Muito brasileiros enxergam na Espanha uma boa opção na hora de trabalhar ou estudar no exterior. A proximidade entre o português e o espanhol é uma das grandes motivações, afinal, é bem mais rápido aprender uma língua parecida com a nossa do que ter que aprender alemão ou chinês, por exemplo.

Assim mesmo, é importante que os brasileiros saibam de uma coisa: as semelhanças entre o português e o espanhol podem nos levar a uma falsa crença de que dominamos o idioma.

Com isso, acabamos usando palavras similares, mas que têm significados totalmente diferentes. Ou usamos uma construção que funciona em português, mas que em espanhol não tem qualquer sentido.

É por isso que, para ter um domínio efetivo da língua, vale a pena buscar um curso de espanhol para estrangeiros enquanto você estiver no país.

Na Espanha, o governo, as universidades e as escolas particulares de idiomas geralmente oferecem curso de espanhol. Hoje vou apresentar algumas opções para quem vem estudar, trabalhar ou viver por aqui.

Cursos gratuitos de espanhol

A maioria das comunidades autônomas da Espanha oferecem cursos gratuitos de espanhol para que os estrangeiros possam se integrar à sociedade.

Esses cursos costumam ser dados em escolas públicas, especialmente os centros dedicados à educação de adultos (conhecidos pela sigla CEPER), e duram um ano acadêmico (de setembro a junho).

Além da língua, os cursos abordam aspectos da história e cultura do país. Em geral, o curso é de nível iniciante (A1/A2) e pode ser que não sirvam muito aos falantes de português, pois as aulas começam abordando questões como o alfabeto, a pronúncia dos fonemas, os pronomes, os verbos mais básicos etc.

Para os brasileiros, essa parte pode não parecer tão relevante, mas, como os cursos são voltados a imigrantes de diversas nacionalidades, é essencial que esses tipos de conteúdos sejam abordados, afinal, quem vem de países como Rússia, China ou Marrocos, onde o alfabeto latino nem é usado, precisa aprender tudo isso.

Vale mencionar, também, que em regiões da Espanha onde se fala outra língua (Galícia, Catalunha ou País Basco) costuma haver cursos desses outros idiomas (galego, catalão ou euskera).

Pode valer a pena se inscrever também em cursos dessas línguas para se comunicar ou, ao menos, conseguir compreender as pessoas que não usam o espanhol o tempo todo.

Cursos pagos em universidades e centros culturais

Em algumas cidades, também são oferecidos cursos pagos de espanhol para estrangeiros. Geralmente, quem fica responsável pelo oferecimento são centros culturais, universidades populares ligadas ao governo local, escolas oficiais de idiomas (públicas) ou universidades.

A vantagem é que, nesses locais, costuma haver cursos em diferentes níveis (do iniciante – A1 ao mais avançado – C2) e os preços são acessíveis se comparados com aulas/escolas particulares. As matrículas costumam abrir em maio/junho e as aulas começam em setembro.

As universidades, por receberam alunos estrangeiros de intercâmbio, são as que possuem a melhor oferta de cursos de espanhol. Além disso, elas também costumam oferecer cursos específicos, como:

  • preparatórios para o DELE – esse é o exame de proficiência do Instituto Cervantes, que é reconhecido pelo governo da Espanha; a prova pode ser feita em vários países, inclusive no Brasil;
  • cursos intensivos de verão (jul/ago) – com duração de um mês e aulas todos os dias; ou seja, mesmo quem não mora no país podem se matricular e estudar enquanto está a turismo na Espanha;
  • cursos específicos – focados em melhorar determinadas habilidades, como conversação ou elaboração de textos, por exemplo.

Os cursos tradicionais (extensivos) geralmente começam em outubro, quando chegam os intercambistas do primeiro semestre, ou em fevereiro, quando chegam os intercambistas do segundo semestre. A duração é de 4 a 5 meses.

Os professores que dão os cursos costumam ser os mesmos que dão aulas na universidade, ou são alunos de mestrado/doutorado. Por isso, acho que no centro de línguas das universidades é onde mais vale a pena estudar o idioma. Mesmo quem é externo, ou seja, não estuda na universidade, pode se matricular para os cursos.

Cursos em escolas privadas

Por fim, as diversas escolas de idiomas (que aqui são chamadas de academias de idiomas) também ofertam cursos de espanhol, mas os preços já são bem mais altos. A vantagem é que, em muitas dessas escolas, você pode contratar aulas particulares, caso prefira aprender sem outras pessoas na mesma sala.

Muitas academias também preparam os alunos para o DELE e, inclusive, são centros onde o aluno pode se inscrever e realizar este exame de proficiência. Por falar no DELE, vale lembrar que possuir esse certificado em nível A2, ou superior, é um dos requisitos para que um estrangeiro consiga tirar a nacionalidade espanhola após residir legalmente por mais de 2 anos no país.

Por mais que pareça que é fácil aprender espanhol quando se fala português, não se engane. Vale a pena estudar a língua oficialmente para não cometer gafes ao falar e para conseguir escrever bem, afinal, essas habilidades podem ajudar bastante na hora de procurar um emprego no país, por exemplo.

Se você está pensando em ir para a Espanha ou se já vive no país e quer melhorar sua pronúncia de espanhol, pode acessar um material gratuito que preparei com dicas que ajudam os brasileiros na hora de falar espanhol. Para ver o material, basta clicar aqui.

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Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Gabriela Morandini. Acompanhe também o trabalho da Gabriela

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Sobre o Autor

Gabriela Morandini

Formada em Letras pela USP, é tradutora, revisora e redatora autônoma. Morou pela primeira vez fora do Brasil em 2013, quando passou 4 meses no México, e desde 2016 mora na Espanha. Escreve dicas sobre o país em sua coluna no Já Fez as Malas.

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