dentro do seu próprio país. E o índice da OECD concorda com a opinião dos moradores da América, o país ganhou Nota:8.9  neste quesito. Para se ter uma ideia, a nota do Brasil é 2.2 e do Japão é 10.

 

Visto para morar nos Estados Unidos

Quem nunca ouviu falar que tirar visto para os Estados Unidos é difícil? De fato, não é fácil. Como pessoas do mundo inteiro tentam entrar no país, o sistema e as leis da imigração são muito rígidos. Mas se você quer morar nos Estados Unidos, não desanime, é difícil, é  caro e é burocrático, mas não é impossível. Para cada motivo de viagem ao país – seja para turismo, estudo, negócios, tratamento médico, etc – existe um visto diferente, que exige procedimentos diferentes. Confira aqui o passo a passo de como tirar o visto americano.

Vale a pena morar nos Estados Unidos?

Finalmente, chegamos a essa questão, que é muito subjetiva. Para algumas pessoas vale muito a pena, mas isso depende de uma série de fatores, como:

  • Se você vai ter um bom trabalho por lá: quem se muda para os Estados Unidos com a garantia de um emprego que vai te dar boas condições de vida tem maior probabilidade de achar que vale a pena. Mudar para lá sem garantia de emprego, ou trabalhar em um subemprego (mesmo que ganhe um salário alto) não é para qualquer um.
  • Da cidade onde você vai morar: há excelentes cidades para se morar nos Estados Unidos, mas também há cidades que não valem a pena. É preciso avaliar a qualidade de vida que a cidade oferece antes de se mudar
  • Se você se adapta fácil à mudanças: mudar de país requer uma série de adaptações que muitas vezes não são fáceis. Tudo fica diferente: a língua, o clima, o relacionamento entre as pessoas, etc. Tem gente que tira a adaptação de letra, outros têm uma dificuldade tremenda
  • Se você é apegado demais à família e aos costumes do Brasil. – se você vai sofrer diariamente a falta da sua família, pode ser que não valha a pena. A saudade existe sempre, e para todos, mas alguns lidam bem com ela, outros não suportam.
  • Se você tem vontade de se integrar à cultura americana e conhecer o país – é muito mais fácil valer a pena morar em um país onde você se interessa pela cultura local.

Gostou desse post? Compartilhe e acompanhe mais dicas também no Facebook e YouTube

Veja também:

Facebook      Nosso grupo      Twitter    Youtube

Atenção Atenção
Este conteúdo é de exclusividade do Já Fez as Malas e não pode ser reproduzido parcial ou integralmente sem autorização prévia. Caso queira referenciar o conteúdo abordado neste artigo, pode-se utilizar um link para a matéria.

 

Comentários do Facebook

Sobre o Autor

Redação

Equipe do Já Fez as Malas?