Descobrindo Évora, a capital do Alentejo

Vinho Mais é um projeto didático que desmistifica o vinho, e um pouco da vitivinicultura, através de cursos e viagens, tornando esse mundo enológico mais acessível a todos os leigos e enófilos de plantão. Eu fui convidada para acompanhar um grupo de 42 pessoas em uma dessas expedições e registrar todos os momentos: visitas nas vinícolas, passeios, almoços e jantares harmonizados. Fomos muito bem recepcionados em todas as vinícolas, sem contar que foi fácil trabalhar ao lado de pessoas de puro alto astral. Então, para quem está pensando em conhecer Portugal pelos vinhos, fica a primeira parte roteiro que fizemos, começando por Évora.

Évora é capital da região do Alentejo. A cidade está situada no centro-sul de Portugal e em 1986 foi considerada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade por conta dos quase vinte séculos de herança histórica que preserva desde que foi fundada pelo povo romano. Alguns dos pontos turísticos para conhecer são a Capela dos Ossos, Catedral de Évora e Templo de Diana. Lembrando que a melhor forma de explorar a cidade é à pé, pois há história em cada esquina.

A Capela dos Ossos foi construída na primeira metade do século XVII, no prolongamento da Casa do Capítulo do convento de São Francisco. É um verdadeiro convite à reflexão sobre a transitoriedade da condição humana, resumido na legenda que está em cima do portal de entrada: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. A decoração do teto, datada de 1810, está repleta de símbolos de alegorias e citações da Sagrada Escritura.

Construído na época de Augusto, no século I d. C. de tradição seiscentista, o Templo de Diana foi dedicado à deusa de mesmo nome mas que, na realidade, seria consagrado ao culto imperial. Possui linhas clássicas, pertencentes a uma tipologia do território da Península Ibérica, retratando a harmonia entre mármore e granito em sua construção. É considerado um dos templos mais bem conservados da península.

A região do Alentejo é a maior de Portugal. Possui uma natureza paradisíaca, uma imensidão de horizontes verdes e planos, lagos e praias incríveis. Castelos medievais, igrejas e arquitetura do período romano trazem à tona todo o patrimônio histórico e cultural em cada canto, vila, aldeia e freguesia alentejana.

O turismo rural e o enoturismo são destaques principalmente para quem quer apreciar a natureza e conhecer vinícolas pela Rota do Vinho. Falando nisso, os primeiros documentos escritos sobre o plantio da vinha na região datam do período romano, ou seja, desde o século XII. A denominação de origem “Alentejo” inclui oito sub-regiões de produção vitivinícola: Moura, Granja-Amareleja, Évora, Vidigueira, Reguengos, Redondo, Borba e Portalegre.

Pousada da Rainha Santa Isabel

Fizemos uma descoberta entre a saída da Herdade do Mouchão e a ida à Vinícola Dona Maria: Pousada da Rainha Santa Isabel. Se estiverem em Estremoz, vale a visita (ou hospedagem) nessa pousada que fica dentro do Castelo de Estremoz pertencente ao séc. XIII.

O castelo, que foi a residência de D. Diniz e Rainha Santa Isabel, acabou sendo destruído por causa de uma explosão que ocorreu no depósito de armas durante o séc. XII. D. João V o reconstruiu no séc. XVIII e instalou uma sala com 40 mil espécies de armas, porém o castelo foi saqueado pelos franceses durante a revolução. Essa área da pousada foi classificada como Monumento Nacional em 1924 e considerada como Zona Especial de Proteção em 1972.

Para os turistas, não é permitido passear dentro das dependências da pousada, apenas hóspedes. Porém, é possível sentar para tomar um café e subir até o alto da torre e apreciar a linda vista. Vale cada degrau subido, principalmente para vislumbrar o salão de jogos, Ao lado da pousada, fica a capela da Santa Isabel.

Ficamos hospedados três dias em Évora, no Hotel Vitoria Stone, por conta das visitas enoturísticas. E para não deixar o post mais longo, abaixo estão todos os detalhes e informações sobre as vinícolas alentejanas visitadas nos links:

Ervideira

Mouchão

Dona Maria

Herdade do Rocim

Próximo post será de Évora para Fátima, cheio de história religiosa e cultural portuguesa.

Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Roberta OrtolanSiga também blog da Roberta.

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