Principais curiosidades sobre Portugal

Todo mundo acha que sabe muito sobre a Torre de Belém, os pastéis de nata e o bacalhau, mas a verdade é que existem muitas curiosidades sobre Portugal que ninguém imagina.

Com cerca de 10,3 milhões de habitantes, de acordo com os dados da Eurostat, o país tem uma extensão territorial de pouco mais de 92.250 km². Em termos comparativos, o tamanho é o mesmo dos estados do Rio Grande do Norte e Paraíba juntos, e mais uma parte de Alagoas e Pernambuco.

Desde 2004, a moeda oficial é o euro, moeda única da União Europeia, o que até hoje não é visto com bons olhos pelos saudosistas do finado escudo. A capital e maior cidade é Lisboa, onde está concentrada cerca de 30% da população nacional. O clima mediterrânico faz com que o país seja um refúgio de muitos turistas, inclusive europeus, pois conta com temperaturas agradáveis e dias de sol na maior parte do ano.

Regiões do país

Talvez essa não seja uma das curiosidades sobre Portugal, mas há muitos que desconhecem que o país tem um território continental e dois arquipélagos: Açores e Madeira, que possuem uma economia voltada fortemente para o turismo. A divisão entre o continente e as ilhas é uma das possíveis formas de falar sobre as regiões portuguesas. Dessa forma, serão três: Portugal Continental, Região Autônoma dos Açores e Região Autônoma da Madeira. Esse é, inclusive, uma das classificações mais usadas para fins estatísticos oficiais.

Outra forma de dividir as regiões é em Norte, Centro, área metropolitana de Lisboa, Alentejo e Ilhas, que são Madeira e Açores. O quesito geográfico é o mais relevante nessa divisão, mas também leva em conta alguns fatores socioeconômicos. No Norte estão localizadas cidades como Porto e Braga. No Centro ficam locais como Coimbra, Óbidos e Aveiro. Já no Sul, está todo o Alrgave, com o seu clima litorâneo.

De acordo com critérios geográficos, ainda há outra divisão possível: Minho, Douro Litoral, Trás-os-Montes e Alto Douro, Beira Alta, Beira Litoral, Ribatejo, Estremadura, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve.

História do país

Portugal tem neste momento mais de 800 anos, mas a sua história, de fato, começa há mais de 500 mil anos, data dos primeiros registros de presença humana no território do país. No entanto, os contornos da nação só começaram a definir-se muitos milhares de anos depois. No início, era apenas chamado de Condado Portucalense, que sob a administração de D. Afonso Henriques, começou a desenvolver-se mais e a cogitar a independência.

Entre 1140 e 1380, o território continuou a aumentar, agregando as regiões do Algarve e do Alentejo. As tensões políticas, no entanto, faziam aumentar a pressão por uma independência em relação ao domínio do rei de Castela. Sob o comando de D. João I, veio a tão almejada liberdade e o início da dinastia de Aviz, aquela que trouxe a era dos “descobrimentos”.

Nos séculos XIV e XV, Portugal era uma verdadeira potência mundial, abrindo caminho para outros países europeus na rota da expansão marítima. Naquela época, não havia país mais influente e rico. Entretanto, a péssima gestão do trono e 60 anos de dominação espanhola, abriram precedentes para um enfraquecimento de tamanho poderio.

A independência foi reconquistada em 1640 com auxílio da França e da Inglaterra, mas muito tempo já havia sido perdido e outras potências comandavam. Além disso, os problemas de gestão continuavam e o país mais gastava do que produzia dinheiro. Em 1822, sofreu mais um grande golpe foi a independência do Brasil, colônia mais rica da altura.

A queda da monarquia veio em 1910 e a instalação da república foi problemática, culminando com golpe e ditadura em 1926. Esse período da história do país só acabou no dia 25 de abril de 1974, com a conhecida Revolução dos Cravos. Em 1976, Portugal declarou-se uma república semipresidencialista e mantém-se até hoje com essa formatação. Desde 1986, o país faz parte da Comunidade Econômica Europeia e desde 2004 que o euro é a moeda oficial.

Cultura portuguesa

Não se deve comparar a extensão territorial portuguesa com a sua cultura. Apesar de pequeno, comparado com a escala brasileira, o país possui uma riqueza cultural única e diversa. Com influência majoritariamente fenícia, celta e romana, há também uma grande expressão africana. Sabia, por exemplo, que uma das curiosidades sobre Portugal, é que a sua tradição de azulejos é importada do Marrocos? Os revestimentos, antes pintados à mão, foram usados para decorar milhares de construções pelo país afora.

E por falar em construções, parte da cultura portuguesa também encontra-se aí. Foi lá que o estilo barroco encontrou o ápice da sua ostentação, com detalhes dispendiosos e catedrais inteiras revestidas a ouro. Há ainda o surgimento do estilo manuelino, que leva esse nome por ter surgido durante o reinado de D. Manuel I. Vale o destaque também para a importância dada à preservação do patrimônio no país, o que permite que todos esses monumentos, castelos, palácios e palacetes estejam de pé até hoje.

Quando o assunto é música, não dá outra: é a terra do fado. O gênero musical, acompanhado sempre de guitarra portuguesa, é para ser mais sentido do que ouvido. Um dos grandes nomes é o de Amália Rodrigues, que se tornou uma espécie de mãe do fado, e hoje recebe todas as homenagens.

