Um dos grandes motivadores para a imigração à terra do Tio Sam certamente considera os rendimentos atrativos que o país oferece, sendo referência entre os que procuram ganhar e poupar dinheiro trabalhando no local. Mas e quanto ao salário mínimo nos Estados Unidos? O quanto se ganha realmente é suficiente para tanto frisson?

Salário mínimo nos Estados Unidos em 2016

Ao contrário do que estamos acostumados, o salário mínimo nos Estados Unidos pode variar de acordo com os estados – sendo estes independentes -, desde que respeitem a determinação por lei estabelecida em US$ 7,25 por hora trabalhada. Porém, isso não é problema, uma vez que aproximados 30 estados norte-americanos praticam mínimos acima desta faixa.

Essa regulamentação, inserida através de um lei federal em 2009 foi o estopim para uma infinidade de protestos e insatisfações, que buscam até os dias atuais, elevá-lo para os US$ 15 a hora, beneficiando também imigrantes em condições de pobreza. Diante dessa onda de sindicatos e trabalhadores nas ruas, em greve, estados mais populosos como a Califórnia e Nova Iorque já criaram medidas para aumentar o piso salarial – alguns em aumento gradual para chegar a US$ 15/hora apenas em 2022.

Garçons

Para funcionários do ramo de serviços como garçons, por exemplo, o funcionamento difere. Isso acontece pelo costume norte-americano em oferecer gorjetas, as tips, o que pode elevar consideravelmente o salário destas pessoas. Neste caso, a lei federal permite limitar o salário mínimo das funções a US$ 2,13.

A lei do salário mínimo nos Estados Unidos também não estabelece um máximo de horas que o trabalhador, de modo geral, deve cumprir semanalmente, podendo este ultrapassar as 40 recomendadas. Entretanto, no caso de excedentes o empregador deverá remunerar o valor de cada hora de trabalho multiplicado por 1,5.

Onde se paga mais

Se está pensando em se mudar para o país com a finalidade de trabalhar e ganhar dinheiro, alguns estados se destacam no quesito salário mínimo, computando os maiores do país até o momento. Entre eles está a capital Washington D.C., onde já é praticado o mínimo de US$ 11,50; em segundo temos a Califórnia, com US$ 10/hora – neste caso, cidades como São Francisco e Los Angeles já começaram o processo de implementação dos US$ 15/hora.

Em terceiro lugar está o estado de Massachussets, o qual estabeleceu o reajuste em US$ 1 anual até que o mínimo chegue aos US$ 15 (atualmente conta com US$ 10). Em quarto lugar, um candidato improvável: o Alaska, praticando o salário mínimo de US$ 9,75 agora em 2016.

Em quinto, Connecticut apresenta o valor de US$ 9,60/hora juntamente com os estados de Rhode Island e Vermont. Por fim, os estados de Washington (exceto a capital) e Oregon, o mínimo é de US$ 9,47 e US$ 9,25, respectivamente.

Salário médio

Com base no levantamento realizado e atualizado constantemente pelo portal Payscale, reunimos algumas profissões comuns para que o comparativo em horas de trabalho seja mais eficiente. Veja o resultado.

Assistente Administrativo: para esses profissionais, a hora salarial média é de US$ 14, sendo que 50% ganha entre US$ 12 e US$ 17/hora e o maior salário computado está em US$ 20,54 para a categoria. Anualmente, essa média representa um total de US$ 37 mil.

Engenheiro de Software: a profissão atualmente possui salários que podem chegar a até US$ 64,37 por hora de trabalho, mas a média entre mais de 50% dos trabalhadores é de US$ 34/hora. Ao ano, o rendimento médio está em US$ 79.357.

Mecânico: para mecânicos automotivos a hora de trabalho foi observada a rendimentos entre US$ 9,96 e US$ 25,76 sendo que 50% dos trabalhadores ganha entre US$ 13 e US$ 22 por hora. Ao final do ano acumulam um valor médio de US$ 42.220.

Assistente de Enfermagem: para o cargo, os valores variam entre US$ 8,89 e US$ 14,84 por hora trabalhada, de modo que a média se encontra em US$ 11. Ao longo de um ano, esse valor médio passa a US$ 24.097, já considerando possíveis bônus.

Professor: para o ensino básico, os professores podem ter salários que variam entre US$ 9,86 e US$ 31,06, mas a média se mantem em US$ 15/hora. Anualmente, essa média fica em torno de US$ 41.706, já incluindo bônus, comissões e outros.

Diretor Executivo: para esse cargo, leva-se muito em consideração a experiência do profissional para estipular o salário, sendo que o menor rendimento computado foi de US$ 13,76 e o maior, de US$ 46. Em um ano, o salário seria de US$ 70,470, considerando a média horária de US 24.

Engenheiro Civil: sob a média anual de US$ 62,019, a hora aproximada de mais de 50% dos profissionais está em US$ 27, onde o rendimento máximo pode chegar a até US$ 40,36/hora, fechando o ano com US$ 94.102.

Designer Gráfico: para os designer, o rendimento também dependerá do grau de experiência, de forma que a hora de trabalho pode custar de US$ 10,79 a US$ 28,58. Anualmente, uma média de US$ 15/hora totalizariam US$ 40.666, já com a adição de benefícios diversos.

Fisioterapeuta: com salários de US$ 29 a US$ 47,50 por hora, a profissão é relativamente bem remunerada, mesmo para os que acabam de ingressar, sendo que a média firma-se em US$ 36/hora. Por ano, o profissional é recompensado em US$ 66.960 aproximadamente, por esse trabalho.

Recepcionista: entre recepcionistas, a hora trabalhada é de US$ 11, sendo o mínimo de US$ 9,12 e o máximo de US$ 15,88. Ao ano, o cargo rende a média de US$ 30.025.

Garçom: voltando à questão das gorjetas que observamos no salário mínimo nos Estados Unidos, os garçons e garçonetes recebem salários entre US$ 2,20 e US$ 9,85 por hora. Por outro lado, ganham entre US$ 1,27 e US$ 15,97 por hora somente em gorjetas, ultrapassando a média nacional em muitos casos. Computando salários, bônus e gorjetas, anualmente o cargo ganha a média US$ 19.914, podendo chegar a US$ 35.463.

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