Parece pegadinha, mas não é. Se você tem disposição para trabalhar, e quando falo em trabalho me refiro as mais diversas ocupações, como cuidar da casa, de crianças, cozinhar, trabalhar numa colheita ou até em funções mais tecnológicas, como saber programar e cuidar de um site na internet; então você pode encontrar em sites como o Workaway uma estadia, comida e roupa lavada fora do Brasil sem ter que pagar nada por isso. Veja abaixo como achar um trabalho no exterior que vá ao encontro dos seus objetivos.

Trabalho voluntário no exterior: como funciona o Workaway

Iniciativas como o site Workaway incentivam a cultura de vida em comunidade e da troca, normalmente não de dinheiro por um serviço, mas de acomodação, alimentação e de cultura, o que pode ser uma excelente oportunidade para quem quer aprimorar um idioma, como inglês, francês, espanhol e até os mais exóticos para nós, falantes do português do Brasil, como norueguês, dinamarquês, russo, etc. Esse tipo de atividade pode ser tão interessante e econômica quanto trabalhar de au pair no exterior e, em geral, é aberta ao público maior de 18 anos (sem limite máximo de idade, ao contrário do au pair).

O primeiro passo para quem pretende embarcar numa aventura como essa é pesquisar as oportunidades disponíveis nos locais de interesse. Em geral, os trabalhos exigem uma dedicação de 4 a 5 horas por dia, por 4 a 5 dias na semana. Alguns anfitriões (hosts) procuram trabalhadores para serviços de duas semanas, outros de até seis meses. Há os trabalhos que exigem um maior esforço físico, como é o caso das vagas disponíveis em fazendas, para trabalhar na floresta, em colheitas; e outros que são mais voltados para tarefas domésticas e auxílio com crianças. Há ainda quem ofereça espaço na casa e queira em troca apenas companhia em algumas atividades do dia a dia ou quem procure pessoas de formações específicas para ajudar em alguma start up.

Quem pretende encontrar um trabalho voluntário por meio do Workaway tem de encontrar uma vaga no site, fazer um cadastro e realizar o pagamento de uma taxa para poder entrar em contato com os anfitriões. Para quem pretende se cadastrar e ir trabalhar sozinho a taxa é de 23 euros. Os casais pagam 30 euros de taxa. O cadastro vale por dois anos.

Após o trabalhador e o host entrarem num acordo é preciso lembrar de tratar das documentações, como passaporte e visto, se necessário (entre em contato com a embaixada ou consulado do país de destino no Brasil para tirar dúvidas específicas sobre seu caso).

Onde fazer um trabalho voluntário no exterior?

Hoje em dia há uma procura considerável por pessoas que queiram realizar um trabalho voluntário no exterior, tanto em países mais procurados por brasileiros, como Estados Unidos, Reino Unido e Espanha, como em outras localidades, como na Noruega, Peru, Israel, Turquia, Havaí, entre outros.

O que se deve levar em consideração são os pré-requisitos de cada vaga, o período em que os hosts estão dispostos a receber hóspedes e claro, se a oportunidade está de acordo com o objetivo que se pretender atingir com estadia no país escolhido.

Trabalho voluntário vale a pena?

Se você é uma pessoa aberta a experiências que saiam da tradicional rotina de escritório, se está disposto a trocar o seu tempo e trabalho por bens que, no geral, não serão materiais, mas que podem ser extremamente enriquecedores e recompensantes, então ser voluntário em alguma causa ou instituição no exterior vale a pena sim. Além de conhecer pessoas de diversos lugares, a carga horária de trabalho reduzida permite que o trabalhador tenha tempo livre para conhecer a cidade e até os arredores.

Quem já pensa em procurar uma vaga de trabalho para 2016 pode começar vendo os comentários de quem já se hospedou com os hosts cadastrados no site Workaway e até mesmo entrar em contato para tirar dúvidas como “Workaway é confiável?”. Muitos disponibilizam o contato do skype ou e-mail para uma conversa prévia antes de qualquer decisão ser tomada.

Se animou com a ideia?
Caso esteja pensando em um trabalho voluntário no exterior escreva nos comentários para sabermos. Use também o nosso grupo para falar com outras pessoas que possam estar pesando o mesmo!

Vale lembrar que além da passagem aérea é altamente recomendável, se não necessário, providenciar um seguro viagem também para todo o período que ficará no exterior. Alguns países possuem acordos com o Brasil e, nesse caso, é possível se cadastrar no sistema público de saúde de graça.

Gostou desse post? Compartilhe e acompanhe mais dicas também no Facebook e YouTube

Veja também:

Atenção Atenção
Este conteúdo é de exclusividade do Já Fez as Malas e não pode ser reproduzido parcial ou integralmente sem autorização prévia. Caso queira referenciar o conteúdo abordado neste artigo, pode-se utilizar um link para a matéria.

 

Comentários do Facebook

Sobre o Autor

Nataly Lima

Mestre em jornalismo natural de São Paulo, hoje tem a Europa como a sua base. É apaixonada por conhecer novas culturas, comer, viajar e contar histórias sobre esses e outros assuntos.

Artigos Relacionados