Como foi a adaptação do Fred em Portugal

Atualização: O Fred, que é o cãozinho da Isis, acabou de passar por uma cirurgia :'( Quem puder ajudar, aqui ela explica como.

Olá querido leitor, como foi a sua semana desde que nos falamos pela última vez? Por aqui estamos felizes com os dias lindos de céu azul que a primavera vem nos trazendo ☺ Como prometido cá estou pra contar o final da nossa pequena aventura: mudar do Brasil para Portugal com o Fred (nosso cachorrinho).

Chegando em Portugal

Bom, depois do embarque e de fazer mil perguntas para aeromoça passamos por um voo incrivelmente tranquilo, como eu tanto rezei para que acontecesse. Saímos de São Paulo no dia 8 de agosto as 22:15, fazia aproximadamente 10 graus de um domingo meio instável. Chegamos em Lisboa ao meio dia do dia 9 de agosto e fazia absurdos 36 graus. Além do choque de temperatura (porque sim, eu sabia que o verão aqui era quente, mas não imaginava que era como no Brasil rs), tínhamos que aprender a lidar com o fuso horário daqui que era de 4 horas a mais. Em meio a toda euforia que estávamos quando o avião pousou duas se destacavam: passar pela imigração e pegar nosso Fredinho.

Onde está o Fred?

A imigração foi simples, rápido e prático, o senhor que nos atendeu não quis nem ver nossa carta convite já nos deu boas-vindas. Agora, achar o Fredinho não foi uma missão simples, os funcionários do aeroporto não sabiam nos dizer onde exatamente ele sairia, ficamos por quase uma hora de um lado para o outro até que finalmente conseguimos encontrar ele com a ajuda da veterinária do Aeroporto. Sim, existem veterinários no aeroporto e essa é a sua última etapa antes de entrar de vez em um país com seu bichinho, você precisa levar todos os documentos para que o veterinário confira e te dê um documento para que a Alfândega te libere, nós tivemos que pagar 30 euros por esse documento.

Mas vamos ao que interessa: o Fred chegou tranquilo, muito bem e cheio de energia. Nesse mesmo dia ele brincou de bolinha até a meia noite rs

Vacina contra Leishmaniose

A última coisa que eu tenho pra dizer quanto a ter trazido ele para Portugal, vacine seu animal contra Leishmaniose. Eu sabia que precisava vacinar, mas nem de longe imaginei que ainda era uma doença tão comum por aqui. Ficamos 10 dias com ele em Lisboa antes de nos mudar para o Porto e só aqui é que fomos procurar um clínica para dar a vacina, porém, o que não sabíamos é que Lisboa é uma das zonas que ainda tem (relativamente falando) muitos casos da doença, então fizemos um exame de sangue nele antes da vacina para ter certeza que estava tudo bem e infelizmente ele deu resultado duvidoso.

Foi horrível, um dos piores momentos que passamos com toda essa mudança, tivemos que aguardar para repetir o exame, mais noites mal dormidas mas para felicidade de todos foi apenas um susto, o segundo exame deu negativo e então começamos as vacinas, são 3 doses (paguei 40 euros em cada uma) é uma vacina chatinha que pode dar reação e adivinhem? Deu.

Na última dose assim que chegamos em casa (em todas as doses a gente aguarda por cerca de 15min na clínica para ver se daria algum problema imediato) ele começou a coçar muito o rosto e rapidamente começou a inchar, corremos pra clinica novamente e aplicaram uma dose de corticoide que cortou o efeito, toda reação durou cerca de 2 horas mas foi bem aflitivo ver ele daquela maneira.

Último passo da mudança é pedir para que um veterinário cadastre o microchip dele com todos os seus dados no banco nacional de dados, para caso ele se perca ou algo do tipo, qualquer clinica que levarem ele vão ler o microchip e te localizar. Também é necessário cadastrar se animal na junta de freguesia e paga-se um valor de 7 euros (se eu bem me lembro) mas isso é muito simples, basta um comprovativo de morada e a carteirinha de vacinação.

Para finalizar quero deixar claro o quanto eu sou feliz por ter trazido ele, faria tudo de novo e por quantas vezes fossem necessárias. Somos muito felizes aqui, viajamos com ele sempre que possível, ele recebe muito carinho a cada passeio e eu não estaria completa se ele não estivesse com a gente. Então, se você chegou até aqui e não se decidiu se trás ou não seu melhor amigo fica meu conselho: traga! Tenho certeza que vocês serão muito felizes e estar junto é o que mais importa nessa vida ☺

Espero ter esclarecido todas as dúvidas nesses dois textos, desejo muito amor e paciência para quem for passar por isso, e claro, pode contar comigo para qualquer dúvida <3

Até semana que vem!

Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Isis Zimmerman.

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