Morar no Algarve em 2019: custo de vida, aluguel e mais

Morar no Algarve é considerado, por muitos, como unir o melhor dos dois mundos: toda a qualidade de vida de Portugal e temperaturas agradáveis dos países tropicais na maior parte do ano. A região é um típico destino de férias de muitos portugueses e estrangeiros, mas também passou a ser uma das principais escolhas de quem vem morar no país. Atualmente, é considerado o melhor local do mundo para aposentados, graças a um programa de resdiência descomplicado, à segurança e à qualidade dos serviços de saúde.

Morar no Algarve em 2019

O Algarve, como já foi dito, é uma região e não apenas uma cidade. A parte mais a sul de Portugal é composta por 16 conselhos com características únicas. São eles: Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Monchique, Olhão, Portimão, São Braz do Aportel, Silves, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo Antônio.

As informações gerais aplicam-se à região, como um todo, mas cada conselho tem as suas particularidades. É diferente viver em Faro, uma cidade maior, e em São Braz do Aportel, que é praticamente uma aldeia e tem um modo de vida muito pacato. Saiba mais como é morar no Algarve e veja se essa zona do país tem o que você procura.

Visto

O sistema de vistos aplicável para morar no Algarve é o mesmo utilizado para Portugal, de uma forma geral. Quem for ficar até 90 dias, fica incluído na categoria de turista e não precisa de qualquer autorização mais específica. Se a estadia for maior do que esses três meses, o tipo de visto ou autorização de residência precisa ser adequado ao motivo pelo qual a pessoa está na região. Seja para estudar, trabalhar ou investir, é fundamental ter uma permissão para permanecer no território e ter acesso aos serviços locais.

Os vistos mais requeridos por quem vai morar no Algarve são os do tipo D7, para empreender ou viver de rendimentos (também válido para aposentados) e os do tipo D2, conhecidos como vistos gold. Nesse caso, é preciso, entre outros requisitos, fazer um alto investimento no país e/ou criar, pelo menos 10 postos de trabalho.

Custo de vida

Morar no Algarve significa morar em uma região completamente turística, com todos os “efeitos colaterais” que esse título implica. O local rivaliza com Lisboa na alta dos preços e segue como uma das zonas mais caras do país para viver. O maior aumento de preços está no ramo imobiliário. De acordo com dados do INE (Instituto Nacional de Estatística) de 2017, no ranking dos concelhos com o metro quadrado mais caro, o Algarve tem 6 representantes: Vila do Bispo, Loulé, Lagos, Albufeira, Lagoa e Tavira.

No entanto, os valores não parecem ser muito diferentes dos praticados no Brasil neste momento. Segundo o comparador Expatistan, o custo de vida em Faro, maior cidade do Algarve, é 5% mais barato que no Rio de Janeiro e 11% mais barato que em São Paulo.

Em Albufeira, outra das maiores cidades da região, o preço do aluguel para um apartamento de 1 quarto fora do centro da cidade vai dos 350€ aos 500€, sendo que o valor médio é de 450€. Se a moradia for alugada no centro, os preços já ficam entre os 450€ e os 750€. Aqui, as contas mensais, incluindo luz, água, aquecimento e coleta do lixo ficam por, em média, 89€ mensais. No quesito alimentação, cada pessoa precisará de cerca de 159€ por mês para manter uma dieta de aproximadamente 2.400 calorias. Todos os dados foram retirados da plataforma colaborativa Numbeo.

Os valores em Tavira, de acordo com o Numbeo, também são relativamente semelhantes. Para alugar um apartamento de 1 quarto é preciso desembolsar de 450€ a 580€, dependendo da localização. As contas mensais ficam, em média, por 84,24€. O custo com alimentação por pessoa ronda os 169€ mensais.

Transporte

O sistema de transportes públicos do Algarve parece ser uma grande dor de cabeça tanto para moradores como para visitantes. As linhas são poucas, os pontos de ônibus são mal sinalizados e o serviço, durante as noites e fins de semana, é praticamente inexistente. A AMAL, entidade responsável por regular os transportes dos 16 concelhos da região desde 2016, tem feito um esforço para que a rede seja mais ampla e eficiente.

O preço dos bilhetes de viagem única variam de acordo com a cidade e com a rota. A linha que liga, por exemplo, o Aeroporto de Faro ao centro da cidade, passando também pelas praias, custa 2,35€. Nas outras cidades, as linhas locais vão de 1€ a 1,80€ aproximadamente. Há também ônibus que fazem ligações entre os concelhos. Confira os trechos, preços e horários no site da EVA Transportes.

Quem pretende usar carro próprio, como uma boa parte da população da região, deve fazer as contas: o litro da gasolina, atualmente, vai de 1,30€ a 1,64€.

