Morando fora e aprendendo sempre

2017 acabou de acabar e 2018 já chegou com tudo! Neste mês de Janeiro, eu e o Guilherme completamos nove meses de vida-fora-do-Brasil e aprendemos valiosas lições durante esse tempo, lições essas que achamos pertinentes serem partilhadas, para que possam servir de ajuda a quem quer embarcar numa empreitada parecida com a nossa.

Escolha o acompanhante perfeito

No nosso caso, isso foi fácil: já éramos namorados, amigos e tínhamos o desejo de “morar fora” há muito tempo, individualmente. Quando nos conhecemos, esse desejo começou a tomar forma e cá estamos, há oito meses dividindo experiências na Europa. Mas a questão é: e se o Guilherme não existisse? Viajaria da mesma maneira? A questão é mais interna mesmo, para sair do Brasil e da zona de conforto é preciso auto-confiança e uma boa dose de boa vontade para deixar que o mundo te acolha.

Se puder contar com alguém, certifique-se se esta pessoa viaja igual a você, que goste de coisas parecidas – mesmo que os paladares sejam diferentes, é preciso ter alguma coincidência.

Não se compare aos outros

Cuidado com o que você vê nas redes sociais: todo mundo se edita um pouco. A vida não é perfeita para ninguém, a única coisa é que existem pessoas que gostam mais ou menos da sua rotina. Então seja feliz com o que tem e se não está satisfeito, faça uma lista e tente mudar essa realidade. Quase sempre alguém me pergunta: “Você foi a Roma quando estava na Itália?” e a resposta é “Não” e a reação do curioso é sempre a mesma: sorriso amarelo de decepção.

Temos a impressão que viajar dentro da Europa é algo fácil e barato e realmente é, mas apenas para quem tem tempo e dinheiro – eu sei que parece um pouco controverso, mas veja: mesmo para ir de Porto a Lisboa é preciso planejamento.

Então relaxe, não se sinta pressionado: cada um julga se 1 euro é muito ou pouco para seu orçamento. Nós mesmos, quando estávamos na Itália, não conseguimos visitar todo o país, apenas a parte Norte (que era onde morávamos e por consequência, mais barato para se deslocar) e em Portugal, só conhecemos Porto e Coimbra: e mesmo assim, nos consideramos bastante felizes em ter essas experiências até agora.

Aproveite o que cada lugar tem de melhor

Se está na Itália, procure aprender o italiano. Se está em Londres, procure acentuar o sotaque britânico. Se está em Portugal, procure entender as diferenças de expressões e vocabulário. Se está na Índia… enfim, deu pra entender o que quero dizer né? Doe-se ao lugar que você estiver, de corpo e alma.

Veja onde os moradores locais almoçam, fazem compras, o que compram, como se vestem, como falam, repare nos penteados, nos cachorros, no jeito de andar, os gestos que mais usam… analise e observe. Isso é a maior riqueza que existe: vivenciar uma nova cultura, então aproveite. Sabe aquela expressão “Quando em Roma, faça como os romanos”? Então…

Não faça apenas amigos brasileiros

Eu sei que esse item pode soar mal educado, mas não é. Amo os brasileiros, sou brasileira e tenho muitos amigos brasileiros (inclusive aqui, em Portugal,e sou muito grata por tê-los), mas não limite-se em fazer um ninho somente onde as pessoas são iguais a você e que seguramente vão te acolher.

Nós, brasileiros, somos incrivelmente calorosos e sentimo-nos em casa em qualquer lugar, mas se você só fizer amigos da mesma nacionalidade que você é provável que o mundo vai continuar o mesmo. Liberte-se e permita-se conhecer pessoas do globo todo, com diferentes cenários culturais.

Foque sempre no futuro

O passado é importante e o presente também, mas tente sempre pensar no futuro. Claro que a felicidade é um percurso, mas é essencial ter um ponto, lá no alto, no qual se propor a alcançar.

É sempre preciso um sonho novo: há um ano, o nosso propósito era juntar dinheiro e ir para a Itália. Conseguimos. Depois, já na Itália, procuramos outro lugar para morar, uma vez que não estávamos completamente felizes por lá. Conseguimos. Viemos para Portugal a procura de novos horizontes. Conseguimos. Agora queremos nos estabilizar por aqui. Ainda vamos conseguir. Sempre focando no futuro e fazendo que o presente sejam ações que serão refletidas lá na frente.

Tudo é uma questão de tempo

Esse tópico é apenas um complemento ao anterior: todos os sonhos precisam de calma e paciência para se tornarem reais. O tempo é o fator decisivo para que o vinho fique bom ou ruim, para que o queijo seja um Grana Padano ou um simples parmesão. Não corra contra o tempo, ande com ele: atualize sempre seus sonhos, analise-os, veja se você está fazendo de tudo para que eles saiam do papel.

2018 chegou com mais 365 novos dias que servirão de telas em branco para os velhos e os novos sonhos. Desejo que seja um ano incrível e intenso, cheio de vida e experiências arrebatadoras!

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Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Melissa Costa. Acompanhe também o blog Fifty-Fifty.

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Atenção: Este conteúdo é de exclusividade do Já Fez as Malas? e não pode ser reproduzido parcial ou integralmente sem autorização prévia. Caso queira referenciar o conteúdo abordado neste artigo, pode-se utilizar um link para a matéria.


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