Psicólogos da Universidade da Virginia (EUA) chegaram à conclusão, depois de entrevistar centenas de pessoas, que a escolha do destino de férias pode revelar muito da nossa personalidade. De maneira geral, de acordo com a pesquisa, os introvertidos preferem as montanhas e os extrovertidos as praias.

Outro conclusão do psicólogo Arthur C. Brooks é que planejar a viagem com antecedência traz mais felicidade. Talvez pelo fato de iniciar a viagem antes através da leitura dos relatos de outras pessoas e imagens pesquisadas, penso eu.

Uma coisa é certa: para onde as pessoas escolhem viajar pode até indicar algo sobre a personalidade, mas não é tudo. Também existe quem fuja completamente às aparências, como aqueles workaholics que, para fugir da rotina estressante, trocam “a roupa da alma”, como sugeriu Mário Quintana.

Fico me perguntando se isso pode trazer um relaxamento gerando um pouquinho de felicidade ou se despoleta ainda mais ansiedade e, consequentemente stress, sem contar no risco de algum acidente pelo meio do caminho. Nessas horas você vai poder avaliar a veracidade e o comprometimento do seguro de viagem que você contratou ou acionou pelo cartão de crédito, se é que você fez isso…

Afinal, somos onde passamos as férias ou onde vivemos?


Independentemente de qualquer escolha ou resposta, viajar é sempre transformador, principalmente se você se permitir ver e sentir além das paisagens, escutando o ritmo do modo de viver de cada um ao seu redor.

“Somente as pessoas com viagens simples e descontraídas parem ter um ganho de felicidade”, escreveu Brooks nas conclusões da pesquisa.

Não adianta fazer o que você nunca faz no seu cotidiano esperando a felicidade plena no final porque isso pode gerar uma grande frustração ou um sentimento de vazio no retorno. Às vezes é necessário apenas diminuir o ritmo e a inflação de sons e imagens virtuais que tanto nos rodeiam no dia a dia para perceber a sensação que uma relaxante caminhada pode trazer.

Precisamos ser generosos com nosso corpo e nossa alma aprendendo a respeitá-los mundo afora para perceber que a felicidade é simples e está em toda parte e em lugar nenhum. Afinal, como afirmou padre Fábio de Melo: “A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando descobrimos que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fossemos”.  Geralmente, quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse é porque estamos muito mais preocupados com o que o outro acha sobre nós do que necessariamente aquilo que sabemos sobre nós mesmos.

Não temos a obrigação de enfrentar uma fila gigantesca para subir na torre Eiffel para depois contabilizar os likes. Liberte-se dos clichês, seja você onde for. Simples assim! Você encontrará a sabedoria em cada olhar e a leveza de viver.

Viajar é se redescobrir, é deixar se levar pelo frescor do corpo e do espírito não importando muito o destino escolhido. Na minha humilde opinião, todos os continentes trazem magias, mistérios e sabedorias porque, acima de tudo, viajar é perceber o quanto a vida pode ser mais simples e agradável sem o peso do relógio e das obrigações que nos colocam ou colocamos, sejamos tímidos ou extrovertidos. Como disse Fernando Pessoa, “para viajar, basta existir”.

Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Ciça Cioffi.

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Sobre o Autor

Ciça Cioffi

Cecilia Cioffi tem 52 anos, aposentada, e não se cansa de fazer as malas. Ela compartilha o que tem visto mundo afora aqui em sua coluna.

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