Saúde

Nos últimos anos, o Algarve enfrenta uma situação delicada no que diz respeito ao serviço do Sistema Nacional de Saúde. Quem depende dele direta e exclusivamente do sistema público, encontra dficuldades em conseguir vagas e atendimento. Unidades de saúde estão sendo fechadas, faltam médicos, enfermeiros, materiais e camas nos leitos de internamento. Apesar dos preços baixos para consultas e tratamentos, há incerteza e descontentamento.

Por outro lado, as operadoras de planos de saúde aumentam a oferta na região e é a esse tipo de serviço que muitos dos habitantes da região recorrem, se tiverem possibilidade de pagar. Dada a quantidade de estrangeiros que mudaram-se para o Algarve nos últimos tempos, há uma preocupação cada vez maior de contratar profissionais que falem, pelo menos, o inglês nos estabelecimentos particulares de saúde. Por a partir de 35€ por mês, é possível conseguir um seguro com uma boa cobertura.

Trabalhar no Algarve

Como uma região tipicamente turística, o Algarve tem uma boa oferta de vagas temporárias, especialmente no verão. Setores como a Hotelaria, o Comércio e Restauração são os que mais oferecem emprego, ao ponto de, muitas vezes, existirem mais postos de trabalho do que trabalhadores disponíveis. Para outras profissões, o mercado já pode ser considerado um pouco mais limitado, a menos que a intenção seja empreender.

Apesar da quantidade de vagas, os salários médios são considerados baixos para o custo de vida local. Em toda a região, a média vai de 600€ a 800€ por mês.

Vale ressaltar que, para trabalhar legalmente no Algarve, é preciso ter um visto ou autorização de residência que permitam uma atividade remunerada.

Estudar no Algarve

Há cada vez mais estudantes brasileiros que mudam-se para a região. O objetivo é estudar na Universidade do Algarve, localizada em Faro, uma instituição de ensino do país que aceita a nota do ENEM como forma de ingresso. No verão, a universidade oferece uma série de cursos gratuitos para que os candidatos interessados em frequentá-la percebam como é a vida no ensino superior.

Tal como para trabalhar, é preciso ter um visto de estudante para frequentar qualquer instituição de ensino superior, seja na região, seja no resto do país. Durante a duração da autorização de residência, os estudantes agora podem trabalhar em Portugal, desde que comuniquem o início da atividade ao SEF.

Lazer e atrações turísticas

Sem dúvida, as principais atrações turísticas do Algarve são as suas praias. Em qualquer uma delas, dá para ser aproveitar dias incríveis de sol e ter à disposição uma água com temperaturas agradáveis. No entanto, há muito mais para ver e fazer, como, por exemplo, visitar o farol de Sagres, localizado no Cabo de São Vicente, o ponto mais extremo a sul de Portugal. Para um visual mais campestre e bucólico, há a Serra de Monchique, que fica mais a centro e é a parte mais alta da região.

Não dá para deixar de falar do famoso Algar de Benagil, uma incrível formação rochosa no meio do mar que só pode ser alcançada de caiaque, canoa ou barco. Perto de Portimão, está o imponente Castelo de Alvor, que simboliza um pedaço importante da história da região. Também em Portimão, é possível conhecer Alcacar, onde estão sepulturas e outros resquícios arqueológicos de povoações neolíticas. O visitante tem a opção ainda de visitar uma série de ilhas, como a Ilha da Armona, a Ilha das Cabanas e a Ilha da Culatra.

Vale a pena morar no Algarve?

Já ficou claro que morar no Algarve passou a ser o sonho de muitos aposentados. Isso porque a região, apesar de ser muito agitada no verão, é relativamente calma durante o resto do ano, proporciona belíssimos cenários e tem um clima bastante convidativo. Ou seja, possui a qualidade de vida que que está nessa fase procura. No ranking nacional da Bloom Consulting, Faro, Portimão e Albufeira estão entre as 20 primeiras melhores cidades do país para se diver. O local também é uma boa aposta para empreendedores, especialmente para aqueles que querem investir no ramo imobiliário.

No entanto, morar no Algarve pode ser um pouco limitador para quem busca uma vida mais dinâmica e cheia de oportunidades. Nem mesmo Faro pode ser considerada uma metrópole, por isso, pode ficar um pouco abaixo das expectativas de quem quer crescer na carreira, por exemplo. Além disso, já foi mostrado que os salários médios são considerados baixos.

Para os estudantes, a região pode ser vantajoso se a ideia for viver em cidades mais pacatas. As devantagens são o custo de vida relativamente elevado e um sistema de transporte que deixa a desejar, considerando que a maioria dos estudantes estrangeiros depende dos transportes públicos.

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