A Cidade do México é um destino perfeito para quem gosta de cidades grandes, com muita natureza, museus e arquiteturas históricas. Além disso, fica próxima de diversos Pueblos Magicos, regiões pequenas e com muitas histórias e belezas.

Viajei sozinha para a Cidade do México no último mês e fiquei seis dias por lá. Foi uma experiência incrível, desde o voo, que foi com a Aeromexico (super recomendo, pois o custo benefícios é muito bom), até os passeios e as horas caminhando pela cidade.

No entanto, antes de me jogar nessa aventura, eu tinha diversas dúvidas sobre viajar sozinha para o destino e acho que são dúvidas que algumas mulheres também podem ter. Por isso, decidi escrever algumas dicas para quem quer viajar sozinha na Cidade do México.

Três informações importantes para viajar sozinha na Cidade do México

A Cidade do México é segura?

Infelizmente, o México vive uma onda de feminicídio. Eu não sabia dessa informação antes de viajar. Foi somente no táxi indo do aeroporto para o hostel que descobri por uma notícia transmitida no rádio. Depois fui pesquisar e descobri que 7 mulheres mexicanas são assassinadas por dia no país, segundo o Observatório de Cidadania Nacional de Feminicídio.

O que posso dizer sobre minha experiência viajando na Cidade do México é que você deve se cuidar. Não sofri tanto assédio quanto imaginava que iria. Foi até menos do que em São Paulo (cidade onde moro). No entanto, é importante tomar cuidado. Por isso, tenha sempre com você o número do consulado brasileiro (+5255 4160 3953) e também o número do Instituto de Las Mujeres de La Ciudad de México (+5255 5658-1111), que oferece ajuda jurídica para as mulheres.

Como se manter segura?

É fundamental se hospedar em regiões seguras da Cidade. Fiquei hospedada na região de Chapultepec e achei muito bom, pois caminhei tranquila. Ali ainda há diversos bares, restaurantes e mercados. Além disso, como é uma região “central” para se locomover para outros pontos da cidade é mais fácil, pois há metrô, metrobus, caminhões e ônibus.

Pequenos detalhes que fazem a diferença

Assim que chegar no Aeroporto Internacional da Ciudad de Mexico, compre um chip para ter acesso à internet (caso não utilize roaming). Na saída do terminal 2, há uma loja da Tecel e o chip custa 100 pesos mexicanos. Ter conexão com a internet, é necessário tanto para você utilizar o mapa para caminhar pela cidade (é fácil se perder já que é grande) como para ter contato com os familiares.

Outra coisa muito importante é NÃO pegar taxi sem credenciado. O índice de sequestros aos estrangeiros que utilizam esses taxis é muito alto. Inclusive, essa informação está no site do consulado brasileiro no México. Desta forma, utilize o Uber, Cabify ou EasyTaxi. Eu utilizei o EasyTaxi porque queria pagar com dinheiro e o preço saiu praticamente o mesmo do Uber.

Quem for usar metrô e metrobus, entre sempre na parte reservada para as mulheres. Sei que muitas mulheres não concordam com esse tipo de projeto que nos exclui dos espaços ao invés de mudar a mentalidade dos homens. No entanto, se você utilizar a parte mista poderá correr o risco de sofrer assédio. Além disso, nessas partes há muito batedores de carteira. Uma chilena que conheci no hostel estava no metrô com seu namorado e acabou sem seu celular. Os caras são tão “profissionais”, neste tipo de roubo, que ela nem percebeu que foi furada. Só se deu conta quando saiu do metrô. Por isso, insisto, utilize sempre a parte reservada para mulheres.

Quer mais informações e dicas para viajar sozinha na Cidade do México?

Durante este mês, vou publicar diversas matérias sobre minha viagem na Cidade do México no M pelo Mundo, portal de informações e dicas de viagem para mulheres. Por isso, se quiser saber mais acompanhe o site e curta nossa página no Facebook.

Este conteúdo e opinião é de total responsabilidade do autor da coluna Nathalia Marques. Acompanhe também o blog da Nathalia.

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Sobre o Autor

Nathalia Marques

A mulher que corre com os lobos, que questiona tudo e todxs e que tem a necessidade irremediável de desbravar o mundo, seja por viagens ou por palavras. Ela é jornalista de formação, social media, feminista, escritora de guardanapos e criadora do M pelo Mundo (www.mpelomundo.com), site de informações e dicas de viagem para mulheres.

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