Você esperou tanto por essa viagem, mas durante a espera acabou lendo aqui e ali que o seu país de destino costuma ser bastante rígido no quesito imigração. E agora? Como se preparar e se sair bem caso seja barrado?

Para praticamente todos os países, é de praxe a conferência de um passaporte válido e do visto, quando aplicável. Entretanto, estes não são os únicos procedimentos que irão garantir a sua entrada no novo destino, principalmente quando este possui um rígido histórico de barrar brasileiros ou outras nacionalidades que costumam causar “confusões”.

Não se comprometa ao passar pela imigração

Mesmo que esteja viajando com a melhor das intenções e se planejado com muito tempo de antecedência, é importante não se limitar somente ao visto e passaporte na mochila, mas as demais exigências básicas antes de sair do país.

É imprescindível, em adição ao documentos essenciais, que o viajante se informe sobre questões de dinheiro, estadia e seguro-saúde, por exemplo, as quais variam de acordo com cada país de destino. Nesses casos, deixe em sua bagagem de mão a quantia mínima de dinheiro – ou cartões – exigida pelo seu tempo de permanência; um seguro-viagem de cobertura compatível à requerida pelo país; e um comprovante de alojamento pelo tempo em que estiver viajando.

Agora que você já sabe de quase tudo o que será necessário para entrar no país sem nenhum problema adicional, resta não se comprometer com as respostas erradas, dadas ao oficial da imigração. Não existe resposta certa, mas existem aquelas que te mandam direto para casa.

1. “Ainda não sei onde vou ficar”

Entre os documentos fundamentais que um oficial da imigração pode te pedir, está a reserva de hotel ou um comprovante válido de alojamento – mesmo que seja na casa de um amigo em situação legal no país.

Portanto, mesmo que você realmente não tenha outro plano de onde irá ficar nas próximas noites, tenha um argumento convincente sobre a sua condição; mas em hipótese alguma diga que não sabe para onde vai.

2. “Não sei quando volto para o Brasil”

Mesmo que a sua intenção seja viver no país, ou voltar depois de muito tempo, não dê essa informação na imigração. Especialmente se estiver entrando com visto de turista (o que não lhe dá mais de 180 dias legalmente no país), dê uma data ou mostre a sua passagem de volta.

O importante é não deixar essa pergunta em branco, pois se a desconfiança de que você será um potencial imigrante ilegal existe, há também uma chance de te mandarem de volta.

3. “Depois eu peço para mandarem mais dinheiro”

Lembra da observação sobre levar dinheiro? Essa é uma questão importante na imigração, e geralmente com deslizes imperdoáveis. Não adianta só dizer que tem, vai ser necessário mostrar e comprovar limites.

Neste caso, cada país estipula um montante diário mínimo que o turista deverá levar consigo para arcar com despesas inerentes à viagem onde, de modo geral, menos de US$ 50 diários passa a levantar suspeitas. Podem haver ressalvas no caso de turistas que tragam consigo uma carta-convite, onde o anfitrião se responsabiliza por todas as despesas de seu hóspede.

Tenha consigo na bagagem de mão dados como limites do seu cartão de crédito, recibos de depósito do travel money, ou mesmo quantias em espécie para mostrar ao oficial quando – e se – solicitado.

Sala de imigração

4. “Não sei. Se arrumar um emprego eu fico”

Em hipótese alguma cogite dizer isso ao passar pela imigração. Dentre todas as respostas, essa é a mais provável de te mandar de volta para casa. Afinal, você está dizendo com todas as letras que pretende se tornar um imigrante ilegal.

Se você não tem autorização para trabalhar no país, jamais considere essa intenção. Nesse caso, é apenas válido dizer que irá trabalhar se tiver um visto para tal.

5. “Eu vim com a minha mãe, meu pai, meu irmão, um amigo de infância…”

Se estiver acompanhado por amigos ou familiares, explique e apresente cópia dos documentos de cada membro. Principalmente se o motivo da viagem for visitar algum parente que mora fora, tenha certeza de que tem como comprovar que há vínculos suficientes que te façam voltar para o Brasil ou o país de origem. Se te chamaram para a “salinha” da imigração, mantenha uma postura séria e esteja aberto a responder com simpatia a todas as perguntas de forma simples e direta.

Lembre-se que uma resposta mal dada sempre pode levar a uma nova pergunta, encurtando a cada vez mais suas chances de entrar no país. E para os oficiais, “na dúvida, mande-os embora”.

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Sobre o Autor

Heloisa Von Ah

Apaixonada por cinema, gatos e tecnologia, descobriu que viajar também é indispensável. Percebeu que o mundo é bem maior que uma cidade do interior paulista e após mais de um ano em Portugal, aguarda a próxima aventura.

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