O frio e outras questões de clima no sul da Espanha

Uma das grandes preocupações de quem sai do Brasil para viver em outro país é o clima. Estamos acostumados com o sol brilhando quase o ano inteiro, um frio suportável, chuvas em quase todas as regiões e poucos fenômenos naturais devastadores. Ou seja, nosso país é realmente um paraíso nesse quesito.

Antes de me mudar para o sul da Espanha, eu pesquisei sobre as temperaturas e fiquei feliz quando vi que, por aqui, o frio não era tão extremo. Na cidade onde vivo, por exemplo, quando neva é apenas por 1, 2 ou 3 dias.

No outro extremo (quando se trata de calor) as temperaturas já alcançam valores complicados (mais de 40 graus entre julho e agosto), e mesmo para quem prefere o clima quente – como eu – é difícil suportar o calor seco do verão.

O inverno

Este é o segundo inverno que passo na Andaluzia. Lembro que, no ano passado, eu sentia muito frio. Assim que dezembro chegou, usava sempre calça e blusa térmica por baixo da roupa, além de luvas mesmo dentro de casa (enquanto digitava meus trabalhos no computador ou quando via TV). Para sair, então, nem se fala! Acrescente duas meias ao look que foi descrito.

As temperaturas mínimas aqui em Jaén (onde vivo) não são tão baixas – ficam entre 10 e 1 grau – o problema é a constância: as mínimas persistem a maior parte do dia e durante os 3 meses do inverno. Já no Brasil, costuma esfriar mais de manhãzinha ou à noite, enquanto que de dia sai o sol e dá para aguentar de boa. Essa é a grande diferença.

Outro ponto que difere bastante é o vento. Por aqui há rajadas muito fortes e, como chove mais no inverno, o ar fica úmido. Com isso, já dá para concluir como é desagradável a sensação do vento batendo na sua cara quando você sai na rua.

No primeiro ano aguentando esse inverno, pensei várias vezes que eu não tinha nascido para os climas frios, fazendo jus ao meu sangue latino. Agora vejo que realmente o frio é uma questão de costume.

Mulher segura uma xícara de chá para se aquecer

Desde que o inverno começou, foram poucas as vezes que usei alguma roupa por baixo para me aquecer, não sinto mais falta de luvas quando estou no computador ou no sofá e um par de meias costuma ser suficiente (tá bom vai, tem que ser daquelas mais fofinhas…).

Dicas para se proteger do frio

Quem vai chegar no país e quer se prevenir, pode tomar algumas medidas para lidar com baixas temperaturas:

Roupas

Compre as roupas de frio aqui ou traga roupas importadas (as roupas vendidas no Brasil simplesmente não dão conta do frio, mesmo em uma região como a que vivo, com clima mais OK). Roupas do tipo “quebra vento” ajudam bastante.

Aquecimento

Garanta aquecimento em casa por meio de aparelhos como: aquecedores a óleo (só que eles gastam bastante energia elétrica), ar condicionado com opção de ar quente (mais econômico que o aquecedor) ou sistema de calefação (indispensável em regiões onde neva e faz mais frio).

Abrigue-se

Cubra especialmente a cabeça e as mãos ao sair na rua (com essas partes do corpo cobertas, você não sente tanto frio). Não é incomum ver pessoas que saem com aquela espécie de máscara de tecido que deixa apenas os olhos de fora. Não se esqueça do pescoço também, com golas altas, lenços ou cachecóis.

Fenômenos naturais

Tenho a impressão de que acontecem mais fenômenos naturais na Espanha do que no Brasil. É comum, durante todo o ano, que algum incidente natural acometa as diferentes regiões.

As borrascas, por exemplo, são comuns no inverno devido às chuvas e à umidade no ar. É uma ventania forte (os ventos podem chegar a 100km/h) que faz com que o governo emita alguns alertas climáticos. Esses alertas são comuns quando neva também; para entendê-los, basta acessar aqui as informações da Agencia Estatal de Meterología.

Os incêndios são mais comuns no verão, quando as altas temperaturas favorecem as queimadas naturais; mas, alguns incêndios são causados, infelizmente, pela ação humana. Há muitas iniciativas que tentam prevenir isso. Em parques naturais e outras regiões de natureza fazer fogueiras ou qualquer outro tipo de fogo é, geralmente, proibido.

Por aqui também acontecem nevascas (temporal de nieve), o que afeta os motoristas (é preciso usar correntes nos pneus, ou pneu específico para neve, para circular nas estradas).

Acontecem também terremotos, trombas d´água (tromba marina), tornados, ondas de calor (olas de calor – em 2016, foi registrado mais de 45 graus na Andaluzia) e seca (a grande maioria dos rios do país simplesmente passam boa parte do ano sem uma gota).

Com tudo isso, fazer uma pesquisa detalhada sobre o clima da região que você pensa em visitar ou viver na Espanha é sempre uma boa ideia para não ser pego desprevenido.

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Este conteúdo é de total responsabilidade do autor da coluna Gabriela Morandini. Acompanhe também o trabalho da Gabriela

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