E como foi sua reação ao saber que iria passar seis meses ou algum período de mobilidade acadêmica? Quando a “ficha caiu” que você iria ficar sem seus pais ou responsais, como foi sua reação?

E agora… que está aqui, tudo que está acontecendo (de bom, ótimo ou ruim), será que devo contar? Será que devo preocupar meu familiar de tão distante? E os pais desses intercambista? Será que estão realmente cientes do que seus filhos vivem em período de mobilidade?

O assunto de hoje é algo que consegui perceber ao longo do meu período de mobilidade. Uma realidade que parece distante, mas que com o mínimo de senso investigativo é possível perceber.

Durante minha mobilidade conheci diversas pessoas e é incrível quantas personalidades podem ser evidenciadas de forma tão diferente em relação a mesma finalidade. Acho que você, se já pesquisou sobre intercâmbio, pode perceber que existem diversos tipos de intercambistas… aqueles que se utilizam da mobilidade para conhecer outros países, aqueles que estudam e viajam, aqueles que só estudam e aqueles que estão perdidos em um mundo fantasioso.

Sim, acredite, há pessoas que ficam perdidas no mundo Erasmus… são tantas festas e poucos rendimentos acadêmicos. Lógico, isso varia de pessoa para pessoa. Mas será que você, que ainda não viveu este mundo e está disposto a vir, sabe quais são seus objetivos? Suas metas?

Para mim, o intercâmbio promove conhecimento além das fronteiras acadêmicas. Defendo sim que este também seja utilizado para aprimoramento cultural e pessoal. A vida não é restrita aos livros e faculdade. Mas devemos ter atenção a isto.

Ter a oportunidade de realizar uma mobilidade durante a graduação é um sonho de muitos. Mas qual o motivo do seu sonho?

intercambista estudando

Às vezes me deparo com estudantes que dizem “conheci 7, 8, 9 países”, “um intercâmbio resumido em viagens e pesquisa de passagens” e me pergunto… academicamente, qual o seu conhecimento? O que tantas viagens proporcionaram para sua vida acadêmica?

E seus responsáveis que tanto esperam uma resposta eficiente de perspectiva profissional? Será que estão ciente da vida de mobilidade?

O problema de tudo isso é quando chega a frustração de que tudo que você tanto almejava e tudo que para você tinha tanto valor, na verdade não passou de uma ilusão. É possível ver estudos que comprovam a análise psicológica de estudantes de mobilidade acadêmica e em alguns resultados nem sempre é satisfatório.

Não escrevo esta coluna de hoje como alguém que é contra a mobilidade acadêmica. Muito pelo contrário! O que vivemos é único, inesquecível é totalmente fora dos padrões acadêmicos da graduação normal!

A experiência que nos é proporcionada é algo dinâmico e que irá ficar para sempre em nossas vidas. Nos trazendo várias lembranças boas de tudo que vivemos e mostrando o quanto somos fortes para superar as dificuldades existente.

Escrevo este texto, para que você, como aluno, faça uma análise pessoal da sua futura mobilidade ou desta que já está vivendo.

Encarar algo novo as vezes é necessário e precisamos ter maturidade para isto.

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Sobre o Autor

Alexsandra Leite | Falando Academicamente

Graduanda em Direito pelo Centro Universitário Cesmac, realizando mobilidade acadêmica na Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Ela publica dicas em sua coluna "Falando Academicamente", além do canal no YouTube que leva o mesmo nome.

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