Por que um bom parceiro de viagens é um bom parceiro para a vida

Vocês já pararam para pensar o quão complicado é planejar uma viagem? Estamos sempre tão eufóricos que nem pensamos nisso. Temos que escolher um destino, primeiro. Depois, temos que estudar todo o lugar, os pontos históricos, os locais de compra, a gastronomia, a cultura, a população. Depois, temos que pensar em mala, o que levar e o que não levar. Na hora de montar o roteiro, temos que optar pelo que nos interessa muito, o que nos interessa médio e o que não nos interessa. Temos que fazer tudo isso caber em uma quantidade x de dias e em um orçamento pré-determinado (e ambos, muitas vezes, acabam sendo insuficientes) e aí percebemos que vamos ter que abrir mão de um passeio ou outro, de uma vontade ou outra.

Se tudo isso já é difícil sozinho, imagina com alguém?

Para o exterior, já viajei duas vezes com meu namorado. Quis matar ele quando deixou a renovação do passaporte para a última hora e ele quis me matar quando esqueci o ticket no nosso primeiro dia de passeio. Acontece que, por outro lado, ele amou quando eu trazia a luva que ele esqueceu no hotel em Bariloche e eu amei quando ele lembrou de sacar dinheiro vivo para comprar artesanato em Cartagena.

Juntos passamos por outros perrengues, como ele pegar uma canoa furada para passearmos e ela virar em alto mar, a ponto de um barco ter que ir nos buscar. Quando eu tive febre e não conseguia nem me mexer, ele, sem falar uma palavra em espanhol, saiu no meio da nevasca e voltou com um remédio perfeito que me deixou de pé duas horas depois na Argentina.

O fato é que você fazer todo esse planejamento e executar uma viagem bacana envolve um certo nível de companheirismo porque muitas vezes o que você quer fazer não é o que o outro quer fazer. E aí, como lidar? E aí que alguém precisa abrir mão. Precisa ser apoio e somar e planejar e sonhar todo aquele trajeto com você. Se não for assim, talvez não seja para ser. É nessas horas que vemos aquela tão famosa parceria que é necessária em todo relacionamento.

Renata e o namorado/ Foto: Renata Benedetti

Viagem é investimento de tempo e dinheiro, que fazemos para nos sentirmos bem conosco, termos satisfação pessoal e outras particularidades, como aprender, relaxar, conhecer, etc. Isso tudo não pode e nem vai ser feito se for para passar nervoso e ficar estressado. A viagem começa desde a idealização e vai até ela efetivamente acontecer e mesmo depois, nas memórias, fotos e lembranças que ela traz.

A parceria e o companheirismo se mostram nas pequenas coisas. É desde o planejamento, quando vocês dividem quem vai ver hotel e quem vai ver passagem, é ser calmo quando o outro está agitado, é ser paciente quando o outro está ansioso, é pensar num plano B quando o plano A deu errado, é colocar para cima quando algo não saiu como planejado. É aproveitar o momento com muita disposição e um sorriso no rosto independente das dificuldades.

Nesse sentido, a parte positiva é que tem sempre algo que uma pessoa faz melhor que a outra e é aí que você também reforça o conceito de trabalho em grupo. Um vê passagem, o outro vê hospedagem. Um vê alimentação, o outro vê passeios. O malabarismo vai sendo feito dessa forma, cada um ajudando como pode, cada um fazendo sua parte para que tudo saia da melhor forma possível.

Viajar junto é uma espécie de “micro casamento”. Dorme junto, acorda junto. A pessoa quer ir na praia e você quer ir no museu. A pessoa quer jantar massa e você, carne. Viajar junto é adquirir maturidade e perceber que as coisas nem sempre são do jeito que queremos e que isso não é necessariamente uma desvantagem.

O lado ruim? Com certeza vai ter um momento em que você vai querer matar a pessoa, seja porque ela deixa o quarto um forno ou porque ela sai do banho sem chinelos e molha o quarto inteiro. O lado bom? É aproveitar a viagem sob outros pontos de vista, outros gostos, outras preferências. É abrir o paladar, a mente, mudar um trajeto ou trocar um passeio e gostar disso. É perceber que se vocês sobreviveram a aquilo, vão sobreviver a muitas outras coisas. É expansão do coração, do corpo e da mente.

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Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Renata Benedetti. Siga também o Instagram da Renata.

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