Na manhã do dia seguinte descobrimos que é preciso descer tudo que se havia subido no dia anterior. Mas, para descer todo santo ajuda – e as mulas também!

O grupo embarca na van e segue viagem, agora em direção a Ait Benhaddou, a 2.260 metros do nível do mar. Esta cidade já foi um importante ponto de parada para as caravanas que levavam sal pelo Deserto do Saara, voltando com ouro, marfim e escravos.

Atualmente é um dos casbah (fortaleza) mais famosos do Marrocos, conhecido pela arquitetura em argila que continua quase intocada desde o século XI, sendo também cenário de inúmeras produções cinematográficas e televisivas, como “Lawrence da Arábia”, “Game of Thrones” e “Gladiador”.

No caminho há uma pausa para conhecer um mercado ao ar livre em Ourika. O dia se torna mais vivo com as cores dos alimentos que encontramos por aqui.

O guia informa que há dias em que o mercado está aberto para mulheres e dia em que apenas homens frequentam. Segundo ressalta, o dia em que as mulheres aparecem tudo é melhor: “das vistas aos aromas”!

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Fotografias: Nataly Lima

Quase nada ali tem preço. O jeito é perguntar e, provavelmente, barganhar. Em mercados como esse o dinheiro multiplica. Com poucas moedas é possível comprar um saco cheio de laranjas ou do que quiser.

Há também muitas bugigangas para vender e outros itens sazonais, como as lonas de plástico que servirão para forrar os tetos feitos de argila e outros materiais que se dissolvem facilmente quando em contato com água – o céu está fechado e a previsão é de chuva, coisa rara por esses lados.

O almoço do dia é um restaurante pequeno, tipo boteco, no qual a opção mais escolhida foi o famoso churrasquinho marroquino. Frango bem temperado no espeto com a presença ilustre de uma iguaria ainda não vista antes nos menus: batatas fritas! É como que uma miragem para mim e mais alguns.

Logo fazemos mais uma parada para avistar a montanha do Alto Atlas na estrada de Tichka. Segundo o guia informa, um dos trechos mais perigosos para quem dirige no Marrocos.

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Fotografias: Nataly Lima

Chegando em Ait Benhaddou, após deixar as bagagens no hotel La Rose du Sable, o grupo segue em uma curta caminhada para explorar o local antes do entardecer, enquanto o guia explica um pouco mais sobre o local e seus costumes.

Após uma pausa para banho na acomodação, o grupo se reúne em uma sala para uma demonstração de culinária. A mulher simpática, com rosto semi-coberto, mas destampado o suficiente para percebermos seu sorriso, mostra como é o preparo de um típico tagine e o cuscuz marroquino. Para quem tinha curiosidade e vontade de aprender as técnicas, foi uma aula e tanto.

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Fotografias: Nataly Lima

O jantar desta noite é no restaurante do hotel mesmo, com basicamente as mesmas variações de pratos dos locais anteriores. Com o término da refeição, alguns interessados aproveitam a oportunidade para marcar a pele com uma lembrança da viagem por meio da tatuagem de henna.

Às 20h todo o grupo já acabou o jantar e, mais uma vez, usa o tempo livre e desconectado para conversar e até brincar de coisas que normalmente só lembramos quando acaba a luz em casa.

Duas verdades e uma mentira é o jogo da vez!

Eu não sei mentir direito, já vi que vou perder…

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Sobre o Autor

Nataly Lima

Mestre em jornalismo natural de São Paulo, hoje tem a Europa como a sua base. É apaixonada por conhecer novas culturas, comer, viajar e contar histórias sobre esses e outros assuntos.

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