Austrália: não foi amor no começo, mas agora é

Na última semana semana fez pouco mais de dois meses que cheguei a Austrália e fiquei devendo um post contando um pouco como estava sendo o processo.

O começo foi mesmo muito difícil, senti muita vontade de voltar para casa. Uma das coisas que abalou minhas bases foi terminar com meu namorado (agora ex). A ideia inicial era que ele viria comigo, mas as coisas mudaram, e diante das incertezas do futuro, achamos melhor terminar. Foi bem tranquilo, apenas realmente percebemos que queríamos caminhar caminhos diferentes, e tivemos maturidade para aceitar isso antes que isso afetasse a nossa relação de carinho e amizade, que continua existindo.

Eu vim para cá com a ideia de que teria alguém comigo, então quando terminamos foi um baque. Mas resolvi dar mais um tempo, e foi a mais sábia decisão. Dia desses eu brinquei no meu Instagram que eu a Austrália não foi amor à primeira vista, mas hoje em dia não me imagino mais longe dela!

Estar longe de casa é um processo de desapego, da família, amigos e da “sua vida” como você conhecia. E aqui serão 3 anos, diferente dos meus outros intercâmbios, que duraram no máximo 1 ano. Então não e aquela coisa de: “ah, aguenta um pouquinho que jaja você volta”. Eu vou construir uma nova vida aqui e provavelmente desconstruir muitas coisas que deixei no Brasil, isso inclui amizades, projetos, etc.

Eu falei que me sentia culpada por não estar grata pela oportunidade que eu to tendo, mas já não me culpo mais, eu estava assustada e com medo, caramba, é normal se sentir assim. Outra coisa que eu percebi é que não estou sozinha. Nas comunidades de brasileiros no Facebook corriqueiramente aparece alguém desabafando, se sentindo confuso ou sozinho. E isso é para todos, pros que vem com bolsa de estudos como eu, para os que vem estudar inglês, pros que vem tentar a sorte, pros que vem com emprego certo, todos passam pelos mesmos anseios.

Um desses relatos, foi o da Gabi Cavalcanti, eu pedi autorização para compartilhar com vocês. O objetivo não é desanimar vocês, é para vocês se prepararem e se manterem fortes! Quando a gente conhece o caminho é muito mais fácil 😉

“Nunca disseram que seria fácil, aliás, eu vim preparada para as dificuldades, mas sinceramente não sabia que seriam tantas assim, acho que ninguém realmente vem tão preparado assim. E se passaram 3 meses do dia do meu embarque pra cá, e quantas emoções já vivi, a viagem, o intercâmbio parece fazer tudo ficar mais intenso, os medos, as alegrias, ansiedades, saudades, inseguranças, a vontade de viver tudo, agora, pra ontem, porque o que importa é aqui e agora. A Austrália tem o tempo certo, não é seu tempo, é o tempo dela, as coisas simplesmente acontecem exatamente quando e como devem acontecer, basta a gente acreditar e entregar (enquanto isso nos afundamos nos tim tam nas crises de ansiedade).

Um dia, li num comentário para uma pessoa aleatória “ela vai é agradecer SE arrumar um emprego de cleaner” e isso ficou registrado na minha memória, realmente, e “SE”, tem que correr atrás viu? E muito! Mas aqui abrimos os olhos, os horizontes e o coração pros desafios. Por aqui fui waitress, cleaner de obra, me cadastrei pra function e pra entregar panfletos, fiz uns freelas na minha área de design digital (uhullll, o currículo agradece) e agora tô de cleaner, e eu digo “graças a Deus”, por que não é fácil arrumar um emprego, algo que eu consiga tirar um dinheiro pra de fato pagar meu aluguel e sobreviver com os “dolá”.

Não é fácil ficar longe da família, do namorado (sim, ele está no Brasil e ficamos noivos nesse período, tudo muito intenso, não disse?). Aqui percebi que que não adianta vc estar num lugar incrível se você não está com as pessoas que ama. Não é fácil ver q vc está “relaxando” de si mesma, deixando muitas vezes de se cuidar, mas ñ é porque você quer, mas é pq muitas vezes isso acaba ficando de “segundo plano”, tendo que acordar 4.30am e voltando pra casa 10.30pm. Tem dias que fico revoltada de cleaner, com a minha rotina (muito louca), acordo, quero jogar tudo pro alto, choro e quero voltar logo pra casa e dias que agradeço, boto um funk (como uma boa carioca) ou um sertanejo, e faço uma faxina como ninguém! Hahahahahahahahahaha É, ninguém disse que seria fácil e ainda (ou já) estou no meio dessa jornada. E vamo que vamo que a caminhada é longa!”

Hoje posso dizer que esse país tem sido muito bom para mim, me recebeu de braços abertos com uma oportunidade incrível de aprendizado e crescimento pessoal. A gente vive momentos difíceis sim, mas tudo vem pro nosso aprendizado!! Meu conselho sempre é: faça um intercâmbio! No começo pode ser um pouco difícil, até para uma macaca velha como eu, mas VALE.

Então, tá esperando o que?!

Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Roda Mundo. Veja as viagens da Bia em tempo real no Instagram.

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