Como consegui meu primeiro emprego em Portugal

Finalmente posso escrever esse texto, uma vez que agora consigo respirar e dizer: sim, estou trabalhando! Esse era o passo que faltava para ter a certeza que aqui no Porto seria onde eu iria ficar no futuro próximo. Mas, para chegar até aqui, quero contar como foi o processo.

Recebi a primeira ligação para marcar uma entrevista quando ainda estava no aeroporto vindo para cá (estava me mudando da Itália para o Porto) e confesso que não entendi quase nada do que o senhor do outro lado estava falando: não estava acostumada com o português de Portugal. sendo assim. Pedi então para formalizar por e-mail e marcamos a entrevista.

A primeira moradia no Porto foi um hostel, onde ficamos por cinco dias antes de irmos para o nosso apartamento.  Lá haviam apenas escadas e nosso quarto era compartilhado, ou seja, era impossível subir com as malas pois eram muito pesadas e não havia espaço naquele aposento. Então, nossas roupas ficaram no porão e todos os dias pegávamos as que usaríamos. Aqui já dá para imaginar o stress que foi para me arrumar!

Pois bem, fui até Coimbra de comboio (a entrevista, para ajudar, era em outra cidade) e cheguei bem cedo. Fui logo informada que deveria fazer uns testes de conhecimentos gerais para depois, finalmente, falar com meu entrevistador. Ok, vamos lá, às vezes é o procedimento padrão. Fiz prova de inglês, espanhol, redação e depois, uma de português, onde me deparei com a seguinte questão: “Qual a diferença entre meteoro e meteorito?”. Ri de nervoso. Foi aí que percebi que talvez a vaga não fosse para mim. Além de eu não saber a diferença, queria perguntar o que isso influenciaria no meu trabalho como designer.

Enfim, o pior de tudo foi a entrevista. O senhor falava muito rápido e ainda estava gravando a conversa, o que me deixou mais nervosa ainda. Foi terrível, prefiro nem lembrar, mas foi o suficiente para eu achar que todas as minhas entrevistas seriam assim, estranhas.

Continuei mandando muitos e-mails com meu currículo e aproveitei para atualizar meu portfólio. Me inscrevi em quase todos os sites de empregos daqui: Sapo Emprego, Net Empregos, Trabalhar em Portugal, LinkedIn, Indeed. Esse último foi o que me rendeu mais resultados, pois ele te dá os e-mails pessoais dos administradores das vagas. Fiz mais quatro entrevistas até encontrar o meu emprego atual. Todas foram melhores que a primeira, todas mais focadas nas coisas que eu poderia, de fato, acrescentar à empresa.

Depois de alguns meses à procura, encontrei uma empresa com que eu me identificava e com eles fiz três entrevistas. Desta vez já estava mais tranquila em relação ao português de Portugal e resolvi deixar de lado aquele nervosismo normal de toda entrevista. Resultado: consegui um emprego que me deixa feliz!

Eu adoro o meu trabalho, as pessoas que fazem parte da “equipa”, o ritmo, as responsabilidades e receber em euro é uma experiência nova para mim. Mas o que mais amo é o fato de chegar em casa dez minutos depois que acabou o expediente. Em São Paulo, eu demorava mais de duas horas – o pessoal do trabalho fica impressionado quando falo isso! Hoje em dia sinto que ganho cada vez mais em qualidade de vida e é esse o meu objetivo.

Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Melissa Costa. Acompanhe também o blog Fifty-Fifty.

 

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