Impossível não dar destaque também para a literatura. Nomes como Camões, Gil Vicente, Fernando Pessoa, Eça de Queiroz e José Saramago exportaram as suas obras para todo mundo e levaram junto o nome de Portugal.

Cada região do país tem ainda os seus encantos folclóricos, artesanato, pratos típicos e tradições. De um lugar para outro, é possível encontrar muitas diferenças e particularidades, o que traz a lembrança de que tamanho, definitivamente, não é documento.

Gastronomia portuguesa

A gastronomia portuguesa segue a linha da dieta mediterrânica, com uma grande apreciação de frutos do mar e do azeite. O país foi, inclusive, reconhecido pelo Unesco como “dono” desse tipo de alimentação. Lá, é possível apreciar uma variedade incomparável de pratos confeccionados com bacalhau que, curiosamente, vem em grande parte da Noruega. Bacalhau com natas, Bacalha a Brás e Bacalhau a Gomes de Sá são algumas das delícias tradicionais.

Há lugar também para muita carne, especialmente de porco. Quem degusta o famoso leitão à Bairrada nunca mais esquece. O cozido à portuguesa também mistura todas as carnes e mais algumas para ninguém ficar desconsolado. Tudo isso, claro, acompanhado de alguns dos melhores vinhos do mundo. O vinho do Porto fica para a sobremesa.

E por falar em sobremesa, o país conta com doces famosos, com é o caso do pastel de Belém. Com esse nome, só é possível encontrá-lo em uma única pastelaria, que fica em Lisboa, justamente na zona de Belém. Lá, a receita é secreta e guarda a sete chaves. Em todos os outros lugares do país, pode-se degustar o pastel de nata, genérico do pastel de Belém.

A maior parte dos doces típicos de Portugal são chamados doces conventuais porque eram feitos nos conventos. Levam muito ovo e açúcar na receita. Exemplos são os ovos moles, os pastéis de Tentúgal, toucinho do céu e pudim de gemas.

Visitar o país

Para visitar Portugal, os brasileiros, à partida, não precisam se preocupar com visto. As viagens com até três meses de duração, ficam incluídas na categoria de turista, desde que não objetivem o exercício de atividades remuneradas ou negócios. A imigração solicita, no entanto, que o viajante tenha um passaporte válido, dinheiro suficiente para cobrir os custos da estadia, passagem de volta e seguro saúde. O não cumprimento dos requisitos pode resultar no impedimento da entrada no país.

Uma vez ultrapassadas as temidas autoridades imigratórias, é hora de se preparar para conhecer o que de melhor Portugal tem para oferecer. Na capital, Lisboa, há, entre outras coisas, a icônica Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerônimos, o Terreiro do Paço e o Cais do Sodré, Além disso, há ainda a zona de Alfama, famosa pelas casas de fado, e a Baixa-Chiado.

Já no Porto, a Invicta do Norte, alguns dos principais pontos turísticos são a Catedral da Sé, a Torre dos Clérigos e a Ribeira. Logo do outro lado do rio Douro, em Vila Nova de Gaia, estão as caves de vinho do Porto, onde é possível perceber todo o processo de maturação da bebida. Quem gostar mesmo de vinho e/ou de uma paisagem mais bucólica, pode rumar para a região do Douro, que segue às margens do rio de mesmo nome e brinda os turistas com uma vista incrível.

Além das duas maiores cidades do país e da região vinhateira, entretanto, há mais, muito mais. Há, entre outras coisas, o charme de Sintra e do seu Palácio da Pena, o encanto da ria de Aveiro, as ondas gigantes de Nazaré, o Santuário histórico de Fátima, a magia de Óbidos e o centro histórico de Guimarães, considerada o berço de Portugal. O melhor de tudo isso, além da variedade, é que uma boa parte dos principais monumentos e pontos turísticos de passagem quase obrigatória no país são gratuitos ou quase.

Morar no país

Cada vez mais brasileiros mudam-se para o outro lado do Atlântico, certamente não interessados nas curiosidades de Portugal, mas nos dados concretos. Depois da crise de 2009, o país vive um momento de estabilidade pós-recuperação e oferece, além de um clima ameno, um alto índice de segurança. Não à toa, é uma das nações mais pacíficas do mundo.

No entanto, apesar da burocracia ser relativamente reduzida para brasileiros por conta dos acordos bilaterais, é preciso ter sempre a documentação adequada ao propósito da mudança. O aumento do fluxo migratório tem levado também a que mais pessoas vindas do Brasil sejam barradas na entrada em Portugal por falta de documentação.

Assim como os documentos, as expectativas também precisam ser ajustadas. Com ideias irreais sobre o país, muitas pessoas abandonam o Brasil sem a devida preparação e acabam tendo que retornar. Os pedidos de ajuda para voltar ao território brasileiro multiplicaram-se nos últimos anos.

Portanto, é importante reunir informação sobre a realidade portuguesa antes de fazer as malas em definitivo, como custo de vida e melhores cidades. Se a decisão final for mesmo ir morar em Portugal, o passo seguinte é descobrir qual o tipo de visto adequado para o caso. Existe a possibilidade de ir para estudar, trabalhar, empreender e até mesmo viver de rendimentos.

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