Desde que pisei minhas botinhas brasileiras em solos italianos comecei a anotar mentalmente os costumes e peculiaridades daqui, mas nunca tinha parado para compilar tudo. Acredito que as coisas que vou citar não são exclusivas da Itália, mas se você planeja vir para cá, prepare-se, essa listinha pode te ajudar:

Primeiro de tudo: italiano não fala gritando! Moro em uma cidade do interior, onde a concentração de idosos é grande e eu imaginava que encontraria velhinhos falando alto e gesticulando (típica coxinha com as mãos) e para minha surpresa, encontrei-os conversando educadamente e baixinho. Também não vi “mammas” gordinhas, como a gente costuma imaginar: os idosos daqui são muito ativos, sempre de bicicleta ou andando com os cachorros.

A maioria das casas não tem ralo! Então esqueça aquelas faxinas de jogar água na casa toda e escorrer pelo ralo… aqui o esquema é paninho mesmo. A sorte é que os produtos de limpeza são bastante diversificados e baratos.

Falando em água, sabia que a água italiana possui muito calcário? Então as torneiras, louças, pias e até os chuveiros ficam esbranquiçados. Inclusive, se você deixa um copo úmido de um dia para o outro, é provável que ele amanheça com uma crostinha branca. Por isso, não é indicado tomar água da torneira.

Ainda falando em água, em muitas cidades você vai encontrar fontes de água potável para matar a sede, encher sua garrafinha ou até mesmo lavar as mãos. E o melhor de tudo: é de graça!

A coleta seletiva é levada muito a sério por aqui e claro, varia de comune para comune, mas normalmente a divisão é a seguinte: plástica e latinhas (plastica e lattine); papel (carta e cartone); seco (secco); úmido (umido); vidro (vettro) e fraldas (pannolinni). Então nada de misturar o lixo: você corre o risco de ele não ser recolhido e pode receber uma notificação para prestar mais atenção da próxima vez!

Se você deseja se locomover pela Itália, saiba que a melhor pedida é ir de trem. Mas, para isso, preste atenção: ao comprar uma passagem (seja no guichê de vendas ou por máquina) é necessário validar o bilhete em uma outra maquininha (normalmente encontrada perto das plataformas). Se não fizer isso e um guarda conferir sua passagem, você terá que pagar uma multa ou descer do trem. Chato né? Também tem a opção de comprar o bilhete via aplicativo e aí, não precisa validar e nem imprimir, você pode mostrar ao guarda pelo celular ou tablet mesmo! Eu prefiro e uso sempre o app Trainline.

Outro jeito fácil de se deslocar é ir de ônibus. Mas também é preciso prestar atenção: geralmente a compra dos bilhetes direto com o motorista é mais cara, então compensa ir até uma “tabaccheria” e fazer a compra. Outro detalhe importante é saber os horários do ônibus: em época de férias, eles tendem a reduzir a rota e periodicidade.

Lembra que eu falei em um outro texto sobre a língua italiana e o quão importante era saber falar pelo menos o básico? Então, se você gosta de ir ao cinema, se prepare: os filmes são todos dublados para o italiano. A única sala que encontrei que tinha filme legendado era em Milão!

E por fim uma pequena alegria: geralmente quando você vai a algum barzinho ou café e pede bebida alcoólica (recomendo Aperol Spritz: um vício!) o atendente sempre traz uma tigelinha com batatinha, salgadinho ou até mesmo pedacinhos de bruschetta.

Acho que encontrei a perfeita definição de “La Dolce Vita”!

Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Melissa Costa. Acompanhe também o blog Fifty-Fifty.

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Sobre o Autor

Melissa Costa

Melissa se mudou para a Itália e agora tem que "parlare italiano". Acredita que nesse processo 50% é planejamento e 50% diversão. Compartilha suas experiências no blog "Fifty-Fifty" e aqui no Já Fez as Malas.

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